Capítulo 150
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Após um longo beijo, Célio olhou nos olhos da garota e disse ternura,”Se acontecer alguma coisa, pode me
contar. Seja algo que te fa?a feliz ou algo que te entriste?a, eu serei teu primeiro ouvinte.”
Isabe ergueu o olhar, encarando a express?o sincera dele.
“N?o carregue tudo sozinha, tá bom?”
Isabe nunca pareciapartilhar seus sentimentos ninguém, bons ou maus. Mesmo Francisca Carvalho e
as outras, apenas trocou algumas pvras rápidas e seguiu em frente.
Naquele momento, vendo os olhos atentos e preocupados de Célio, assentiu a cabe?a,”Tá.”
tentaria ao máximo.
Célio acariciou seu rosto, sorrindo carinhosamente,”Vamos, tomar café da manh?.”
Depois do café, Isabe chegou à empresa e, em meio a um monte de rtórios,
percebeu indícios de algo mais.
Seus dedos longos tamborvam na mesa enquanto pensava em quantos segredos de Rafael Costa ainda estavam por
descobrir.
“Diretora Isabe, a designer Emília está te procurando!” A voz de Raul Fonseca soou dodo de fora da porta.
“Pode entrar-”
Emília Cardoso entrou rastros de lágrimas em seus olhos.
“Bom dia, diretora Isabe. Aqui est?o os designs de outono que finalizei recentemente.”
Emília Cardoso apresentou os esbo?os a Isabe um sorriso no rosto.
No entanto, era fácil perceber que seu sorriso era for?ado e até mesmo triste.
“Omar queria que você desse uma olhada. Ele disse que você é quem realmente entende de
design…”
Isabe observou os olhos vermelhos de Emília,”Chorou?”
Emília Cardoso negou a cabe?a, mas a emo??o que tentava conter acabou transbordando
novamente, e solu?ou baixinho.
“Sente-se, se acalme.”
Isabe n?o a pressionou, apenas entregou seus len?os e esperou que se acalmasse.
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Capitulo 150
As lágrimas de Emília Cardoso caíram lentamente enquanto tentava manter-se forte e conter as
lágrimas, mas as suas emo??es a dominaram.
Raul Fonseca, dodo de fora, n?o tinha ideia do que estava acontecendo e bn?ou a cabe?a,
confuso, para Isabe.
Ele mandou uma mensagem para Isabe.
“N?o sei o que aconteceu a designer Emília, quer que eu pergunte?”
Isabe respondeu calmamente: “N?o precisa.”
Quando Emília Cardoso finalmente se acalmou, Isabe lhe ofereceu um copo d’água e colocou-o à
sua frente,”Bebe um pouco para hidratar a voz.”
“Diretora Isabe…” Emília Cardoso n?o esperava que Isabe fosse t?o atenciosa, e ao se lembrar
de seus próprios familiares, a emo??o que havia estabilizado irrompeu
novamente.
Isabe a observou chorar e perguntou leveza,”é algo do trabalho?”
Emília Cardoso bn?ou a cabe?a.
“Problemas em casa?”
Emília Cardoso assentiu.
Isabe entendeu que só a família pode ferir tanto uma pessoa.
E quando falou sobre isso, Emília Cardoso voltou a n?o conter as lágrimas. realmente n?o queria trazer assuntos e
sentimentos pessoais para o trabalho, mas pensar naquele túmulo a deixou raiva e injusti?ada ao mesmo tempo!
“Eu ainda nem contei para minha m?e…” Emília ainda tentava fr quando as lágrimas voltaram a cair, e solu?ou
sem conseguir continuar.
Depois que acabou de chorar, Isabe perguntou,”Foi feito por um parente?”
“Sim!!” Emília Cardoso pensou naqueles parentes sem cora??o e as lágrimas caíramo pérs de um cr
rompido.
“Na verdade, minha família também tinha uma confec??o…” disse Emília Cardoso, enxugando as lágrimas,”a
confec??o foi fundada pelo meu av? e, após a morte dele, meu pai assumiu a gest?o. Mas, há alguns anos, meu pai
morreu tragicamente num acidente de carro…”
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