Capítulo 104
A atmosfera estava carregada, até o crepúsculo parecia ter sido congdo no tempo.
A express?o de Felipe estava mais sombría e gda que o entardecer, provocando arrepios. em
áng Alves.
Depois de pagar a conta, ele marchou em dire??o à praia, cada passo carregado de raiva.
N?velDrama.Org copyrighted ? content.
seguia a cabe?a baixa, tristonha e hesitante.
Lentamente, a distancia entre eles aumentava.
O homem à frente parecia perceber e, instintivamente, diminuia o passo.
?ng Alves apressou–se em pequenas corridas, levantou os olhos furtivamente e espiou a pessoa
ao seudo. Seu olhar encontrou o rosto frio dele e rapidamente se recolheu.
mordeu o lábio inferior e passou a m?o sobre o ventre, “A negatividade do papai também pode
afetar o bebê, né?”
Felipe engasgou–se a f d, sentindo toda a sua raiva ser absorvida por um monte de
algod?o, incapaz de se dissipar ou escapar, sufocado por uma dor interna aguda.
Ele respirou fundo, tentando acalmar as emo??es à beira do cpso.
Para n?o ser enlouquecido por essa mulher.
Ang Alves murmurou, uma voz ainda mais baixa: “Será que sua futura esposa vai tratar bem
as crian?as? Se tiver os próprios filhos, pode ser que despreze os nossos, né?”
Felipe parou, virou–se e a olhou seriamente, “Eu nunca terei filhos fora do casamento.” Ele derou
com uma certeza inabalável.
Ang Alves ficou chocada.
Será que ele n?o nejava ter filhos Tina Silva ou qualquer outra mulher?
Seria por causa dos traumas psicológicos que as disputas entre irm?os de pais diferentes haviam
deixado?
“Mesmo se você casar uma mulher que ama, também n?o quer ter filhos?”
“Com todas seria igual, a menos que…” Ele interrompeu,n?ando–lhe um olhar profundo e
enigmático.
“A menos que o quê?” perguntou rapidamente.
“Nada.”
Ele virou–se e continuou caminhando, seus passos agora lentos.
ficou para trás, observando sua silhueta, enquanto o vento do mar bagun?ava seus cabelos
1/2
Capitulo 104
escuros.
suspeitava que o que ele queria dizer era que, a menos que fosse Le Araújo, o amor tónico
dele!
era a única mulher que ele amava.
Por , ele certamente faria qualquer coisa.
abaixou a cabe?a, brincando a areia sob seus pés.
Por algum motivo, seu cora??o estava ligeiramente amargo, provavelmente por ter bebido suco
demais.
Após ?ng Alves voltar ao hotel, n?o demorou muito para Elton e Enzo Alves chegarem.
foi ao quarto de Elton para se despedir, já que partiriam na manh? seguinte.
“Vou voltar para Cidade Mar amanh? de manh?, logo mais temos a celebra??o de aniversário da GM,
e há muito trabalho a fazer napanhia.”
Uma sombra de tristeza cruzou o rosto bonito de Elton, “Já é a celebra??o de aniversário novamente,
como o tempo voa! Lembro que no ano passado, papai estava muito doente, mas insistiu em
comparecer. N?o muito tempo depois, ele faleceu.”
?ng Alves nunca tinha participado da celebra??o, apenas gerentes e diretores tinham esse
privilégio.
Desta vez,o n?o havia um diretor para o departamento de design, e Helena Araújo poderiam
participaro candidatas a diretora.
levantou a m?o e deu um tapinha reconfortante no ombro dele, “N?o fique t?o triste, os que se
foram, se foram. Nós que ficamos precisamos continuar fortes.”
Ele se sentou no sofá, a cabe?a baixa, dedos enredando–se em seus cabelos escuros, “Na
verdade, eu invejo o Felipe, ele ainda tem m?e, tem irm?. Eu n?o tenho m?e, nem pai, sou um órf?o.
Na familia Martins, exceto p tia, ninguém mais realmente se importaigo.”
Ele parecia t?o mncólico, t?o sozinho,o um cordeiro perdido que n?o encontrava seus entes
queridos, nem o caminho de casa.
O cora??o de ?ng Alves também se apertou tristeza.
“Você n?o tem só a tia, você tem a mim também, n?o disse que eu sou sua melhor amiga?”
Ele ergueu a cabe?a, olhando–a firmemente.
*?ng!”
Seus dedos longos e suaves tocaram sua cabe?a, “No meu cora??o, você é diferente das outras, você
é a pessoa quem eu… gostaria departilhar meus segredos.”