Capítulo 121
Nossa familia inteira, de sete almas, dependia do meu trabalho para se alimentar. Agora o Rafael diz
que vai parar a produ??o, e eu me pergunto: o que vamoser e beber daqui pra frente?
só
“Você n?o pode so ouvir metade do que é dito, meu amigo. O que o Rafael quis dizer é que as linhas
um, dois e très podem continuar a produ??o, enquanto as linhas quatro e cinco v?o dar uma pausa,
entendeu? N?o é que você está sem trabalho, é só pra você
esperar um pouco em casa.”
“Esperar quanto tempo? Em casa tenho sete bocas pra alimentar, n?o posso me dar ao luxo de
esperar nem um dia!”
“Gabriel álvares, você é o chefe da linha quatro,o pode ir contra a dire??o assim? Concordando
ou n?o, é assim que tem que ser feito! N?o temos margem para
negocia??o!
“Rafael tratou vocês mal durante esse ano? N?o percebe o que está acontecendo? Agora que a
Diretora Isabe chegou, tudo tem que passar por . As linhas quatro e cinco tém que parar, e os
produtos no armazém devem ser despachados em dois dias. Se n?o, n?o é só a sua e a minha
cabe?a que v?o rr, mas a do próprio Rafael também!”
Isabee?ou a entender. Será que os produtos feitos à noite nas linhas quatro e cinco eram algo
ilicito?
A conversa era entre Luciano do Departamento de Produ??o e o chefe da linha quatro. Lembrando
que eles disseram que o estoque tinha que sair do armazém em dois dias, n?o precisava ser um gênio
para saber que havia algo suspeito aqu mercadoria…
Isabe se afastou silenciosamente do corredor, indo em dire??o ao armazém.
à noite, o armazém ficava sem vigilancia. tentou usar sua impress?o digital, mas n?o conseguiu
abrir a porta do armazém, o que era estranho, já que seu acesso estaval registrado no sistema da
empresa e deveria ter livre acesso a todos os lugares…
digitou a senha, mas a porta do armazém n?o se mexeu. Normalmente, essa senha a deixava
transitar livremente p empresa.
A menos que alguém tivesse trocado, para impedi de entrar.
Um brilho de curiosidade passou pelos olhos de Isabe. estava ansiosa para descobrir se os
esquemas de Rafael Costa eramo suspeitava.
O armazém tinha um sistema de trancas três senhas, que Isabe desvendou facilmente, e de
quebra, ainda alterou a grava??o das cameras de vigilancia.
O armazém estava organizado, roupas separadas por se??es, incluindo produtos.
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acabados para outras empresas e itens velhos e novos da própria empresa.
Isabe checou o armazém e encontrou duas levas de produtos novos idênticos, mas diferen?as
gritantes na qualidade do material e do acabamento.
usou oputador que os gerentes do armazém normalmente utilizavam e descobriu que a leva
de produtos de baixa qualidade n?o havia sido registrada nos dados da empresa.
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copiou tudo o que estava noputador para o seu e-mail pessoal e, em seguida, apagou todos
os rastros de sua atividade.
Foi nesse momento que ouviu passos dodo de fora do armazém.
Isabe pulou e se agarrou a uma viga do teto observando tudo lá de cima. Quem entrout foi Luciano
panhado por alguns funcionários,
Eram todos rostos desconhecidos para .
Isabe teve um pensamento. Os operários que trabalhavam de dia n?o eram os mes que
trabalhavam à noite!
Esses homens certeza eram de confian?a de Rafael Costa.
Todos eles carregavam cacetetes nas m?os.
As luzes do armazém foram acesas e os funcionários reviraram o local sem encontrar
ninguém.
“Luciano, será que essa nova garota está tentando se impor tanto assim, deixando você essa
paranoia?”, um deles brincou.
“N?o tem nenhum sinal de que alguém esteve aqui!”, outroentou.
Luciano olhou ao redor, sentindo a presen?a de algo estranho, e ordenou:”vejam as
cameras.
As cameras haviam sido alteradas por Isabe, e embora continuassem gravando segundo a
segundo, n?o havia mais sinais de sua entrada.
O funcionário que viram as cameras reportou rapidamente:”Luciano, ninguém entrou no
armazém.”
“Que estranho… Alguém tinha certeza de que viu a Diretora Isabe entrar na empresa. Será que se
enganou?”Luciano sussurrou, confuso.