Capítulo 162
Do outrodo.
Wilson Dias atendia tantas liga??es que seus dedos jáe?avam a cansar, enquanto Ynda Silva
recebia uma enxurrada de felicita??es de familiares e amigos.
“Ai, Ynda. Vocês s?o t?o discretos, sabia? Caterina conquistou o segundo lugar no Grande
Concurso Nacional de Piano. Uma noticia dessas e vocês nempartilham conosco? Será que é
medo de bancar a festa, haha…”
“A página oficial do concurso já anunciou, Caterina é a vice-campe? nacional, e a primeira colocada é
a filha do magnata, Mariana Neves!”
“Caterina é mesmo incrível, t?o jovem e t?o promissora!”
“Vi no site oficial que a cerim?nia de premia??o será realizada no Teatro Dourado daqui a
três dias, e você sabe que aquele lugar éo um templo sagrado para todos os
artistas! Caterina, ainda t?o novinha, entrará láo uma premiada, que futuro brilhante!”
“Dizem que o convidado de honra da premia??o é um grande nome da indústria! Receber o troféu das
m?os de alguém t?o importante é uma honra e tanto!”
Já faz pouco mais de meio mês desde que Caterina Dias soube de sua coloca??o no concurso até o
anúncio oficial.
Ynda n?o esperava receber tantas felicita??es de seus amigos e sorria a ponto de n?o conseguir
fechar a boca.
Wilson Dias estava ainda mais feliz, conversando ao telefone dizia: “Imagina, imagina. O seu herdeiro
também é um exímio violinista, nossa Caterina só teve sorte, foi
coincidência…”
Sua liga??o havia acabado de terminar, e n?o demorou muito para que outra pessoa ligasse.
“Eo Diretor Capelo? Hahaha, o senhor também viu a ssifica??o de Caterina? Muito obrigado, mas é
só um pequeno concurso…”
Mais uma chamada e Wilson Dias atendia rindo, “Agrade?o, agrade?o, obrigado p aprecia??o, Sr.
Lima. Caterina sempre se interessou por música e artes desde pequena, nunca nos deu trabalho…”
A familia Dias já há tempos n?o estava t?o alegre, e até mesmo os vizinhos da regi?o estavam vindo
até a porta e trazendo presentes.
N?o demorou muito para que o criado viesse apressadamente informar: “Senhora, aqui
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Capitulo 162
vem a Sra. Braga da casa aodo!”
Sra. Braga?
Sua família era muito privilegiada…
“Por favor, deixe-a entrar.” – Ynda ajeitou rapidamente seu vestido e fez quest?o de colocar joias
caras: “Oi, Sra. Braga. Que surpresa a sua visita, e ainda por cima trouxe tantos presentes?”
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Sra. Braga, uma dama elegante, chegou um sorriso gracioso e um olhar bondoso.
Ynda mal p?de conter a emo??o ao ver os presentes: “Nossa, quanta gentileza, trouxe até cacha?a
de primeira?!”
Parecia que havia pelo menos seis ou sete garrafas, além de alguns charutos finos e chás
selecionados…
“Isso é valioso demais, n?o posso aceitar…” – Ynda recusou por cortesia.
“Sra. Ynda, n?o precisa ser t?o formaligo, somos vizinhas.” – Sra. Braga sorriu elegancia,
fndo suavemente: “Como diz o ditado, melhor um vizinho próximo do que um parente distante.
Soube que Caterina ficou em segundo lugar no concurso de piano e fiz quest?o de vir parabenizar.
T?o jovem e já superando os mestres!”
“Obrigada, muito obrigada mesmo, Sra. Braga.” – Yndan?ou um olhar para a empregada: “O que
está esperando? Aceite os presentes da Sra. Braga gratid?o…”
Como se temesse que Sra. Braga mudasse de ideia…
Percebendo seu pensamento, embora achasse a atitude um tanto deselegante, Sra. Braga manteve o
sorriso de dama da sociedade: “E Caterina, onde está?”
“? Foi a um encontro o namorado de manh? cedo …” – disse Ynda, sorrindo: “E você aí,
parada? N?o vai servir um chá de qualidade para a Sra. Braga? Rápido, vá preparar!”
“Sim.” – A babá apressou-se em sair.
Dona Braga n?o suportava o jeito de novo-rico de Ynda, mas mantinha a aparência serena e
deplicada.
“Eu já o vi algumas vezes, aquele rapaz é t?o educado, parece vir de uma boa família.”
A Sra. Braga havia encontrado Aaron Duarte algumas vezes em frente à casa. Toda vez que ele vinha
visitar Caterina Dias, apresentava-seo um cavalheiro impecavelmente cortês, dando a impress?o
de ter uma boa educa??o, e certamente n?o parecia ser filho de uma família qualquer.