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Cap铆tulo 53

    Capítulo 53


    Capítulo 52


    Deolinda, ao retornar para a familia Farnese, recordou–se do embate direto Inês. A indiferen?a da


    outra a deixou irada, ent?o convocou uns amigos para uma noite de bebedeira e divers?o. N?o


    imaginava que, numa dessas saídas, daria de cara ra bem à sua frente.


    Original from N?velDrama.Org.


    ra se aninhava nos bra?os de Noe, que conservava sua express?o gélida e distanteo de


    costume. Todavia, o simples fato de permitir que uma mulher se aproximasse já era uma exce??o.


    Deolinda avan?ou, segurou ra pelo bra?o e, sem pronunciar uma pvra, estapeou seu rosto.


    ra, conhecida da noite, era sempre alvo de tumultos, mas jamais tinha sido esbofeteada em


    público. Tremendo de fúria,  gritou: “O que você pensa que está fazendo?! Pirou?!”


    Ele levantou a cabe?a ao ouvir o alvoro?o e, ao avistar Deolinda, apenasn?ou um olhar


    desinteressado. ra, os olhos marejados e um semnte de pura angústia, correu para junto


    de Noe, que mal piscou diante do ocorrido.


    Deolinda, a face dominada p fúria, sabia que tumultos em bares eram rotineiros. Brigas por


    ciúmes entre mulheres embriagadas eramuns, enquanto homens já estariam trocando socOS.


    Dessa forma, a maioria preferiu n?o se meter, fugindo de encrenca.


    Deolinda, at?nita, encarou ra e se voltou para Noe Serpa, exmando: “Noe,o você pode


    suportar que uma mulher t?o desprezivel toque em você?!”


    Ele fixou Deolinda um sorriso ir?nico: “E quem seria ent?o? Você?”


    Deolinda recuou, os olhos se enchendo de lágrimas. Uma senhora da alta sociedade, habituada ao


    respeito,o poderia engolir tal afronta?


    “Quem foi sua esposa? Inês! A mulher que por si só vale mais que todas as outras de Cidade Nova,


    Cidade Mar e Cidade Azul! E agora você se rebaixa a alguém da noite?!”


    ra, limpando o próprio rosto, chorava sem parar. Inês!  nunca esqueceria a vergonhal daqu


    noite. Ainda que Inês fosse intocável, ra se empenharia em arruinar sua fama.


    Inês, ao voltar do banheiro, foi recepcionada pelo grito de Elói: “Inês!”


    Num piscar de olhos, todos os presentes voltaram seu olhar para a porta do banheiro. Bastou um


    vislumbre para reconhecerem sua beleza deslumbrante.


    Sob as luzes multicoloridas da pista de dan?a, Inês trajava um terno elegante, um cr fino enfeitava


    seu pesco?o, os cabelos arrumados para umdo, destacando as linhas suaves de seu rosto e


    pesco?o. Seus lábios vermelhos levemente separados e a maquiagem impecável atraíam todos os


    olhares, enquanto  se fundia à multid?o.


    Noe sentiu um nó na garganta, e Elói, encantado, assobiou, acenando para o gerente do bar: “Aqu


    mulher, agora! Leve–a até o nosso camarote!”


    Naqu noite, um novo romancee?ou a circr p Cidade Mar. O Sr. Noe e o Sr. Eloi


    vasculharam o bar à procura de uma dama. A verdadeira identidade d permaneceu um enigma,


    encoberta por uma névoa, Alguns recordavam a Inés de outrora, mas ninguém reconhecia a Inés


    atual.


    exva um charme irresistivel,o um vinho refinado que se aprimora o tempo. Naquele


    instante, Noe Serpa, que sempre desdenhou as mulheres, sentiu um desejo primitivo, quase


    selvagem. Seu rosto demoniacamente belo irradiava intensamente, exibindo uma aura amea?adora,


    com olhos afiadoso laminas.
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