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AliNovel > Raiz de Madeira [Português, Brasil] > 016

016

    Para Liang, aquilo era o suficiente para manter suas suspeitas vivas.


    No entanto, havia algo mais que ele precisava: aliados. Ele sabia que n?o poderia investigar Barbara sozinho sem levantar suspeitas. E, nesse ponto, havia um discípulo em particular que também tinha motivos para se ressentir dela: Bai Qiu. Desde que fora derrotado por Barbara, Bai Qiu alimentava um rancor silencioso. Liang o viu como o aliado perfeito para seu plano.


    Uma tarde, enquanto Bai Qiu treinava em uma área isolada da seita, Liang se aproximou.


    — Bai Qiu, posso falar com você? — disse Liang, mantendo o tom casual, mas com uma tens?o subjacente.


    Bai Qiu ergueu os olhos, franzindo a testa ao ver Liang. Estava isolado dos outros discípulos desde sua derrota, mas ainda sentia o peso da humilha??o e da inveja.


    — O que quer, Liang? — respondeu ele, sem esconder a impaciência.


    — Ouvi dizer que você e Barbara têm... uma história complicada — come?ou Liang, escolhendo suas palavras com cuidado. — Acho que posso ter descoberto algo sobre ela. Algo que pode nos beneficiar.


    Bai Qiu estreitou os olhos, interessado, mas cauteloso.


    — Continue...


    Liang deu um passo à frente, agora mais confiante de que havia capturado a aten??o de Bai Qiu.


    — Eu suspeito que Barbara está escondendo algo grande. Eu a observei por algum tempo, e algo n?o bate. Seu progresso, suas ervas... tudo parece estar indo rápido demais. Já a confrontei uma vez, mas ela disfar?ou muito bem. Acredito que ela tem um segredo, e se conseguirmos descobrir o que é, podemos derrubá-la de vez.


    Bai Qiu n?o conseguia esconder o brilho nos olhos ao ouvir isso. A ideia de ter uma chance de vingan?a contra Barbara o animava.


    — E como exatamente você pretende fazer isso? Ela n?o é fácil de enganar. Já tentei. — Bai Qiu cruzou os bra?os, claramente interessado, mas cauteloso.


    — Precisamos ser cuidadosos — disse Liang, seu tom mais conspirador. — N?o podemos ir diretamente até ela. O plano é observar, esperar o momento certo e descobrir o que ela esconde. Com o seu conhecimento sobre ela, e minha paciência, podemos pegá-la desprevenida. Se ela estiver escondendo algo valioso, será nossa chance de exp?-la e, quem sabe, usar isso a nosso favor.


    Bai Qiu ficou em silêncio por um momento, ponderando as palavras de Liang. Ele n?o tinha nada a perder, e a perspectiva de derrubar Barbara de uma vez por todas era tentadora demais para ser ignorada. Com um leve sorriso, ele assentiu.


    — Estou dentro. Vamos pegar Barbara no momento certo.


    Com isso, uma nova alian?a foi formada. Liang e Bai Qiu come?aram a trabalhar juntos, observando Barbara com ainda mais aten??o, procurando qualquer brecha que revelasse seu segredo. Enquanto isso, Barbara continuava sua rotina, alheia à nova amea?a que se formava nas sombras. A tens?o entre eles estava crescendo, e era apenas uma quest?o de tempo até que o confronto final se aproximasse.


    Com a alian?a firmada entre Liang e Bai Qiu, eles se tornaram uma sombra silenciosa, seguindo Barbara de perto e observando suas a??es. A cada dia que passava, o clima de desconfian?a se intensificava, mas Barbara continuava a cuidar de suas responsabilidades na seita, ainda alheia aos planos que estavam se formando contra ela.


    Certa manh?, enquanto Barbara trabalhava em seu jardim na seita, Liang e Bai Qiu estavam escondidos atrás de uma árvore próxima, sussurrando um para o outro.


    — Olha como ela se movimenta — observou Liang, seu tom de voz mal contido de excita??o. — Tenho certeza de que ela está indo para a caverna novamente. N?o posso acreditar que ela ainda está tentando manter esse segredo.


    — Vamos seguir — respondeu Bai Qiu, sua voz firme. — Se pudermos descobrir o que ela está fazendo dentro daquela caverna, teremos tudo que precisamos para derrubá-la.


    Barbara se afastou do jardim, inconsciente de que estava sendo seguida. Ela se dirigiu para a caverna, e os dois discípulos a seguiram com cuidado, evitando fazer barulho. O cora??o de Barbara batia forte, mas ela estava focada em suas tarefas e mal percebia os olhares atentos em sua dire??o. Ao chegar à caverna, ela entrou, fechando a porta atrás de si.


    Liang e Bai Qiu se agacharam, ouvindo atentamente do lado de fora.


    — O que você acha que ela está fazendo lá dentro? — sussurrou Liang, seu olhar fixo na porta.


    — N?o sei, mas é hora de descobrir — respondeu Bai Qiu, impaciente. Ele deu um passo em dire??o à entrada, mas Liang o deteve.**


    — Espere! Se a pegarmos de surpresa, ela pode se defender. Precisamos ser estratégicos.


    Enquanto discutiam, Barbara estava dentro da caverna, organizando suas ervas e preparando o forno de alquimia. Ela n?o tinha ideia do que estava prestes a acontecer. Quando come?ou a trabalhar, sentiu uma leve sensa??o de desconforto, como se alguém a estivesse observando. O frio na espinha a fez hesitar, mas rapidamente afastou a sensa??o e se concentrou na tarefa em m?os.


    Com um foco renovado, Barbara acendeu o forno e come?ou a misturar as ervas para criar pílulas de aprimoramento. Mas, ao fazer isso, um ruído repentino a fez parar. O barulho vinha da entrada da caverna, como se algo estivesse se movendo. O cora??o de Barbara acelerou enquanto ela se aproximava da porta, seus instintos a alertando de que algo estava errado.


    Do lado de fora, Liang e Bai Qiu tentavam decidir se deviam se aproximar mais ou recuar. O nervosismo crescia entre eles.


    — Se nós formos embora agora, ela pode escapar — disse Liang. — Precisamos ser corajosos.


    — Está bem — respondeu Bai Qiu, dando um passo à frente. — Vamos.


    Quando Barbara abriu a porta, os olhos dela se encontraram com os de Liang. O choque foi instantaneo.


    — O que você está fazendo aqui? — perguntou Barbara, com a voz tensa.


    Liang, surpreso, hesitou antes de responder.


    — Nós só... eu só queria ver como você estava progredindo. Todos est?o falando sobre suas pílulas e... queríamos saber se você estava sendo honesta.


    Bai Qiu, que estava escondido, decidiu aproveitar o momento. Ele surgiu de detrás da árvore, dando um passo à frente.


    — é verdade, Barbara. Todos na seita est?o curiosos sobre suas ervas e como você tem tido tanto sucesso. — Ele sorriu, mas havia um desafio em seu olhar.


    Barbara percebeu que a situa??o havia se tornado mais complicada. Ela tinha que manter a compostura e proteger seu segredo.


    — Eu estou apenas seguindo as diretrizes da seita e cultivando com dedica??o. N?o há nada de suspeito no que fa?o — respondeu ela, tentando soá-lo confiante. — Se vocês realmente est?o curiosos, podem fazer suas próprias pílulas e ver como é.


    Liang, ainda em dúvida, olhou para Bai Qiu, que parecia mais convencido de que algo estava acontecendo.


    — O que você tem a esconder, Barbara? — insistiu Bai Qiu, aproximando-se dela. — Essa é uma oportunidade para você provar que n?o está fazendo nada de errado.


    Barbara sentiu a press?o aumentar, mas sua determina??o n?o vacilou.


    — N?o tenho nada a esconder. O que est?o dizendo é apenas rumor. N?o deixem que isso os influencie — afirmou ela, a voz firme. Mas, por dentro, o medo crescia.**


    A tens?o no ar era palpável. A situa??o estava prestes a se intensificar, e Barbara percebeu que precisaria agir rapidamente para proteger seu segredo.


    A tens?o no ar cresceu conforme Barbara encarava Liang e Bai Qiu, os olhos deles cheios de desconfian?a. O que antes era um simples desejo de provar sua inocência agora se tornava uma situa??o crítica.


    — O que exatamente vocês querem? — perguntou Barbara, a voz firme, mas com um leve tremor que traiu sua preocupa??o. — Se é apenas curiosidade, sugiro que se dediquem ao próprio cultivo ao invés de se meterem na vida dos outros.


    Liang cruzou os bra?os, um olhar determinado em seu rosto.


    — N?o é apenas curiosidade, Barbara. As pessoas est?o falando e os rumores se espalham. Se você tem algo a esconder, isso pode prejudicar n?o apenas você, mas a seita como um todo.


    Bai Qiu se aproximou, um sorriso sard?nico nos lábios.


    — Vamos lá, Barbara. Ninguém consegue cultivar tantas ervas especiais e ter tanto sucesso sem um segredo. Você acha que é a única que se esfor?a aqui? Você realmente espera que acreditamos que tudo isso é só trabalho duro?


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    Barbara sentiu a raiva crescendo dentro dela. A injusti?a das acusa??es a fez querer gritar, mas ela sabia que precisava se manter calma.


    — Eu n?o estou escondendo nada! Todas as ervas que cultivo e todas as pílulas que crio s?o fruto de muito trabalho e estudo. Se vocês n?o conseguem aceitar isso, talvez o problema esteja com vocês, n?o comigo.


    Liang parecia indeciso, mas Bai Qiu estava decidido a n?o deixar passar a oportunidade.


    — Ent?o, vamos fazer um teste. Se você é t?o boa assim, prove para nós. Mostre-nos o que realmente está fazendo aqui. — Ele cruzou os bra?os, um sorriso desafiador em seu rosto. — Ou, talvez, você tenha medo de que isso acabe com a sua fachada.


    O desafio de Bai Qiu ecoou na caverna, e a provoca??o o deixou ainda mais ousado. Barbara olhou em volta, percebendo que outros discípulos poderiam come?ar a se reunir em torno deles, atraídos pelo barulho da discuss?o.


    — Eu n?o tenho medo de vocês — respondeu Barbara, respirando fundo e se preparando para o que viesse a seguir. — Mas se quiserem ver o que eu fa?o, ent?o entrem. Mas n?o digam que eu n?o avisei: a alquimia é uma arte, e nem todos podem lidar com isso.


    Liang trocou olhares com Bai Qiu, e, com um gesto afirmativo, eles decidiram seguir Barbara para dentro da caverna. A atmosfera estava tensa, e a adrenalina come?ava a fluir nas veias de Barbara.


    Dentro da caverna, Barbara come?ou a preparar o forno de alquimia, sua mente rapidamente tra?ando estratégias. O calor da chama se intensificou à medida que ela ajustava a temperatura, e suas m?os ágeis come?aram a misturar as ervas, já conhecendo os ingredientes necessários para criar uma pílula.


    — Ent?o, o que você vai fazer? Criar uma pílula para nos convencer de que você é a melhor? — Bai Qiu perguntou, sarcástico, enquanto observava cada movimento dela.


    — Na verdade, eu vou criar uma Pílula de Recupera??o. — Barbara respondeu, mantendo a compostura. — é uma pílula comum, mas pode ser muito eficaz. Se você realmente quer ver o que eu fa?o, ent?o você vai entender que a alquimia n?o é apenas um truque, mas uma habilidade que exige paciência e dedica??o.


    Liang estava prestes a dizer algo, mas ficou em silêncio ao observar Barbara trabalhar. As ervas eram misturadas com precis?o, e o forno come?ou a liberar uma leve fuma?a, a energia no ar se tornando palpável. A habilidade dela era inegável.


    **— Você realmente acha que isso vai mudar alguma coisa? — Bai Qiu insistiu, tentando minar a confian?a de Barbara. — Se você estiver fazendo tudo isso para se mostrar, está cometendo um grande erro. Ninguém acreditará em você.


    A express?o de Barbara se endureceu.


    — N?o estou aqui para me mostrar. Estou aqui para provar que a dedica??o e o trabalho árduo podem superar a inveja e a desconfian?a. Se você quiser acreditar nos rumores, isso é problema seu. Mas eu n?o vou permitir que seus medos e inseguran?as me impe?am de seguir em frente.


    A tens?o aumentava à medida que as pílulas come?avam a se formar no forno, e os dois discípulos sentiam a for?a de sua determina??o. Finalmente, o forno sinalizou que as pílulas estavam prontas. Barbara as retirou, suas m?os firmes e confiantes.


    Ela olhou para os dois, um sorriso de desafio nos lábios.


    — Aqui est?o. Pílulas de Recupera??o, feitas com todo o cuidado e dedica??o. Se vocês realmente acreditam que eu estou escondendo algo, provem! Mas, se forem apenas rumores e inveja, talvez seja hora de vocês olharem para si mesmos.


    Liang e Bai Qiu trocaram olhares, surpresos com a firmeza de Barbara. A luta de vontades estava apenas come?ando, mas, neste momento, Barbara havia provado que n?o era apenas uma cultivadora talentosa — ela era uma for?a a ser reconhecida na Seita do Cálice Eterno.


    Enquanto Barbara retirava as Pílulas de Recupera??o do forno, Liang e Bai Qiu come?aram a observar n?o apenas o que ela estava fazendo, mas também o ambiente ao seu redor. O forno de alquimia brilhava com um tom dourado sutil, seu design ornamentado e a qualidade dos materiais utilizados eram inegáveis.


    Liang, com a express?o de curiosidade misturada à desconfian?a, se aproximou do forno.


    — Espere um momento... — disse ele, com a voz mais baixa. — Esse forno n?o é qualquer forno de alquimia, é? Ele parece... muito mais avan?ado do que o que todos nós temos.


    Bai Qiu, notando a mesma coisa, cruzou os bra?os e lan?ou um olhar cínico para Barbara.


    — Sim, parece que você está realmente escondendo algo. N?o é apenas o seu talento que está chamando aten??o, mas também as ferramentas que você usa. Onde você conseguiu um forno t?o valioso? O que mais você está escondendo de nós?


    Barbara, percebendo que o clima estava mudando rapidamente, manteve a calma. A última coisa que queria era que eles come?assem a conectar os pontos sobre seu jardim mágico e suas pílulas.


    — O forno é uma heran?a que recebi. — Ela respondeu, sua voz firme. — é um artefato especial, mas n?o tem nada a ver com meu progresso. Cada um de nós pode ter equipamentos melhores, mas o que realmente importa é o esfor?o que colocamos em nosso trabalho.


    Liang e Bai Qiu trocaram olhares significativos, e a express?o de Bai Qiu se tornou mais desafiadora.


    — Ent?o você está nos dizendo que você teve isso o tempo todo e nunca mencionou? — disse Bai Qiu, sua voz cheia de desdém. — N?o é de admirar que você esteja se saindo t?o bem. Se as coisas est?o assim, é fácil ver por que as pessoas est?o come?ando a desconfiar de você.


    Barbara sentiu um frio na barriga. O que era para ser um simples teste agora se tornava um campo minado de acusa??es e suposi??es. Ela se esfor?ou para n?o deixar que o panico dominasse, tentando pensar em uma saída.


    — Olhem, se eu tivesse algo a esconder, n?o estaria aqui agora, tentando provar que n?o sou uma amea?a. Sou apenas uma cultivadora que se dedica ao seu trabalho.


    Mas a semente da dúvida havia sido plantada, e Liang come?ou a questionar se Barbara realmente era o que aparentava ser.


    — E quanto às ervas? De onde você as conseguiu? O que você está cultivando em segredo que pode ser t?o valioso? — Liang insistiu, a curiosidade agora misturada com uma leve hostilidade.


    Barbara percebeu que precisava agir rápido para desviar a conversa. Se eles come?assem a questionar suas ervas, poderia ser o fim do segredo que guardava t?o zelosamente.


    — Eu n?o tenho segredos a esconder, mas isso n?o significa que eu vá lhe contar cada detalhe do meu trabalho. Assim como vocês, eu estou aqui para aprender e crescer. N?o é um crime querer ter uma vantagem competitiva — disse Barbara, sua voz se tornando mais assertiva. — Se est?o desconfiando de mim, ent?o isso diz mais sobre vocês do que sobre mim.


    Bai Qiu e Liang se entreolharam, e a tens?o se tornou quase palpável.


    — A verdade vai vir à tona, Barbara — disse Bai Qiu, um sorriso desdenhoso nos lábios. — Se você realmente está sendo honesta, ent?o n?o deveria se preocupar. Mas se n?o… bem, podemos descobrir isso juntos.


    Barbara se sentiu como se estivesse em um campo de batalha, seu cora??o acelerado enquanto o peso das suspeitas pesava sobre ela. O forno de alquimia, que deveria ser uma ferramenta de progresso, agora se tornava uma possível armadilha, e ela precisava encontrar uma maneira de virar o jogo a seu favor.


    A tens?o na caverna era palpável, e as palavras de Liang e Bai Qiu estavam come?ando a ultrapassar seus limites. Barbara sentia a raiva crescendo dentro dela, e a necessidade de se defender de forma mais direta se tornava incontrolável. A paciência que tinha tentado manter se esgotava rapidamente.


    — Sabe de uma coisa? — disse Barbara, com a voz firme e decidida, sua express?o mudando de defensiva para combativa. — Eu estou farta das suas insinua??es e das suas mentiras. Se acham que estou escondendo algo, ent?o venham, tentem descobrir.


    Com isso, Barbara se preparou para o que estava por vir. Ela estava ciente de que poderia ser um confronto complicado, mas já havia enfrentado desafios maiores e n?o se deixaria intimidar. O tempo de conversa havia passado; agora era hora de resolver isso com os punhos e os pés.


    Liang e Bai Qiu trocaram olhares de surpresa, mas logo a determina??o tomou conta deles. Bai Qiu foi o primeiro a reagir, avan?ando em dire??o a Barbara com um soco. No entanto, Barbara estava pronta. Ela se esquivou habilidosamente do ataque, girando sobre os calcanhares e desferindo um chute alto que atingiu o lado do torso de Bai Qiu, fazendo-o cambalear para trás.


    — Isso é tudo o que você tem? — provocou ela, com um sorriso desafiador.


    Liang, percebendo que a situa??o havia escalado rapidamente, decidiu se juntar à luta. Ele lan?ou um ataque na dire??o de Barbara, tentando surpreendê-la por trás. Mas Barbara estava atenta. Com um movimento ágil, ela se virou e lan?ou um golpe com o cotovelo, atingindo Liang no est?mago e fazendo-o se curvar de dor.


    A adrenalina pulsava em suas veias enquanto Barbara dan?ava entre os dois, sua experiência em artes marciais brilhando à medida que se movia. Os golpes de Bai Qiu e Liang eram desajeitados e imprecisos; eles n?o esperavam que Barbara respondesse com tanta ferocidade. A jovem cultivadora estava determinada a mostrar que n?o era uma oponente a ser subestimada.


    Barbara ent?o lan?ou uma série de socos rápidos, cada um se conectando com precis?o. Ela se sentia viva, a luta liberando toda a frustra??o e tens?o acumuladas. Liang e Bai Qiu tentaram se coordenar, mas o trabalho em equipe deles n?o era suficiente para derrubar Barbara. Ela continuava a avan?ar, mostrando-se imbatível.


    — Pensei que vocês fossem mais do que isso! — gritou Barbara, enquanto desferia um chute giratório que atingiu Bai Qiu, fazendo-o cair no ch?o. — Isso é o que acontece quando se tenta intimidar alguém!


    Com Bai Qiu fora de combate, Barbara voltou sua aten??o para Liang, que estava hesitando. O olhar dele, antes cheio de desafio, agora estava repleto de medo e inseguran?a.


    — Agora é a sua vez, Liang! — ela gritou, avan?ando em sua dire??o.


    Desesperado, Liang tentou se afastar, mas Barbara já estava em cima dele. Ela o derrubou com um golpe preciso, o empurrando para o ch?o. A luta durou apenas alguns minutos, mas para os dois discípulos, parecia uma eternidade. Com os dois agora deitados no ch?o, ofegantes e derrotados, Barbara se afastou deles, respirando fundo para recuperar o controle de sua raiva.


    — Aprendam uma li??o: se vocês querem me desafiar, estejam prontos para enfrentar as consequências. N?o sou alguém que se deixará intimidar — declarou Barbara, olhando para os dois com firmeza antes de se afastar.


    A luta se intensificou, e Barbara mostrou-se imbatível contra Liang e Bai Qiu, usando sua habilidade em artes marciais para desferir golpes precisos. O som de socos e chutes ecoava na caverna enquanto ela lutava contra os dois discípulos.


    Finalmente, após alguns minutos de confronto, os dois estavam deitados no ch?o, ofegantes e derrotados. A adrenalina ainda pulsava nas veias de Barbara, e ela respirou fundo, olhando para os dois com firmeza.


    — Agora, aprendam uma li??o: se vocês querem me desafiar, estejam prontos para enfrentar as consequências. N?o sou alguém que se deixará intimidar — declarou ela, enquanto se afastava deles. Com isso, Barbara se virou e come?ou a caminhar para a saída da caverna.


    Liang e Bai Qiu estavam deitados, tentando recuperar o f?lego e processar o que acabara de acontecer. A derrota era amarga, mas o fato de terem sido superados por Barbara, alguém que antes consideravam fraca, era ainda mais humilhante.


    — Vamos, Liang — disse Bai Qiu, finalmente se levantando. — Precisamos sair daqui antes que alguém nos encontre. N?o podemos deixar que isso chegue aos ouvidos dos outros discípulos.


    Liang assentiu, embora ainda estivesse se recuperando. Eles se levantaram, limpando a poeira de suas roupas e sentindo a dor em seus corpos.


    — Ela n?o vai ficar assim para sempre — murmurou Bai Qiu, olhando na dire??o de Barbara. — Da próxima vez, vamos nos preparar melhor. N?o podemos deixar que ela nos subestime novamente.


    Com isso, os dois saíram da caverna, cientes de que suas a??es poderiam ter consequências sérias. Liang estava pensando em como eles poderiam continuar a investigar Barbara, enquanto Bai Qiu estava focado em como se vingar. O ambiente ao redor deles estava tranquilo, mas a tens?o entre eles ainda era palpável.


    Enquanto isso, Barbara, ao sair da caverna, sentiu um misto de alívio e satisfa??o. Ela havia provado seu valor e defendido seu lugar, mas sabia que a luta contra os rumores e a inveja estava longe de acabar. E agora, com Liang e Bai Qiu em seus calcanhares, ela precisaria ficar atenta.


    Ainda se sentindo energizada pela luta, Barbara decidiu que era hora de se concentrar em seu cultivo e no que realmente importava — seu progresso e as plantas espirituais que cuidava. Mas uma voz na parte de trás de sua mente n?o parava de questionar: "E se eles voltarem? O que eu vou fazer se descobrirem o meu segredo?"


    Com essas perguntas ecoando em sua mente, Barbara se afastou, determinada a n?o deixar que a sombra de Liang e Bai Qiu a afetasse. Sua jornada na seita estava apenas come?ando, e ela estava disposta a enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho
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