Capítulo 112
Capítulo 112
Teodoro Farnese sentou–se à frente d e serviu–se uma colherada de pudim de leite, logo fixando o
olhar no rosto ainda pálido de Inês. “Você parece estar doente“, disse ele.
Inês hesitou por um momento, seus lábios tremiam e demorou um bom tempo para conseguir concluir
a frase: “Meu irm?o… ele faleceu.”
“Meus pêsames.”
Houve uma leve hesita??o nos movimentos de Teodoro Farnese, ele colocou a colher de volta e
estendeu a m?o para acariciar a cabe?a molhada de Inés antes de retomar sua postura anterior.
“Ent?o, você está t?o triste por causa da morte de seu irm?o?”
“N?o… n?o é isso.”
O calor retornava ao corpo de Inês, mas naquele instante, as emo??es a invadiram novamente.
Encarando a xícara de café, sentiu um impulso de choro diante daqu estranha sensa??o de
cuidado.
Lá fora, a chuva n?o cessava,o ondas furiosas querendo romper as paredes para engoli.
Inês sentiao se seu cora??o ainda estivesse exposto à chuva, sangrando e doendo
incessantemente.
Ent?o, no segundo seguinte, as lágrimas caíram na xícara de café.
rapidamente ergueu a cabe?a e afastou–se da xícara, tremendo ligeiramente: “N?o tem problema.”
N?o… ainda n?o podia morrer… ainda havia Amado…
Morrer seria cruel demais para Amado…
Inês engoliu suas lágrimas à for?a, enquanto Teodoro Farnese já havia parado deer, observando–
a, impressionado a for?a daqu mulher.
Quem a havi or?ado a ser t?o forte? Era a realidade, Noe Serpa, ou mesma?
Teodoro
se afastou os pensamentos, fingindo n?o ter percebido o deslize de Inês e disse casualmente: “Eu
também já perdi alguém muito importante.”
“Qu?o importante?“, Inês perguntou instintivamente.
Teodoro Farnese riu levemente,o se n?o se importasse, mas seus olhos ramente mostravam
tristeza. “Importante ao ponto de que, quando a perdi, me senti arrependidoo você, desejando a
morte. No fim, n?o hesitei em nada, mesmo que isso significasse cinco anos de pris?o, e mesmo
assim n?o pude reverter a situa??o.”
Inês olhou para o rosto de Teodoro Farnese, aturdida, e depois falou voz baixa:
Capitulo 112
“Desculpe, eu também trouxe à tona lembran?as ruins para você.”
“Como você pode dizer que s?o lembran?as ruins?”
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Teodoro Farnese pegou a xícara de café que Inês havia bebido, mexeu–a a colher e ent?o disse:
“Para mim, até a perda se tornou algo precioso.”
Existe um tipo de amor que se infiltra nos ossos, que mesmo n?o rpensado, tudo o que está
rcionado a se torna algo ansiado.
O amor é o que você me deu, ent?o eu o aceito; a dor é o que você me deu, ent?o eu a aceito; mesmo
a partida é o que você me deu, ent?o eu recebo tudo.
“Eu n?o esperava que o Sr. Farnese fosse t?o sentimental“, Inês percebeu o tom sombrio e fez uma
piada, “Isso n?obina a sua aparência.”
Afinal, Teodoro Farnese tinha um rosto que parecia desdenhar do mundo.
Teodoro Farnese olhou para Inês uma express?o estranha por um tempo, e de repente empurrou
a xícara de café de volta para , apoiando o rosto a m?o: “Sra. Guedes, para você, o que é um
amor profundo?”
“Infelizmente, eu n?o entendo de amor profundo.”
A capacidade de amar de Inês havia sido destruída por Noe Serpa, cinco anos atrás.
Inês n?o tocou mais no café que Teodoro Farnese havia bebido. Depois, se levantou, um pouco
envergonhada, e perguntou a Teodoro Farnese: “O senhor tem… uma cal?a extra?”
queria ir para casa, mas suas roupas estavampletamente molhadas. Quando saiu, só
vestia uma camisarga que cobria até os joelhos, mas se quisesse sair, aquilo definitivamente n?o
seria apropriado.
Teodoro Farnese percebeu o que estava vestindo ao se levantar e, um sorriso significativo
nos lábios, se aproximou e a pressionou, e antes que pudesse reagir, ele já havia estendido a
língua e passando–a pelo lóbulo da orelha d.