Capítulo 151
Emília Cardoso engasgou-se por um momento antes de continuar,”Sílvio Cardoso disse que minha m?e e eu n?o
sabíamos administrar a empresa, tomou o controle da gest?o ee?ou a reduzir nossos ativos, até que finalmente
nos expulsou de casa.”
Emília engoliu em seco,”Minha m?e tinha algumas casas em seu nome, agora todas se foram…”
“Os outros n?o fazem nada?” Isabe perguntou baixinho.
“Antes meu av? mandava. Depois da morte dele, minha avó também nos deixou logo… Meu pai dirigia a empresa, mas
desde que ele saiu todo mundo segue cegamente o tio Sílvio.”
Ninguém apareceu para defender m?e e filha.
Os parentes mais velhos aconselharam-nas a aceitar a situa??o e a se humilhar, afinal, viver sob a prote??o da Família
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Cardoso e ter o queer era algo muito simples.
Mas confrontar a Família Cardoso era garantia de um final trágico!
“Mas eu simplesmente n?o quero viver de cabe?a baixa, eles abusaram demais.”
Era ruim o suficiente quando Tio Sílvio e Cecília Aguiar os maltratavam, mas o tempo até os
primose?aram a se sentir no direito de pisar ns, mesmo depois de m?e e filha se mudarem
para um apartamento alugado, os primos ainda apareciam de vez em quando para perturbás.
Parecia que zombar ds era uma forma de entretenimento.
“O lixo que jogaram no túmulo hoje, sem dúvida foi obra da prima!”
Emília ficou furiosa:”Ano passado foi a mesma coisa, foi alguns seguran?as, jogou oferendas
no túmulo do meu pai e jogou lixo em cima, falou terrivelmente e minha m?e, indignada, confrontou
e acabou machucada pelos seguran?a, isso é terrível…”
Emília parou de fro se tivesse se lembrado de algo,”Foi nesta mesma época no ano passado…
Diretora Isabe, posso fazer uma liga??o?”
Isabe adivinhou algo e levantou os olhos,”ro que pode.”
Emília tirou rapidamente o celr e ligou para a m?e, mas ninguém atendeu após uma longa espera.
Seu cora??o estava acelerado, um pressentimento ruim.
Foi ent?o que Raul Fonseca bateu à porta,”Diretora Isabe, uma empresa de lingerie está
vendas explosivas e quer nossa ajuda na produ??o. Eles n?o conseguem atender toda a demanda…
Eles ofereceram um bom pre?o e o gerente gostaria de encontrá no Café à beira-mar daquí a uma
hora, o que acha…?”
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Emília fez mais duas liga??es, ainda sem resposta. estava extremamente ansiosa,”Diretora Isabe, posso pedir
uma licen?a? Eu gostaria de ir até Colina do Cemitério dar uma olhada…”
O túmulo do seu pai ficava no topo da Colina do Cemitério.
O Café à beira-mar estava a apenas dez minutos de distancia dali.
“Podemos passar por lá no caminho.” Isabe olhou para Raul Fonseca, “Prepare o carro.” Ultimamente, vinha
sendo transportada por Célio Franco, já que n?o tinha carro próprio, mas a empresa tinha veículos disponíveis.
Mal sabiam eles que, após partirem, uma m?o se estendeu e pegou os esbo?os de design que estavam sobre a mesa
do escritório…
Durante o trajeto, Emília n?o parava de ligar para a m?e, e quanto mais ninguém atendia, mais angustiada se sentia.
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