Capítulo 123
Capítulo 121: Livro 2 – Capítulo 15
“Raven.”
Através da escurid?o, ouvi uma voz, perfurando a neblina.
Parecia urgente.
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Alguém me chamando.
“Raven, mude de volta.”
De vez em quando eu via trechos.
Apenas imagens paradas piscando diante de mim, mostrando fotos de uma s de estar.
De uma mesa quebrada.
De um menino.
Parecia um pouco familiar, mas eu n?o conseguia localizá-lo.
“Raven! —Ah, foda-se.
..E dor.
Muita dor.
A voz continuou a me chamar, implorando para que eu fizesse alguma coisa… mas eu n?o estava
pronta.
N?o, em vez disso, eu rescindi em minha mente ainda mais para escapar.
Para tentar esquecer o que estava acontecendo.
… Para fingir que estava tudo bem.
E assim, me escondi de tudo, bloqueando as imagens e vozes.
Esperando até, finalmente, as coisas n?o doerem tanto.
..Até que eu tinha certeza que a dor tinha parado.
“.Raven,” veio a voz novamente.
Só que, desta vez, o reconhecimento finalmentee?ou.
Kieran.
Era a voz de Kieran e… e eu mudei. Mudando para o lobo e…—.
Oh… n?o, n?o… Instantaneamente, meus olhos se abriram… e eu me encontrei contida em seus
bra?os, embrulhada em um cobertor.
Ele olhou para mim um rosto mostrando sinais de exaust?o, sua respira??o pesada.
E eu imediatamente soube que algo estava errado.
Eu n?o tinha certeza de quanto tempo tinha passado, mas eu estava de volta ao meu estado normal, o
que implicava que tinha sido pelo menos alguns minutos.
Mas… havia algo mais também.
Algo que eu esperava dessespsos.
..Eu podia sentir o cheiro doentio de sangue. Eu me contorci fora de seu alcance, me afastando apenas
o suficiente para dar uma boa olhada nele… e lá estava.
A origem do cheiro.
Um grande corte na frente de seu peito.
O sangue fluindo dele… cada vez pior… se acumndo no ch?o ao nosso redor.
E, de repente, foio se o mundo inteiro se inclinasse.
Para onde quer que eu olhasse havia sangue.
Vermelho pintado em todas as superfícies, em todos os móveis, em todas as paredes… cortinas… e
luminárias.
E enquanto eu olhava em volta fricamente, senti minha respira??o acelerar, meu cora??o
come?ando a acelerar.
… O que eu tinha feito? Isso era exatamente o que eu tinha medo e ainda assim eu deixei isso
acontecer.
Eu me virei para Kieran, encontrando seu rosto agora t?o pálido, e rapidamente movi minhas m?os para
seu peito para ajudar a parar o sangramento.
M?os que já estavam encharcadas ao longo dos meus antebra?os.
“Eu sinto muito”, eu sussurrei.
“E-eu n?o queria fazer isso.” Eu disse a ele que isso era perigoso e uma má ideia.
Por que ele n?o me ouviu?
“Raven… está tudo bem”, ele respondeu.
Olhei para ele incréd,o se ele fosse louco por n?o ver a quantidade de sangue que havia
perdido.
Era um mgre que ele ainda fosse capaz de fr.
“N-n?o… n?o, n?o está tudo bem”, eu gaguejei.
“Nada sobre isso está bem… Você vai morrer por minha causa.”
Como se me dissesse que este exercício n?o era negociável.
“Isso… n?o foi minha culpa”, eu finalmente disse em derrota.
Eu murmurei as pvras baixinho, mas ele ainda parecia satisfeito a minha resposta.
Com um pequeno aceno de aprova??o, ele me soltou.
“O que quer que tenha sido… eu nunca vi nada parecido”, disse ele.
“De longe as mudan?as mais lentas e dolorosas que já testemunhei. Mas… eu n?o sei. Está me dando
uma sensa??o estranha. Quaseo se houvesse mais do que isso.”
“..O que você quer dizer? Você está dizendo que há realmente algo erradoigo?”
“N?o… n?o está errado você. Mas talvez mais… algo externo afetando você”, disse ele, franzindo a
testa.
“Você está usando alguma joia? Ou tem algo metálico tocando em vocêo um piercing? Pareceria
algoo prata.” Eu pensei sobre isso por um momento antes de bn?ar a cabe?a.
Acessórios n?o eram uma boa ideia para mim, devido ao meu trabalho diário.
“N?o.”
“Ok… ent?o que tal dieta. Você bebe algum chá? Ou lidar regrmente alguma erva?”
“N?o…”, respondi novamente, ficando cada vez mais confusa as perguntas estranhas.
Kieran ent?o parou por um momento pensando, visivelmente se esfor?ando para pensar em outra coisa
antes de, finalmente, fazer mais uma pergunta.
Só que desta vez, eu poderia dizer que ele estava relutante em perguntar.
“.. E os medicamentos?”
E meu corpo imediatamente se acalmou.
Sim… eu tomava remédios. tomava remédios regres para ansiedade e efeitos cterais pós-
mudan?a; principalmente a dor e a náusea. Mas… isso era algo que me prescreviam há anos.
Por um médico.
Um profissional.
Ou, pelo menos, eles eram um profissional… empregado pelo meu pai.
Certamente, ele n?o teria, certo? Porque isso significaria….
“Raven?” Kieran pediu quando eu ainda n?o tinha fdo.
Engoli a bile na minha garganta, esperando que Kieran estivesse errado sobre isso.
“Sim,” eu respondi.
“Sim. Eu tenho remédio”.
“Você pode me mostrar?”
Quase roboticamente, me levantei e caminhei até onde tinha deixado minha bolsa, encontrando-a no
balc?o.
Demorou um pouco antes que eu pudesse localizá-lo.
Com tudo acontecendo t?o rápido, meus dedos tremiam incontrvelmente.
“Aqui,” eu finalmente disse, apresentando para Kieran.
Ele seguiu atrás e rapidamente pegou de mim,e?ando a inspecionar o conteúdo imediatamente.
O tempo todo, eu silenciosamente assisti enquanto ele trabalhava, subconscientemente puxando o
cobertor ao meu redor para me confortar.
Desejando mais do que tudo que isso realmente fosse uma medica??oum.
Embora raramente fosse t?o simples.
“Esses… esses s?o supressores,”
Kieran disse em choque, lentamente olhando para mim.
“Eles foram projetados e usados em guerra química. Agora eu sou ilegal, é ro.”