Jorge olhou silenciosamente para Liliane por um momento, depois desviou o olhar e saiu.
A porta do escritório foi fechada novamente, e Liliane apoiou a testa na palma das m?os para
esconder sua tristeza.
As a??es de William deixaram ro que a pessoa quem ele realmente se importava tinha voltado,
e era hora d,o substituta, abrir caminho.
Ouviu-se um zumbido…
O som da vibra??o do celr na mesa trouxe Liliane de volta à realidade.
Ao ver “Dr. Carlos Derte”, o nome do médico principal de sua m?e, piscando na t, Liliane atendeu
apressadamente.
– Dr. Carlos! – Liliane falou nervosismo. – Tem algo errado a minha m?e?
Carlos respondeu:
– Liliane, você tem tempo para vir ao hospital agora?
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O tom ramente preocupado de Dr. Carlos fez Liliane se levantar imediatamente.
– Tenho! Estou indo agora mesmo!
…
Vinte minutos depois.
Usando apenas uma camisa social, Liliane saiu do carro em frente ao hospital.
Uma rajada de vento frio passou e Liliane espirrou de repente, se apressando em dire??o ao prédio do
hospital.
Mas assim que saiu do elevador, viu um homem de jaqueta, parado em frente à porta do quarto de sua
m?e.
Ele estava um cigarro na boca, parecendo arrogante enquanto conversava o Dr. Carlos.
Assim que o viu, Liliane apertou os punhos e caminhou rapidamente em sua dire??o.
O som dos passos fez tanto o Dr. Carlos quanto o homem virarem a cabe?a para olhar.
Ao ver Liliane, o homem sorriu debochadamente:
– Ora, a secretária Liliane está aqui!
Liliane olhou para o Dr. Carlos um olhar de desculpas e depois falou friamente para o homem que
fumava:
– Seu Pereira, acho que deixei bem ro que mesmo que vocês queiram cobrar, n?o devem vir cobrar
no quarto da minha m?e aqui no hospital.
Seu Pereira deu uma tragada no cigarro e disse:
– Seu pai está desaparecido de novo, se n?o viermos atrás da sua m?e, quem mais podemos
procurar?
Liliane segurou a raiva em seu cora??o e perguntou a Seu Pereira:
– Quanto é dessa vez?
– N?o é muito, trinta mil, incluindo os juros!
A express?o de Liliane ficou sombria:
– No mês passado eram apenas quinze mil!
Seu Pereira riu friamente e olhou para Liliane.
– Nesse caso, você precisa perguntar ao seu pai. O contrato de empréstimo está aqui, você conhece a
letra dele. Eu só estou cobrando o dinheiro que é devido.
Após fr, Seu Pereira tirou o contrato de empréstimo e entregou a Liliane, para ver.
Liliane estava raiva, mas n?o encontrou argumentos para rebater.
Afinal, seu pai tinha um vício em jogos de azar e estava sempre pedindo dinheiro emprestado para
apostar. Nos últimos anos, sempre que terminava de pagar uma dívida antiga, aparecia uma nova.
Enquanto o dinheiro n?o fosse devolvido, esses credores viriam até sua m?e.
Considerando que sua m?e n?o podia suportar estresse no momento, Liliane escolheu engolir seu
orgulho e disse:
– Está bem! Vou te dar o dinheiro! Mas se vocês ousarem vir ao hospital novamente, n?o esperem
receber nem um centavo sequer de mim!
Depois de fr, Liliane pegou seu celr e escaneou o código Pix de Seu Pereira, transferindo
diretamente trinta mil para ele.
Ao receber o dinheiro, Seu Pereira bn?ou o celr e foi embora sem enr??es.
Dr. Carlos olhou preocupado para Liliane,entando:
– Liliane, isso n?o resolve o problema, você vai ficar sempre sob press?o.
Liliane sorriu amargamente:
– Apesar de tudo, ele é meu pai.
Ao ver o rosto pálido de Liliane, Carlos franziu a testa levemente, questionando:
– Você n?o está se sentindo bem?
– N?o, estou bem… – bn?ou a cabe?a, mas sua mente ficou tonta por um momento, quase
perdendo o equilíbrio.
Carlos rapidamente estendeu a m?o para segurá, mas ao tocar sua pele quente, ele hesitou por um
instante, perguntando:
– Liliane, você n?o percebeu que está febre?
Uma express?o raramente repreensiva apareceu em seu rosto normalmente gentil.
Liliane puxou o bra?o de volta e tocou seu rosto quente, respondendo:
– Estou ocupada demais o trabalho e n?o prestei muita aten??o. Vou tomar alguns remédios
depois, obrigada, Dr. Carlos. Vou entrar e ver minha m?e.
Depois de fr, contornou Carlos e entrou no quarto do hospital.
Dentro do quarto, ao ver o rosto pálido e encovado de sua m?e devido à doen?a, Liliane sentiu uma
onda de tristeza em seu cora??o.
piscou os olhos rapidamente, e só se aproximou depois de rpor suas emo??es.
– M?e, já terminou os soros de hoje? – Perguntou Liliane.
Fátima Aintablian, deitada na cama, virou lentamente a cabe?a e olhou para Liliane express?o de
afli??o, dizendo:
– Seu pai está causando problemas para você novamente.
Liliane sorriu despreocupadamente e, enquanto servia um pouco de água morna no copo de Fátima,
disse:
– N?o se f mal da própria família.
Quanto mais Liliane mostrava maturidade, mais sufocada Fátima se sentia em seu cora??o.
Depois de um momento de silêncio, e?ou:
– Lili, saia dessa casa.
A m?o de Liliane que segurava o copo parou por um momento.
– N?o diga mais isso, você é minha m?e, n?o posso te abandonar.
– Ent?o você quer que as dívidas do seu pai te arruínem? – Fátima de repente ficou um pouco
exaltada.
Liliane sorriu levemente, tentando parecer despreocupada:
– M?e, meu salário anual n?o é baixo. Vocês me criaram até agora, agora é minha vez de cuidar de
vocês, n?o é?
Fátima franziu a testa e falou voz severa:
– Cuidar de seus pais n?o devia arruinar sua vida! Eu sei muito bemo meu corpo está, a morte é
certa! Se você me ouvir, se mude para bem longe daqui!
– M?e! – Liliane segurou a m?o de Fátima urgência. – Eu te prometo que vou cuidar de mim
mesma, está bem?
Fátima olhou para Liliane e viu uma névoa nos olhos d, o que a deixou muito desconfortável.
Maso poderia suportar a ideia de deixar a filha lidar sozinha tantas dívidas?
sabia muito bem o tipo de pessoa que era seu marido. Ele havia passado toda sua vida apostando
e erao um po?o sem fundo!
Ao pensar nisso, Fátima fechou os olhos, suspirou profundamente e disse:
– Lili, tem algo que eu preciso te contar.