Capítulo 380
Ang ficou surpresa por um instante e, sorrindo, passou a m?o p cabe?a dele. “Somos todos
familia, quem iria me iodar? Vá brincar Manu e Suell, está bem?”
colocou o filho no ch?o, e Nilon?ou um olhar para Vitória Martins antes de sair.
Esse olhar estava carregado de advertência.
Vitória Martins sentiu um aperto no cora??o. Uma crian?a de três anos, mal cresceu e já age assim
arrogante e autoritária?
Se ele crescer assim, vai dominar tudo, mais impiedoso e duro que o próprio irm?o!
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Quando Nilo se afastou, disse: “Ang, percebo que você n?o sabe muito sobre cuidar do marido
e educar os filhos. Desde que você voltou, Nilo n?o é mais o mesmo menino obediente.”
Ang percebeu que estava apenas procurando defeitos.
“Irm?, você está brincando. Apesar de ser pequeno, Nilo tem sua própria mente e n?o é facilmente
influenciado por ninguém.”
Vitória Martins colocou um cubo de a?úcar no chá e, mexendo a bebida, disse: “Você veio de uma
cidadezinha, seus pais s?o pessoas simples, sem uma boa educa??o ou experiência de mundo, ent?o
a familia Martins n?o espera que você transforme Nilo num herdeiro refinado. Mas você mesma
deveria se esfor?ar para melhorar, para n?oeter gafes e envergonhar o Felipe e a familia
Martins…”
foi interrompida por um discreto pigarro de Lourdes, que n?o aguentava mais ouvir aqus criticas
t?o descaradas.
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“Irma, se o Felipe acha que a cunhada é perfeita, ent?o é a pessoa mais perfeita do mundo. O que
os outros dizem n?o importa. Você deveria se preocupar mais seus próprios
assuntos.”
Vitória Martinsn?ou–lhe um olhar irritado. “Quando os adultos est?o fndo, as crian?as n?o devem
interromper. Por que você n?o segue o exemplo do Nilo e aprende algumas maneiras?”
Lourdes fez uma careta. “Eu sou adulta, n?o uma crian?a.”
Ang deu um tapinha reconfortante na m?o d, agradecida p defesa.
“A r??o entre marido e mulher éo usar sapatos. O importante é que sejam confortáveis. Alguns
sapatos podem ser bonitos e chamar a aten??o de todos, mas se n?o forem confortáveis, quem os
usa n?o vai queré–los. O que eu quero é ser o sapato confortável para o Felipe, para que ele possa
caminhar longas distanciasigo. Isso é o que importa, o resto é secundário.”
Vitória Martins resmungou: “Um par de sapatos velhos, quanto conforto eles podem
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proporcionar?”
Esseentário tinha duplo sentido, zombando da origem humilde de Ang e também insinuando
que n?o era virtuosa.
?ng manteve suapostura, ciente de que havia oferecido a Felipe uma lealdade. imacda. Ele
era seu único homem, embora ele mesmo n?o soubesse disso.
Lourdes ficou irritada. “Irm?, você está sendo injusta. Você f assim porque o Henrique Dias arranjou
uma nova namorada e isso te afetou, quer descontar na cunhada?*
Essa observa??o atingiu Vitória Martins, que torceu a boca e se levantou do sofá um salto.
“Lourdes, você está louca. Por que você teria que mencionar aquele cego?”
chutou o pé da mesa de chá e saiu furiosa.
Lourdes mostrou a lingua. “Eu sabia que tinha acertado na mosca.”
Luzia repreendeu–a um olhar. “Você sempre f o que n?o deve. Vou vero está a Quatro.”
a seguiu para fora.
A matriarca também se levantou, “Esses jovens de hoje em dia, sempre me dando preocupa??es.”
No sal?o de chá, restaram apenas ?ng e Lourdes.
?ng, um brilho de curiosidade nos olhos, sussurrou: “O Henrique que você mencionou n?o
seria o Presidente Dias da ENUE, seria?”
Lourdes soltou uma risadinha maliciosa. “Se n?o for ele, quem mais seria? Depois que os senhores
Elton e Felipe da familia Martins se casaram, o Henrique se tornou o solteir?o mais cobi?ado da
Cidade Mar.”
“Você acha que a sua irm? gosta do Henrique?”
“ por acaso teria ficado solteira até hoje se n?o gostasse?” Lourdes fez uma careta divertida.
“Minha irm? está apaixonada, mas é um amor n?o correspondido. O Henrique n?o demonstra o menor
interesse por e ainda sai mulheres que n?o fazem parte da alta sociedade, deixando minha
irm? à beira de um ataque de nervos.”
Ang suspirou profundamente. “ENUE e GM s?o concorrentes, será que ele n?o se envolve
por causa disso?”