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Cap铆tulo 1

    Capítulo 1


    Capítulo 1


    “Parece que todo mundo está aqui”, disse Aleric, observando a multid?o. “Estamos reunidos aqui hoje


    para testemunhar o julgamento de Ariadne Chrysalis, ex-Luna da alcatéia da Névoa de Inverno.”


    Seus olhos percorreram os rostos de todos ao redor antes de finalmente repousar em mim.


    “Você jura pelo nome da Deusa, Ariadne, que vai contar toda a verdade durante este julgamento?”


    perguntou.


    Encontrei seus olhos verdes prantes, um arrepio percorreu minha espinha. Como aqueles olhos


    me assombravam.


    “Eu juro”, respondi alto e confiante.


    “Eo você se dera?”


    Prendi a respira??o, meu cora??o disparou no peito.


    “Inocente”.


    ** Duas semanas antes **


    “ está grávida” Aleric me contou.


    Olhei para ele em choque, meu rosto empalidecendo. Meupanheiro destinado, o amor da minha


    vida, estava me dizendo que havia engravidado alguém. Alguém que n?o era eu.


    Foio um soco no est?mago. O vínculo do nossopromisso fez o peso de suas pvras


    insuportável para mim e minha loba interior uivou de dor. Dei tudo a Aleric, sofri tudo por ele. E, ainda


    assim, ali estava ele, parado na minha frente, me contando notícias t?o dolorosaso se estivesse


    me dizendo a hora.


    “Por que?” Eu sussurrei, lágrimas escorriam pelos meus olhos.


    “Eu n?o preciso me explicar para você”, disse Aleric rispidamente. “Você n?o conseguiu nem cumprir


    todos os seus devereso minhapanheira,o Luna. N?oece a agiro se isso fosse


    uma surpresa. A alcatéia precisa de um herdeiro Alfa. Algo que você é incapaz de oferecer, Ariadne.”


    Suas pvras feriram, rasgaram profundamente minha carneo uma faca. Estávamos oficialmente


    casados   há seis anos e era verdade… eu n?o tinha conseguido dar-lhe um filho. N?o erao se eu


    n?o quisesse. Por meses, depois de termos descoberto oficialmente sobre o vínculo dopanheiro,


    eu tentei de tudo para estar ele o máximo possível. Mas ele nunca se interessou por mim, eu


    podia ver isso ramente. Eu sabia que ele só estavaigo porque eu era a Luna por direito.


    Mas havia outra coisa que eu sabia também. Algo que nenhumpanheiro deveria ter que


    lidar.


    E era isso que eu sabia sobre sua amante; Thea.


    Aleric e Thea se conheciam desde antes de estarmos oficialmente juntos e eu podia ver ramente


    como ele a adorava. Dei a  o amor que era meu por direito, olhando para o se  fosse seu


    sol. Mas cada parte do meu ser o amava, mesmo que ele n?o me amasse. Mesmo assim, por algum


    motivo bobo, permaneci esperan?osa de que ele se afei?oaria a mim assim que eu lhe desse um filho.


    Afinal, eu era a legítima Luna e suapanheira.


    Fui ao médico da alcatéia um ano depois de n?o engravidar e ele confirmou meus piores temores; Eu


    era incapaz de ter filhos. Eu n?o sabia o que fazer,o continuar. Essa era a única coisa em que eu


    tinha depositado todas as minhas esperan?as para que meu destino mudasse, para que Aleric


    mudasse. A notícia da minha infertilidade foi mantida apenas entre os altos escal?es da alcatéia,


    felizmente, mas eu nunca tinha visto meu pai, o Beta, parecer t?o desapontadoigo.


    Eu tinha tentado de tudo para manter o interesse de Aleric apesar da notícia ruim. Perdi peso, tentei


    ficar mais bonita e me dediquei aos meus deveres de Luna. éramos a alcatéia mais bem sucedida do


    país e parte disso era por minha causa. Eu pensei que se eu pudesse torná-lo bem sucedido, ele me


    pagaria de volta na mesma moeda. No entanto, quanto mais tempo passava, mais frio e agressivo ele


    se tornava.


    Sempre que ele se deitavaigo no passado, era frio, clínico,o se ele estivesse cumprindo um


    dever em vez de se divertir. Mas tudo mudou quando ele soube da minha infertilidade, suas visitas


    logo pararampletamente. Aqueles breves momentos que ele uma vez me concedeu foram tudo


    para mim. Foram as únicas vezes que ele me tocou intimidade. Minha pele enviava faíscas onde


    quer que nossos corpos se encontrassem, e seu cheiro me intoxicava.


    Esta era a maldi??o do vínculo dopanheiro.


    “…Mas eu te amo, Aleric,” eu disse, a voz quase inaudível.


    Eu n?o conseguia encontrar seus frios olhos verdes, minhas pernase?aram a tremer. Eu podia


    sentir por dentro que minha loba estava arrasada, sentindo sua dor misturada a minha.


    This belongs ? N?velDra/ma.Org.


    Foi sufocante.


    “N?o seja patética”, zombou. “Você deveria se considerar sortuda por eu n?o estar te substituindo da


    posi??o Luna e colocando Thea no seu lugar. A Deusa escolheu você para ser Luna, mesmo que


    tenha errado.”


    Eu vacilei suas pvras.


    “No entanto,” ele continuou, “eu preciso te dizer que vou fazer do filho de Thea meu herdeiro legítimo.


    Os anci?es consideraram isso apropriado dadas as circunstancias. Eles entendem o qu?o importante


    este bebê é para a sobrevivência da alcatéia.”


    Inclinei minha cabe?a para ele em submiss?o, lágrimas escorrendo silenciosamente pelo meu rosto.


    Eu precisava sair dali, ficar longe dele, mas fui mantida no lugar por sua presen?a. Mesmo depois de


    tudo que ele tinha feitoigo, eu ainda gostava dele. O vínculo entre Luna e Alpha era forte, e isso


    me mantém o amando até agora. Mesmo que cada parte de mim queira gritar ele, bater nele,


    arrancar seus olhos por me machucar.


    “Nós temos uma reuni?o da alcatéia amanh? de manh? às oito. N?o se atrase,” ele disse antes de sair


    da casa. Ele nem sequer me olhou antes de sair.


    Sem desculpas, sem simpatia. Aleric prefere me ver sofrer do que me dar um pingo de amor ou


    carinho. Eu era uma Luna, sua Luna, e uma rainha aos olhos da nossa alcatéia, mas ele n?o podia


    nem me dar um mero olhar. Sua falta de respeito por mim era evidente.


    N?o aguentando mais, decidi fazer a única coisa que podia fazer nessa situa??o; fugir de tudo…


    mesmo que apenas por algumas horas.


    Corri para fora da floresta quando o ar fresco e frio atingiu meu rosto imediatamente, algo que respirei


    avidamente para ajudar a limpar minha cabe?a. Foi bom, tirando o vento que batia em minhas


    bochechas onde minhas lágrimas caíam, proporcionando um cfrio pelo meu corpo. Mas doeu só


    pelo tempo antes de me transformar em minha loba.


    Suas patas felpudas atingiram o ch?o frio rapidamente enquanto  corria p floresta. Eu dei a


    controle total, sabia que  precisava disso.  precisava se sentir livre e viva. Nós duas estávamos


    presas por nossa posi??o, nosso dever, nossopanheiro. Tínhamos sacrificado tudo p nossa


    alcatéia, tudo por ele, tudo em v?o, por nada.


    Mesmo que fosse possível subitamente que eu tivesse filhos dele, sabia que eles seriam deixados de


    lado – assimo eu havia sido descartada. Eu podia ver que foi melhor n?o ter tido filhos nesta


    família. Nenhuma crian?a faria os sentimentos de Aleric por mim mudarem; foi ingênuo da minha parte


    pensar assim antes. Foi a primeira vez em que eu fui grata p minha infertilidade.


    Eu estava em uma situa??o impossível. Cada parte de mim queria fugir, mas eu sabia que minha


    alcatéia precisava de mim. Na verdade, eu sabia muito bem que Thea iria destruir a alcatéia se se


    tornasse Luna.  n?o tinha nenhum treinamento e eu ainda n?o tinha testemunhado um único


    comentário inteligente da garota. Literalmente sobre qualquer coisa.


    Mas e a minha própria saúde mental? Eu n?o tinha sofrido o suficiente? Quatro anos era muito tempo


    para deixar meu cora??o nas m?os de Aleric. Ele zombou do meu amor por ele e n?o podia mais me


    respeitar por dever.


    Minha loba continuou a correr enquanto eu refletia em um debate interno.  ca?ou coelhos e cheirou


    os diferentes aromas, absorvendo tudo na tentativa de esquecer tudo o que havia acontecido.


    Seu pelo branco nos manteve aquecidas contra o vento que ficava mais frio à medida que a escurid?o


    se aproximava, e eu sabia que precisaríamos voltar logo. Mas eu n?o queria sujeitá a isso ainda.


    Por mais um pouco, eu queria que  esquecesse tudo que estava esperando por nós em casa.


    Outra hora se passou e eu aceitei que finalmente era a hora. Eu gentilmente a cutuquei na minha


    cabe?a para indicar que deveríamos ir para casa, mas  soltou um rosnado baixo para me dizer que


    n?o estava satisfeita essa ideia. N?o que eu a culpasse. Infelizmente, eu tive que lembrá que


    precisávamos ir para casa para jantar ou Sophiee?aria a se preocupar. Com um gemido final de


    aborrecimento,  voltou a contragosto para a casa.


    No entanto, enquanto saíamos, notei algo nas árvores. Uma mulher de cabelos dourados estava


    parada ali, usando um vestido branco, me observando atentamente.


    Minha loba imediatamente emitiu um grunhido de advertência; nenhuma de nós a reconhecendo nem


    a sentindo. No entanto, a parte mais esquisita era que n?o podíamos sentir o cheiro d.


    Definitivamente, deveríamos ser capazes de cheirá.


    A mulher n?o expressou nenhuma rea??o, nem se encolheu, levando-nos a fazer apenas uma coisa.


    A única coisa que podíamos fazer.


    … Corremos em sua dire??o.


    As patas da minha loba corriam cada vez mais rápido, nossos batimentos cardíacos acelerados em


    nosso peito, sentindo que algo estava errado.


    Como  conseguiu passar ps patrulhas de fronteira? Algo estava errado.


    N?o éramos lutadoras muito boas, mas se isso significasse proteger a alcatéia, ent?o, no próprio


    contrato, precisaríamos investigar.


    Ou pelo menos tentar.


    …Porque, no final, chegamos tarde demais.


    Antes que pudéssemos chegar perto, a mulher virou as costas e se escondeu atrás das árvores, n?o


    deixando absolutamente nada para trás. Nenhuma mulher, nenhum cheiro, nada. Erao se


    ninguém estivesse ali. Tínhamos apenas imaginado a coisa toda?


    é certo que tínhamos acabado de passar por algo extremamente traumático, tornando perfeitamente


    possível que estivéssemos apenas vendo coisas. Nossa mente tinha sido levada ao limite e eu sabia


    que estávamos exaustas emocionalmente.


    Rapidamente, pedi a minha loba que voltasse para casa e fiquei grata quando  n?o precisou ser


    solicitada duas vezes desta vez. Nenhum de nós queria outra experiênciao a que acabamos de


    ver.


    Eu debati em minha mente se valia a pena dar um rme a patrulha de fronteira para investigar,


    mas, no final das contas, decidi n?o fazer isso. Eu sabia que a notícia da gravidez de Thea já teria se


    espalhado, fazendo as pessoase?arem a me olhar pena. E embora a pena fosse uma coisa


    ruim, eu n?o podia arriscar que eles me olhassemo se eu fosse louca. Eu era uma Luna, mesmo


    que a posi??o por um fio. Eu n?o poderia dar outro motivo para a alcatéia duvidar de mim.


    Depois do dia já traumático que eu tive, n?o conseguia prever o que estava esperando por mim na


    casa da alcatéia.


    Depois de me trocar e me vestir novamente, entrei na casa, vendo algo que me fez parar


    imediatamente.


    Porque foi quando entrei que o cheiro d imediatamente me atingiu, um cheiro doce e a?ucarado


    que sempre fazia meu nariz enrugar.


    Thea.
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