Capítulo 395
Sergio fica a respira??o presa na garganta ao ver as manchas de sangue na testa de Olivia e seu
rosto pálido, preocupado a possibilidade de algo ter acontecido a Olivia.
Vania observou Sergio panhando Olivia até a ambulancia, sem sequern?ar–lhe um olhar
fugaz.
Aqu indiferen?a e desprezo eram t?o evidentes que n?o podiam ser escondidos.
sentia um peso no fundo da alma, sem saber se era devido ao cora??o gdo ou ao corpo
encharcado, que a fazia tremer de frio.
a preocupa??o dos bombeiros e agentes de transito n?o era suficiente para aquecer seu cora??o.
Desde que viu Sergio p primeira vez, cinco anos atrás, ele havia tomado conta de seu cora??o, e
n?o conseguia esquecê–lo.
Ao longo dos anos, embora estivesse Henrique, no fundo de seu cora??o, pensava em Sérgio
o tempo todo.
era t?o devotada a ele, mas Sergio queria vê longe.
Entre A des??o, raiva, dor e ressentimento, sentia–se mais fria do que encharcada p chuva.
Logo a ambulancia chegou ao hospital, onde enfermeiros correram Olivia para a s de
emergência.
Sergio mancou, seguindo–o até a porta da s de emergência, que se fechou, cortando sua vis?o e
parando–o em seu caminho.
Os olhos de Sergio estavam vermelhos, as m?os cerradas, o cora??o suspenso enquanto esperava do
lado de fora.
A enfermeira se aproximou, dizendo: “Senhor, O senhor também está ferido, deveria cuidar dessas
les?es primeiro.”
O rosto de Sergio estava arranhado pelo asfalto, e o sangue escorria p pele, uma vis?o
dolorosa.
Sua perna também estava machucada, a extens?o do ferimento ainda desconhecida.
diante do cuidado da enfermeira, Sergio parecia distraído, toda a sua aten??o voltada para a s de
emergência e as grandes letras que indicavam o procedimento em curso.
“N?o precisa, estou bem“, disse Sergio, os olhos vermelhos fixos na porta da s de -
emergência.
A enfermeira insistiu: “O paciente Vai demorar um pouco na emergência. Trate dos seus
ferimentos e depois pode voltar para esperar. Seu ferimento Com certeza será mais rápido de
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Capítulo 395
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cuidar.”
As pvras da enfermeira fizeram Sergio perceber que Olivia estava gravemente ferida, e seu
cora??o foi ficando cada vez mais baixo e mais alto de preocupa??o, suas bochechas se tocando
levemente.
Com um toque de determina??o e impaciência, ele disse: “Já disse que n?o!”
A enfermeira, vendo sua determina??o, n?o insistiu mais e foi cuidar de outros afazeres.
Sergio respirava pesadamente, as m?os cerradas, olhos fixos na pvra “Emergência“.
Com o passar do tempo, as letras permaneciam acesas.
minutos que pareciam séculos passavam, e Sergio passou do medo ao tormento, dor, culpa e
angústia.
Seus Olhos vermelhos lentamente se cobriam uma camada de lágrimas.
Seu Cora??o tremia preocupa??o…
Todos os tipos de pensamentos ruins passavam por ele, e seu cora??o ficava cada vez mais dolorido.
Justamente quando ele estava pensando em bobagens, a porta da s de emergência se abriu.
Ele correu para a frente e perguntou ansiosamente: “Doutor, Como está?”
O médico, ainda de máscara, olhou para ele e perguntou: “Quem o senhor é da paciente?”
Sergio hesitou, o cora??o doendo, a respira??o trêm, e disse: “Sou amigo d…”
“Entendi. a paciente sofreu um trauma na cabe?a, um leve concuss?o cerebral. precisa descansar
bem, evitar estresse e n?o fazer exercícios físicos intensos“, explicou o médico.
Ao ouvir que se tratava de uma concuss?o leve e que n?o havia medo de perder a vida, o cora??o de
Sérgio, que estava pendurado na garganta, finalmente caiu.
“Tudo bem, doutor, entendi. obrigado“, agradeceu Sergio.
Sua camisa estava encharcada de suor, cda ao corpo. agora que se acalmava, sentia um
arrepio ao vento soprar.
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