Capítulo 8
Capítulo Oito
Estava frio. N?o havia luz. Apenas a escurid?o me cercava.
Eu n?o tinha certeza do que eu esperava quando morri, lobisomens n?o pareciam ter nenhuma hipótese
real sobre o que veio depois da morte. Tenho certeza de que os humanos pensariam que deveríamos
sern?ados no inferno, todo o nosso ser sendo uma criatura oposta às formas de suas leis
naturais. Mas n?o tínhamos nenhum pensamento ou valor sobre isso.
Eu esperava que a Deusa me abra?asse e me conduzisse a alguns port?es perdos? havia me
abandonado em vida, eu só podia supor que me abandonaria também na morte.
Fiquei enrdo na escurid?o por mais tempo do que eu poderia dizer. Parecia dias, ou mesmo anos,
mas o tempo n?o parecia se mover da mesma maneira aqui. Inferno, por tudo que eu sabia, poderia ter
sido apenas alguns segundos que se passaram neste abismo eterno.
Mas de repente, sem aviso, a luz me cercou eecei a cair.
Ao meu redor havia imagens de minhas memórias, flutuando por mim enquanto eu caía. Vi minha
infancia, minha m?e cuidando de mim ternura. Meu pai sua atitude sempre estóica. Eu vi
Aleric, qu?o atraente ele parecia quando o vi p primeira vez depois de atingir a maioridade. Eu vi
Thea, sua fachada de cabe?a de ventoo sempre sorria para mim. Eu vi Sophie… me traindo.
E eu vi minha morte. Foi repetido várias e várias vezes,o se tentasse me deixar louco. Eu veria
Aleric levantar a lamina, o som da ponta afiadaendo minha carne, e ent?o a escurid?o… a
escurid?o silenciosa e fria. Continuou a se repetiro um disco quebrado.
“Por favor… pare…”, eu implorei para o vazio.
Eu n?o sabia se alguém podia me ouvir, mas eu n?o aguentava mais. Se isso n?o era o inferno, ent?o
estava muito perto. Fechei os olhos for?a, pressionando meus punhos cerrados contra meus
ouvidos para bloquear as imagens e os sons, mas eles continuaram a perfurar meu cérebro.
Por que… por que eu estava sendo punida? Eu nunca tinha feito nada de errado. Eu tinha feito
exatamente o que foi pedido de mim o tempo todo. Eu tinha morrido por isso mesmo.
“Meu filho”, uma voz melódica ent?o me chamou, trazendo a paz e o silêncio que eu ansiava.
Eu rapidamente abri meus olhos e vi uma mulher cabelos dourados brilhantes e olhos prateados
brilhantes. Eu a reconheci imediatamente. era a mulher que eu testemunhei na floresta enquanto eu
estava transformado. Mas quem era ?
Fiz a pergunta em minha mente, mas, no fundo, eu já sabia a resposta.
era a Deusa da Lua, Selene.
Sua presen?a era esmagadora, fazendo-me sentir t?o estranho por dentro. Eu estava quente, mas
estava frio, estava vazio, mas estava cheio. Só de olhar para me fez querer cair em lágrimas
diante d, mas eu me contive.
Eu n?o pude deixar de me perguntar, porém, por que finalmente estava se mostrando agora? Onde
estava quando eu estava vivo ?
“Eu posso sentir seu tumulto por dentro, até mesmo seu desdém por mim,” disse. “Sei que você tem
muitas perguntas, mas também sei que algumas dessas respostas n?o v?o satisfazer sua angústia.”
Eu me senti imediatamente envergonhado. Fomos ensinados desde o nascimento a adorá
lealmente, mas eu estava em conflito por dentro. Como eu poderia adorar alguém que me permitiu
sofrer por tanto tempo?
“Por que…” eu disse, minha voz vdo e traindo minhas emo??es. “…Por que você fez isso
comigo? Você fez m
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e apanheira de Aleric quando ele n?o podia me amar. Isso n?o significa que você queria que eu me
tornasse Luna? Se sim, por que você me abandonaria para suportar esse destino horrível?
“Meu filho, eu nunca te deixei,” disse gentilmente. “Eu tenho cuidado de você desde o início, mas há
algumas coisas nas quais n?o posso interferir. Eu nunca desejei que você passasse por tais
dificuldades.” 1
“Ent?o qual é o sentido em adorar você?” Eu disse um pouco duramente. Eu estava deixando minha
raiva tomar conta de mim. “Eu rezei todas as noites para você por anos até que finalmente me convenci
de que você n?o existia ou n?o se importava.”
“N?o pe?o aos meus filhos que me venerem. Eu sou apenas uma m?e para todos vocês. Eu lhes dou
todas as ferramentas para lhes trazer imensa felicidade em suas vidas, mas se algo interferir isso,
n?o posso intervir.”
“Você está dizendo que tudo isso aconteceu porque algo mudou seu no divino?”
Se isso era verdade, ent?o o que aconteceu para mudar o curso do destino? Senti que n?o estava
me contando tudo.
“Você vê as coisas de forma muito simplista, tentando aplicar seu conhecimento e lógica terrenos a algo
que n?o pode ser entendido t?o facilmente. Você é um dos meus filhos favoritos, t?o inteligente e forte,
mas n?o posso mudar o futuro da maneira que você pensa.”
gentilmente agarrou minha palma e, a outra m?o, acariciou minha bochecha. Eu queria recuar
com seu toque, mas sua presen?a instintivamente me fez querer me entregar a inteiramente.
“Se você cuida e nutre uma crian?a, dá a a melhor educa??o e família, apenas para que cres?a e
cometa crimes graves, você culparia a m?e? Desejei que você tivesse a melhor vida, cheia de amor e
felicidade. No entanto, se as coisas mudarem em r??o ao meu no original, n?o há nada que eu
possa fazer até que ele siga seu curso.”
” Executar o seu curso ? Você quer dizer até eu morrer?
assentiu a cabe?a. “N?o posso mudar o futuro, mas n?o posso negar que a interferência que
ocorreu n?o foi totalmente natural. Sua morte neste caso teria desencadeado algo muito maior,
algo que n?o pode ocorrer. .. . E assim, pretendo mandá-lo de volta.”
Seus olhos prateados estavam perfurando os meus, tornando difícil discordar de qualquer coisa que
estivesse dizendo.
“ … E se eu recusar?” | perguntou hesitante.
“Ent?o você permanecerá no Abismo, revivendo para sempre suas memórias terrenas.”
Minha mente recordou as imagens que acabavam de me atormentar, mostrando-me minha morte
repetidas vezes. Eu sabia agora que deve ter me mostrado isso estrategicamente para que eu
tivesse um gostinho deo seria minha recusa.
“Ent?o eu n?o quero ser Luna novamente… e eu n?o quero ser apanheira de Aleric,” eu disse,
surpreendendo até a mim mesma que eu estava negociando uma Deusa. Mas eu n?o conseguia
afastar a sensa??o de que algo parecia estranho.
“Esse é o destino que escolhi para você.”
“Ent?o eu n?o aceito”, argumentei, retirando minha m?o da d. “Eu acho que há algo que você n?o
está me dizendo. Uma raz?o p qual você precisa tanto de mim para voltar.”
ficou em silêncio, seus olhos me olhando cansadamente.
“… Ent?o, eu estou certo,” eu disse, tomando seu silêncioo confirma??o.
“N?o posso reescrever um destino que foi estabelecido durante o seu nascimento. As ramifica??es de
tal coisa podem potencialmente mudar todo o seu ser e identidade. Seupanheiro será Aleric,o
sempre foi. Mas vou te dar um presente. Eu lhe darei a habilidade de escolher seu próprio destino, seu
próprio destino. Você vai precisar dele para suas batalhas futuras.”
Capítulo Oito
Eu assisti enquanto gentilmente beijou minha testa, formigamentos em erup??o de onde seus lábios
encontraram minha pele. Foio se uma onda de energia fluísse através de mim de uma só vez, me
abrindo para emo??es que nunca havia sentido antes.
Uma vez que se afastou, eu precisei tomar um segundo para me equilibrar, tentando limpar minha
mente para focar no que era mais importante; respostas.
“Que batalhas? Você nem me disse o que eu preciso mudar ainda.
Tudo o que me disse foi que eu precisava parar minha morte. Maso eu poderia saber
exatamente o que eu precisava mudar para alcan?ar esse objetivo?
“Eu te dei uma parte de mim,” disse, sua voz soando estranhamente tensa agora. “Com isso, você
pode parar sua morte. Você n?o deve morrer a todo custo. O futuro de todos os lobisomens cairá
quando você fizer isso.”
estavae?ando a piscar,o uma v lutando para permanecer acesa.
“O que há de errado?”
Tentei agarrar sua m?o, mas foi direto através d.
“A pe?a que lhe dei me deixou fraco, devo descansar. Mas estarei você e cuidarei de você. N?o há
raz?o para você se sentir sozinho desta vez.”
desapareceu ent?o, diante dos meus olhos. Ido para o ar rarefeito
E isso, acordei na cama.