Capítulo 140
Capítulo 140
Inês permaneceu inconsciente por dols longos dias. Noe Serpa havia chegado ao hospital no meio da
noite, coberto de sangue, carregando–a nos bra?os. Com uma liga??o, Oziel salu correndo de sua
casa e adentrou a s de cirurgia, franzindo o cenho ao observar a situa??o lá dentro.
*Sua ex–esposa tem depress?o?” – questionou Oziel, vestindo um jaleco branco após o fim da
cirurgia.
Noe Serpa ficou em silêncio por um longo tempo antes de dizer: “Sim.”
Oziel riu silenciosamente: “Ent?o, parabéns! Se você queria que morresse, por que se deu ao
trabalho de trazê para o hospital? N?o seria melhor esperar mais alguns minutos para que
morresse de uma vez?”
Noe Serpa sentiu uma pontada no peito e rapidamente retrucou: “Por que está me acusando de querer
matá?”
“ tem depress?o.”
Oziel lutava para manter a voz calma: “Eu juro, se n?o fosse por algo que você fez para pressioná
ou para que a doen?a d piorasse, nunca teria tentado se machucar! Você n?o sabe que, no
momento em que se cortou, já n?o queria mais viver?”
Quando Oziel terminou de fr, estava quase gritando, n?o entendendoo Noe Serpa, se amava
Inês, por que a havia mandado para a pris?o cinco anos atrás. E se n?o a amava, por que parecia se
importar tanto? O que ele realmente queria?
Noe Serpa ficou pálido o grito de Oziel, ficando onde estava: “Eu n?o… N?o a forcei… Eu só
queria que ficasse a família Serpa“.
Há cinco anos, no círculo dos herdeiros ricos, Inês sempre fora uma pessoa respeitada. Mesmo
depois do incidente de cinco anos atrás, muitos a ajudaram. Oziel também mantinha um respeito
reverente por Inês. Depois de passar por tanta coisa e ainda conseguir chegar até aqui, já era forte
de uma forma que ninguém poderia imaginar. Mas, mesmo assim, essa mulher forte foi levada à beira
do cpso, repetidas vezes, por Noe Serpa!
Oziel perguntou suavemente: “Noe Serpa, seu cora??o é t?o cruel assim?”
Os olhos de Noe Serpa se contraíram, oentário de Oziel, embora n?o tenha sido alto,
o atingiuo um martelo no peito.
Ele mostrou um raro sinal de panico,o se estivesse tentando explicar alguma coisa:
“Eu n?o… Eu n?o…”
“N?o coloque mais press?o sobre , Noe Serpa. Se Inês realmenteeteu um assassinato há
cinco anos, o pre?o que pagou já foi imenso.”
Oziel olhou nos olhos de Noe Serpa, procurando um sinal de remorso, mas n?o encontrou nada. Ele
continuou: “Se… se Inês n?o matou ninguém há cinco anos. Ent?o. me diga, Noe Serpa, você será
capaz de pagar o que deve a ?”
Noe Serpa estremeceu, sentindo seu sangue correr ao contrário e um cfrio percorrer sua espinha.
Ele olhou para Oziel: “Você está… defendendo–a?”
“Estou dizendo a verdade.”
Oziel, as m?os nos bolsos, olhou para Noe Serpa e suspirou por ele. Talvez Noe Serpa ainda n?o
tivesse entendido seus verdadeiros sentimentos. Ent?o, Oziel deu um tapinha em seu ombro: “Noe
Serpa, deixa eu te dizer uma coisa, enquanto ainda há tempo, acerte as contas que tem para acertar.”
As contas a acertar, as dívidas a pagar… que contas ele deveria acertar Inês, e que dívidas ele
deveria pagar?
Ou no
Noe Serpa entrou em uma grande epifania enquanto Oziel se afastava. Ele quarto do hospital
observando Inês, que jazia pálida na cama,o se estivesse sem vida.
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Durante duas noites inteiras, Noe Serpa n?o conseguiu fechar os olhos, a mente confusa é as
emo??es precisando de um escape.
Até que Inês acordou.
Mas quando acordou, a primeira coisa que disse foi: “N?o me bata! N?o me bata! Eu n?o matei
ninguém, eu n?o fiz isso!”