《Ascensão dó último guerreiro [português]》 O Legado dos Yamamoto Pr¨®logo No ano 10 do calend¨¢rio Himbrayano O mundo esteve em constante melhoria desde o surgimento das masmorras. Esses portais s?o misteriosos, que simplesmente brotaram do pr¨®prio ch?o, abrindo passagens para dimens?es desconhecidas, repletas de riquezas e perigos inimagin¨¢veis. Drag?es cuspidores de fogo, esqueletos e outras criaturas m¨¢gicas guardavam esses tesouros com um zelo feroz. A busca por ouro e artistas de valor inestim¨¢vel levou ¨¤ cria??o das guildas de aventureiros, organiza??es formadas para enfrentar essas amea?as e explorar as profundezas dessas masmorras. As masmorras, assim como os aventureiros, eram numerosos pelos rankings: D, C, B, A, S, SS. No cora??o do continente de Himbra, havia um vilarejo chamado Hayashi, fundado e protegido pelo grande guerreiro Hakashi. Ele travou bravamente contra um ser de pura maldade, selando-o com sua pr¨®pria vida dentro da grande masmorra que estava ao p¨¦ da colossal Montanha Negra. Himbra ¨¦ um continente vasto, dividido em cinco grandes reinos. Ao norte, encontra-se o reino ¨¦lfico de Ellyrion, conhecido por suas florestas antigas e magia poderosa. No sul, pr¨®ximo ¨¤ fronteira, est¨¢ o Reino Subterraneo de Grondor, um dom¨ªnio nas profundezas da terra. A leste, encontra-se o Reino de Raifryn, cujas barreiras e colinas abrigam uma cultura de guerreiros destemidos. Al¨¦m disso, h¨¢ duas grandes masmorras de ranking SS, dominadas por vampiros e drag?es, que se expandiram e formaram seus pr¨®prios reinos, desafiando o equil¨ªbrio de poder em Himbra. Fechando as capas desgastadas da enciclop¨¦dia que detalhava esse mundo, Hakuro esfregou os olhos, sentindo o cansa?o pesar sobre ele. Ao avistar seu pai na varanda de casa, ele se declarou sonolento e caminhou at¨¦ l¨¢, carregando consigo os sonhos e temores de um jovem prestes a embarcar em sua pr¨®pria jornada. Cap¨ªtulo 1. "O Legado dos Yamamoto" Ano 407 do calend¨¢rio himbraino A escurid?o da noite envolve o vilarejo de Hayashi como um manto silencioso. As ¨¢rvores ao redor de nossa casa balan?avam levemente com a brisa fria, e o som de suas folhas farfalhando era o ¨²nico ru¨ªdo que rompia o sil¨ºncio profundo. Sentado ao lado do meu pai, Kaito, na varanda de madeira, eu observava o c¨¦u estrelado. As estrelas brilhavam intensamente, como pequenas chamas dan?ando no firmamento, e eu me perdia na imensid?o do universo, tentando encontrar respostas para as perguntas que sempre me atormentavam. Meu pai estava ao meu lado, mas sua mente parecia distante, como se ele estivesse imerso em mem¨®rias antigas, perdidas no tempo. Seus olhos vermelhos, brilhando com uma intensidade quase sobrenatural, refletiam a luz suave da lua, e seus cabelos negros, agora levemente grisalhos nas t¨ºmporas, ca¨ªram em ondas sobre a testa, dando-lhe uma apar¨ºncia austera. "Pai, por que nossos olhos s?o vermelhos?" A pergunta escapou dos meus l¨¢bios antes que eu pudesse hesitar. Kaito desviou o olhar das estrelas e fixou os olhos em mim. Por um longo momento, ele permaneceu em sil¨ºncio, como se estivesse decidindo se devia ou n?o me contar algo importante. Finalmente, ele respirou fundo e come?ou a falar, sua voz cheia de rever¨ºncia e seriedade. "Hakuro," ele disse, sua voz baixa, mas carregada de uma intensidade que fez a noite parecer ainda mais silenciosa, "os olhos vermelhos s?o uma marca da linhagem dos Yamamoto, uma heran?a que remonta ao pr¨®prio fundador deste vilarejo, seu antepassado Hakashi Yamamoto." "Hakashi?" repeti, intrigado. Kaito assentiu, um brilho de orgulho e respeito cruzando seu olhar. "Sim, Hakashi Yamamoto. Ele foi o primeiro a erguer este vilarejo, um guerreiro lend¨¢rio com olhos t?o vermelhos quanto o fogo e cabelos t?o negros quanto a noite. Hakashi possu¨ªa um poder imenso, uma for?a que inspirou todos ao seu redor. Dizem que ele era capaz de manipular as chamas, mas n?o eram chamas comuns. O fogo em seus olhos e em seu cora??o era t?o intenso ." A hist¨®ria me prendeu, e eu podia imaginar Hakashi, meu antepassado, em p¨¦, imponente e destemido, enfrentando amea?as que eu mal poderia imaginar. "Hakashi n?o apenas fundou Hayashi, mas protegeu este lugar com sua pr¨®pria vida," meu pai continuou. "Ele se dedicou a proteger as pessoas e estabeleceu um lar para aqueles que buscavam seguran?a. Mas o poder que ele possu¨ªa vinha com um custo. Os olhos vermelhos eram tanto uma b¨ºn??o quanto um fardo, pois esse fogo interno poderia consumir at¨¦ os mais fortes. Hakashi entendia essa responsabilidade e ensinou a todos n¨®s a importancia de controlar e respeitar essa for?a." Enquanto ele falava, eu sentia uma liga??o mais forte com minhas ra¨ªzes, com a hist¨®ria que me unia ao legado de Hakashi. Uma nova chama de determina??o nasceu dentro de mim, e eu sabia que precisava honrar o nome Yamamoto. Kaito colocou uma m?o em meu ombro, suspirando com uma melancolia que eu n?o compreendia totalmente. "Mas, Hakuro, com o passar das gera??es, a verdadeira extens?o do poder de Hakashi foi se perdendo. Seus descendentes herdaram a chama e a for?a dos Yamamoto, mas a intensidade e a pureza daquele poder diminu¨ªram ao longo do tempo. Ainda temos a responsabilidade, o legado, mas o poder... ele ¨¦ apenas uma sombra do que um dia foi." Senti um peso ainda maior em seu olhar, como se ele carregasse uma saudade por algo que nunca viveu, mas que era parte dele. "¨¦ por isso que eu te treino," disse ele, s¨¦rio. "Para que voc¨º possa aprender a usar esse poder com sabedoria e proteger o que ainda nos resta. Talvez nunca alcancemos o poder de Hakashi, mas isso n?o diminui nossa responsabilidade." Minha m?e surgiu na porta, sua presen?a delicada e acolhedora suavizando o ar. "V¨¢ dormir, filho," disse ela, com uma voz gentil. "Amanh? ser¨¢ um dia longo." "Sim, m?e," respondi, levantando-me com um ¨²ltimo olhar para as estrelas. O peso da hist¨®ria dos Yamamoto era esmagador, mas eu estava pronto para enfrentar o que viesse. Com o sangue de Hakashi correndo em minhas veias, prometi a mim mesmo que honraria seu nome e defenderia Hayashi. O sol da manh? se erguia no horizonte, banhando o vilarejo de Hayashi com uma luz suave e dourada. No Bosque Sombrio, o som das espadas de madeira se chocando ecoava entre as ¨¢rvores, criando um ritmo quase hipn¨®tico. Cada golpe reverberava no ar, marcando o in¨ªcio de mais um dia de treinamento. Eu estava l¨¢, ao lado de Hino e Aria, com meu pai nos guiando atrav¨¦s dos movimentos. O cheiro de madeira e terra fresca enchia o ar, misturado ao suor que come?ava a se acumular em nossos corpos. Est¨¢vamos concentrados, cada um de n¨®s mergulhado em sua pr¨®pria luta, tentando aperfei?oar cada movimento, cada golpe. Hino: Uma garota de com cabelos curtos e loiros, sempre presos em um rabo de cavalo alto. Seus olhos s?o de um preto, com sua calma quase perturbadora, executava cada movimento com uma precis?o impressionante. Seus olhos estavam fixos na espada, como se o mundo ao redor n?o existisse. O controle que ela tinha sobre cada golpe era impec¨¢vel, como se a espada fosse uma extens?o de seu pr¨®prio corpo. Eu a admirava por isso, por sua determina??o e foco inabal¨¢vel. Hino sempre dizia que queria ser uma estrategista, algu¨¦m que pudesse guiar e proteger o vilarejo com sua mente afiada e habilidades em combate. E a cada dia que passava, eu acreditava mais que ela estava no caminho certo para alcan?ar esse objetivo. Aria por outro lado era uma garota com cabelos longos e lisos de um tom azul escuro, quase preto. Tirando Seus olhos pretos, era o completo oposto. Sempre impetuosa e cheia de energia, ela era uma for?a da natureza, sempre pronta para um desafio. Seus golpes eram r¨¢pidos e poderosos, mas faltavam a precis?o que Hino tinha. Ainda assim, havia algo na maneira como Aria se movia que era inspirador. Seu desejo de explorar as *dungeons* e encontrar algo que pudesse melhorar a vida em Hayashi era contagiante. Mesmo quando sua energia a levava a situa??es perigosas, era imposs¨ªvel n?o se sentir inspirado por sua paix?o e determina??o.This tale has been pilfered from Royal Road. If found on Amazon, kindly file a report. "Concentre-se, Hakuro!" A voz firme do meu pai cortou o som abafado das espadas. "Na batalha, o menor deslize pode ser fatal." O peso das palavras dele parecia mais intenso naquele dia, como se soubesse que logo testar¨ªamos essa li??o de verdade.." Respirei fundo, sentindo o peso da espada de madeira em minhas m?os. Olhei para o rosto determinado do meu pai e sabia que ele estava certo. Eu precisava me concentrar, precisava estar preparado para qualquer desafio. "N?o ¨¦ apenas a habilidade com a espada, Hakuro," disse Hino, sua voz calma, mas cheia de sabedoria. "A verdadeira for?a vem de dentro. ¨¦ o esp¨ªrito que voc¨º traz para o combate." "Isso mesmo!" Aria exclamou, com um sorriso animado no rosto. "Cada golpe, cada movimento ¨¦ uma chance de se aprimorar!" As palavras de incentivo das minhas amigas acenderam uma chama dentro de mim. Com um grito determinado, intensifiquei meu treinamento. Cada golpe de espada se tornava mais preciso, mais confiante. Eu sentia a energia fluir atrav¨¦s de mim, e por um momento, parecia que tudo estava no lugar. Mas, mesmo com a confian?a crescente, algo dentro de mim estava inquieto. Era como se uma sombra estivesse pairando sobre o vilarejo, e eu n?o conseguia afastar essa sensa??o. Meu pai observava atentamente, avaliando cada movimento, cada erro que comet¨ªamos. Ele era um professor exigente, mas justo, sempre nos incentivando a ir al¨¦m dos nossos limites. Hino e Aria estavam dando o seu melhor, assim como eu, mas a tens?o no ar era ineg¨¢vel. Havia algo diferente naquele dia, algo que eu n?o conseguia identificar. "Voc¨ºs est?o melhorando," meu pai disse, interrompendo o treino. "Mas lembrem-se, a batalha real nunca ¨¦ t?o previs¨ªvel quanto o treino. Voc¨ºs precisam estar preparados para o inesperado, para o caos." Assenti, sentindo o peso das palavras dele. Eu sabia que ele estava certo, mas a incerteza sobre o que estava por vir me deixava inquieto. Algo dentro de mim dizia que o caos estava mais pr¨®ximo do que imagin¨¢vamos. Naquela noite Enquanto me preparava para dormir, a inquieta??o continuava a me atormentar. O vento soprava suavemente atrav¨¦s das janelas abertas, trazendo consigo o cheiro fresco da floresta. Mas, em vez de me acalmar, aquilo s¨® aumentava minha ansiedade. O sil¨ºncio da casa era interrompido apenas pelos sussurros vindos da cozinha. Meus pais estavam conversando, mas havia algo em suas vozes que me deixou alarmado. Aproximei-me da porta, para ouvir atentamente, tentando captar o que estavam dizendo. A voz da minha m?e, Yumi, soava preocupada, mais do que eu jamais havia ouvido antes. "Kaito, o que vamos fazer? E se¡­ e se isso for algo que a gente n?o possa cumprir!" Sua voz estava carregada de medo, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. "Precisamos nos preparar, Yumi," respondeu meu pai, sua voz firme, mas n?o menos preocupada. "N?o podemos permitir que o passado se repita. Se a volta daquele homem est¨¢ amea?ando o vilarejo, devemos enfrent¨¢-lo com todas as nossas habilidades, com todo o legado que nos foi deixado." Eu me afastei da porta, sentindo o panico come?ar a tomar conta de mim. Quem era esse homem e o que meus pais sabiam que eu n?o sabia? O que poderia ser t?o perigoso a ponto de preocupar tanto o meu pai, que sempre fora a pessoa mais calma e confiante que eu conhecia? Voltei para o meu quarto, mas o sono estava longe de chegar. Fiquei deitado, encarando o teto, tentando entender o que estava acontecendo. As palavras dos meus pais ecoavam na minha mente, enchendo-me de um medo que eu nunca tinha sentido antes. Eu sabia que algo estava para acontecer, algo que poderia mudar o destino de todos em Hayashi. Mas o qu¨º? Enquanto essas perguntas n?o me deixavam descansar, me virei na cama, sentindo a inquieta??o tomar conta de mim. Finalmente, o cansa?o venceu, e meus olhos come?aram a se fechar. Mas, mesmo enquanto ca¨ªa no sono, a preocupa??o n?o me abandonava. As sombras pareciam mais escuras, e os sussurros do vento mais amea?adores. O que quer que estivesse vindo, eu sabia que precisaria estar preparado. Na manh? seguinte¡­ O sol mal havia surgido no horizonte quando acordei, meus pensamentos ainda nublados pelas palavras da noite anterior. O c¨¦u estava nublado. A sensa??o de inquieta??o que eu sentia desde o dia anterior havia se intensificado. Levantei-me rapidamente, me vestindo com a mesma determina??o que havia sentido ao final do treino do dia anterior. Eu sabia que precisava descobrir o que estava acontecendo e estar pronto para enfrentar o que viesse pela frente. Ao sair de casa, caminhei rapidamente pelas ruas do vilarejo, e a atmosfera pesada parecia afetar a todos. Passei pela loja do senhor Takeo, o ferreiro, que estava ocupado afiando uma lamina. Ele levantou os olhos cansados para mim, seus dedos ¨¢speros passando pela barba grisalha. ¡°Treinando cedo, Hakuro? Hoje parece que o dia vai ser longo,¡± ele comentou, e eu pude perceber uma preocupa??o velada em suas palavras. Assenti, mas continuei meu caminho. Logo ¨¤ frente, vi a senhora Aiko, a curandeira do vilarejo, organizando suas ervas em frente ¨¤ sua cabana. Ela parecia mais atarefada do que de costume, suas m?os ¨¢geis separando plantas com uma urg¨ºncia que eu nunca havia visto. ¡°Bom dia, Hakuro,¡± ela me cumprimentou, mas a preocupa??o em seus olhos me fez perguntar se ela tamb¨¦m pressentia o perigo. Quando cheguei ¨¤ pra?a central, vi um grupo de crian?as brincando, suas risadas contrastando com a tens?o que permeava o ar. Entre elas, estava Yukio, um garoto que sempre foi cheio de perguntas. Ele correu at¨¦ mim, seus olhos brilhando de curiosidade. ¡°Hakuro, voc¨º vai treinar com a espada de novo? Vai lutar contra monstros de verdade um dia?¡± Ele perguntou, sem saber o peso de suas palavras. Eu sorri, tentando esconder a ansiedade que crescia dentro de mim. ¡°Vou treinar, sim. E quem sabe, um dia, Yukio.¡± Me despedi do garoto com um aceno e continuei meu caminho em dire??o ao Bosque Sombrio. Chegando l¨¢ estavam Hino e Aria, se preparando para o treino matinal. Hino estava ajustando sua espada de madeira com a mesma calma habitual, enquanto Aria, impaciente, se movia de um lado para o outro, tentando dissipar a tens?o com seu otimismo caracter¨ªstico. "Voc¨º tamb¨¦m est¨¢ sentindo isso, n?o ¨¦?" Hino falou sem rodeios, seus olhos frios analisando cada detalhe ao meu redor. Assenti, sem saber exatamente como colocar em palavras o que estava sentindo. "Sim, algo est¨¢ errado. Meus pais estavam falando sobre uma amea?a, mas n?o disseram o que era." "Bem, seja o que for, estamos prontos para isso", Aria disse com um sorriso confiante, seus olhos brilhando com a promessa de aventura. "Vamos mostrar a todos que somos mais fortes do que qualquer amea?a que aplique!" Eu sorri de volta para ela, sentindo-me reconfortado por sua determina??o. Mesmo com a sensa??o de perigo iminente, estar ao lado deles proporcionar¨¢ uma certa seguran?a. Mas antes que pud¨¦ssemos come?ar o treino, o ch?o tremeu sob nossos p¨¦s, e o c¨¦u, que antes estava apenas nublado, escureceu sutilmente como se a noite tivesse ca¨ªdo de uma s¨® vez. Hino largou sua espada, olhando ao redor com os olhos arregalados. ¡°Isso n?o ¨¦ normal¡±, ela murmurou, sua voz relacionada ¨¤ preocupa??o. Aria, sempre pronta para a a??o, come?ou a correr em dire??o ¨¤ ¨¢rvore mais pr¨®xima, subindo rapidamente at¨¦ o topo. "Eu vou ver o que est¨¢ comemorando!" Segui o exemplo dela, escalando a ¨¢rvore ao lado, enquanto Hino nos observava de baixo, seu rosto agora p¨¢lido de apreens?o. Quando cheguei ao topo, olhei para o horizonte e meu cora??o parou por um instante. O que vi fez meu sangue gelar: uma horda de monstros se aproximava do vilarejo. Criaturas colossais, suas sombras projetadas no ch?o, avan?avam lentamente, mas com uma determina??o assustadora. Seus rugidos ensurdecedores ecoavam pelo bosque, fazendo com que os p¨¢ssaros voassem em panico. Eu mal podia acreditar no que via, mas n?o havia tempo para d¨²vidas. "Precisamos voltar agora!" gritei para Aria, minha voz espec¨ªfica de urg¨ºncia. "Precisamos avisar a todos!" Desci rapidamente da ¨¢rvore, meu cora??o acelerado. Hino estava ao p¨¦ da ¨¢rvore, me esperando, seus olhos agora cheios de uma determina??o fria. "O que voc¨º viu?" ela disse, sua voz calma, mas firme. ¡°Uma horda de monstros¡±, respondeu, tentando manter a calma. "Eles est?o vindo direto para o vilarejo." Aria desceu logo em seguida, sua express?o cheia de determina??o. "Precisamos nos preparar. N?o temos muito tempo." "Vamos..." disse Hino, sua voz vacilando. "Precisamos... precisamos avisar todos. Eles, protejam Hayashi." Corr¨ªamos de volta ao vilarejo com o cora??o disparado, mas, po Mais que tentamos nos convencer, o medo nos envolve como uma sombra. Minhas pernas tremiam a cada passo. Caminhos Entrela?ados na Escurid?o Eu rapidamente segurei as m?os de Hino e ¨¢ria, puxando-as com toda a for?a que eu tinha enquanto corr¨ªamos em dire??o ao vilarejo. Os monstros j¨¢ haviam chegado, mas eram apenas batedores, a vanguarda de algo muito maior. O medo apertava meu peito, mas eu sabia que precis¨¢vamos encontrar nossos pais. Quando chegamos ao vilarejo, decidimos nos separar. As meninas correram em dire??o ¨¤ sua casa, enquanto eu seguia pelas ruas manchadas de sangue, o cheiro met¨¢lico e enjoativo do ferro misturando-se ao ar pesado. Guardas lutavam em v?o contra as criaturas, suas espadas brilhando em meio ao caos. Aria''s POV Eu e Hino corremos o mais r¨¢pido que pod¨ªamos, o panico em nossos cora??es crescendo a cada passo. Ao chegarmos em casa, o que vimos nos fez congelar. Uma mulher com uma apar¨ºncia demon¨ªaca, pele p¨¢lida como a morte e cabelos vermelhos como fogo, estava diante de n¨®s. Seu bra?o, longo e afiado como uma lamina, estava cravado no peito do nosso pai. "Quem diria... ainda h¨¢ crian?as vivas por aqui," ela sussurrou com um sorriso cruel, seus olhos brilhando com uma mal¨ªcia sem fim. O mundo ao meu redor parecia parar, mas Hino, sempre corajosa, lan?ou-se ¨¤ frente. "¨¢ria, corre!" ela gritou, erguendo sua espada com toda a for?a que restava em seu corpo. A batalha que se seguiu foi um borr?o de a?o e magia. Hino lutava com bravura, cada golpe seu carregando a esperan?a de nos proteger. Mas a mulher era r¨¢pida, poderosa demais. Em um movimento r¨¢pido e preciso, a vil? direcionou sua espada contra mim, mas Hino, num ¨²ltimo ato de sacrif¨ªcio, se jogou na frente, recebendo o golpe fatal. "Hino!" gritei, meu cora??o despeda?ado. Ela caiu aos meus p¨¦s, a vida esvaindo-se de seus olhos. O desespero dentro de mim se transformou em algo mais sombrio, algo que eu n?o conseguia controlar. Uma for?a estranha e poderosa despertou dentro de mim, as sombras ao meu redor pareciam ganhar vida, respondendo ao meu chamado desesperado. A mulher riu, subestimando meu poder. Com um grito de dor e raiva, peguei a espada ca¨ªda de Hino e, canalizando todo o poder eu que havia despertado, ataquei. As sombras envolveram a lamina, tornando-a uma extens?o da minha pr¨®pria f¨²ria. Num ¨²nico movimento, cortei a mulher, que foi consumida pelo poder sombrio. Mas antes de sua derrota final, ela lan?ou um ¨²ltimo ataque. Senti a lamina atravessar meu corpo, um choque de dor que quase me fez cair. A mulher riu uma ¨²ltima vez antes de se desintegrar nas sombras que eu havia convocado. Cai de joelhos ao lado de Hino, sentindo meu pr¨®prio sangue escorrer. "Hino... eu consegui," sussurrei, antes que a escurid?o me envolvesse por completo. Hakuro pov Virando uma esquina, meus olhos encontraram ¨¤ pra?a central, o grupo de crian?as que a pouco tempo brincavam,todas sem vida , lembrei de suas risadas. Entre elas, estava Yukio, um garoto que sempre foi cheio de perguntas. seus olhos que antes brilhavam agora estavam sem vida engoli minha vontade de vomito e continuei a correr n?o demorou muito para encontrar a figura imponente do meu pai, sua espada cravada no pesco?o de um lobo gigantesco, pelo menos duas vezes o meu tamanho. O lobo caiu com um ¨²ltimo rosnado enquanto eu puxava todo o ar que meus pulm?es podiam conter e gritei: "Pai!" Seu olhar se fixou em mim, e uma mistura de al¨ªvio e preocupa??o passou por seu rosto. "Hakuro, voc¨º est¨¢ bem, filho?" "Estou, pai, mas isso n?o importa agora! Milhares de monstros est?o vindo para c¨¢!" A urg¨ºncia na minha voz era clara, e meu pai assentiu com um olhar grave antes de falar ¡° Precisamos encontrar sua m?e." Corremos em dire??o ¨¤ nossa casa, no caminho encontramos minha m?e. Mas foi nessa hora que ele apareceu. O homem de cabelos brancos e olhos negros,acompanhado de uma gangui de goblins. Ele tinha uma aura diferente de tudo que j¨¢ vi, algo inumano. A simples vis?o dele fez meu cora??o gelar. Meu pai se colocou entre mim e ele, mas antes que qualquer um de n¨®s pudesse reagir, meu pai falou: "Yumi, leve Hakuro daqui." Minha m?e me agarrou pelo bra?o e come?ou a me puxar para longe, sua express?o era uma mistura de desespero e determina??o. "Pai, n?o!" gritei, tentando me soltar. "Hakuro, por favor, vem comigo!", ela disse, sua voz carregada de preocupa??o e urg¨ºncia. Kaito POV O peso da espada em minhas m?os era esmagador, como se o destino estivesse decidido a me testar. Cada fibra do meu ser gritava para fugir, mas fugir n?o era uma op??o. Diante de mim estava o homem de cabelos brancos e seus olhos frios, mas que carregavam uma intensidade que perfurava minha alma com essa apar¨ºncia e tamanha press?o s¨® poderia ser . "N?o credito que voc¨º conseguiu escapar !" minha voz saiu firme, mas por dentro, uma mistura de raiva e medo fervia. ¡°como voc¨º conseguiu quebar o selo t?o r¨¢pido ?" Ele n?o respondeu de imediato, apenas me observou, como se estivesse me avaliando. "Iteressante,seu cabelo e olhos me lembram o maldito do velho que me selou.¡±,o Jeito que ele falou do s¨¢bio Hakashi,despertou uma f¨²ria que queimava em minhas veias, explodindo em um grito que ecoou pelo campo de batalha. Canalizei toda a minha raiva nas chamas que dan?avam ao meu redor, ardendo com uma intensidade feroz. Sem pensar duas vezes, avancei, desferindo um golpe r¨¢pido e mortal em dire??o ao seu peito. As chamas se expandiram, formando uma onda que deveria consumi-lo por completo. Mas ele era r¨¢pido, mais r¨¢pido do que qualquer coisa que eu j¨¢ tivesse enfrentado. Com um movimento fluido, ele desviou do meu ataque, como se fosse apenas um borr?o de sombra em meio ¨¤ escurid?o. "Verme,veio para cima de mim e ¨¦ s¨® isso que voc¨º tem?" A pergunta com um desd¨¦m g¨¦lido, como se ele estivesse entediado. O som do metal cortando o ar encheu meus ouvidos, e eu mal consegui erguer minha espada a tempo para bloquear seu pr¨®ximo golpe. O impacto reverberou pelos meus bra?os, e senti a for?a esmagadora por tr¨¢s de cada ataque. Ele n?o estava lutando; ele estava me testando, me empurrando para ver at¨¦ onde eu poderia aguentar.If you spot this narrative on Amazon, know that it has been stolen. Report the violation. Desviei de uma estocada que teria atravessado meu cora??o, mas o movimento foi desajeitado, desesperado. Ele sorriu, mas n?o era um sorriso de alegria; era de algu¨¦m que se delicia com o sofrimento alheio. Antes que eu pudesse reagir, ele avan?ou novamente, t?o r¨¢pido que mal tive tempo de levantar minha guarda. "Por que continua tentando?" Ele perguntou, sua voz era cortante e cruel. ¡°Tenho que cumprir o legado dos Yamamoto e proteger minha fam¨ªlia ¡° Minhas chamas se intensificaram, vorazes, consumindo o ar ao meu redor. Com um rugido, liberei uma explos?o de poder, um arco de fogo que tra?ou um caminho direto em sua dire??o. A terra tremeu, e o campo de batalha se iluminou com a intensidade da magia que emanava de mim. Mas ele, novamente, se esquivou, como se minha magia fosse apenas uma brisa. A lamina dele cortou meu ombro, e o sangue quente jorrou, manchando o ch?o aos meus p¨¦s. A dor era excruciante, mas n?o me permiti ceder. Eu n?o podia falhar. N?o agora. "Voc¨º vai precisar de mais do que isso." Ele murmurou, seus olhos frios me analisavam como se estivesse medindo a minha for?a, ou a falta dela. Eu recuei, tentando ganhar espa?o, mas ele n?o me deu tempo. Em um piscar de olhos, ele estava novamente sobre mim, seus movimentos eram um borr?o de a?o e f¨²ria. Eu tentei bloquear, mas suas investidas eram precisas e esmagadoras. Cada golpe que eu defendia era seguido por outro, ainda mais r¨¢pido, at¨¦ que finalmente minha defesa falhou. O calor das chamas come?ou a aumentar ao meu redor, envolvi-me em um manto de fogo que pulsava com minha vontade, criando uma barreira entre n¨®s dois. Ele hesitou por um instante, seu sorriso diminuiu ligeiramente, mas logo voltou a atacar, como uma tempestade. "Vou destruir todos voc¨ºs,e n?o a nada que voc¨º possa fazer" Ele zombou, mas havia uma pequena, quase impercept¨ªvel, mudan?a em sua postura. Por um momento, tudo pareceu parar. Pensei em Hakuro e yumi, eu n?o podia deix¨¢-lo passar. Em meio ao caos da batalha, encontrei uma clareza inesperada. N?o posso morrer aqui... Eles ainda precisam de mim Com um grito, reuni todas as minhas for?as e invoquei uma ¨²ltima onda de chamas, canalizando cada grama de poder que restava em mim. A lamina em minhas m?os brilhou com o fogo, cortando o ar em dire??o a ele, com uma velocidade e for?a que eu nunca havia sentido antes. Mas, para meu horror, ele simplesmente desapareceu de minha vista. Antes que eu pudesse compreender o que havia acontecido, uma dor aguda rasgou meu peito. Olhei para baixo e vi a lamina dele atravessando meu corpo,¡±Eu falei que voc¨º era fraco !¡±.O mundo ao meu redor pareceu desacelerar, o horror e a impot¨ºncia me invadiram. Eu falhei. O pensamento ecoou em minha mente enquanto ca¨ªa de joelhos. A ¨²ltima vis?o que tive foi o olhar frio dele, o olhar de algu¨¦m que me derrotou sem esfor?o. Hakuro POV "N?o podemos deixar o papai para tr¨¢s! Temos que voltar!" gritei, minha voz embargada de desespero.Minha m?e, ofegante, parou de correr e me encarou com olhos sombrios. "Hakuro, n?o podemos. N?o agora."Ela hesitou por um momento, e percebi o medo em seu olhar. "Siga reto at¨¦ o rio,l¨¢ voc¨º vai ver uma rocha avermelhada com uma cavidade no meio. " ela continuou, a voz quase um sussurro. "Nessa cavidade h¨¢ um pequeno barco que seu pai e eu deixamos l¨¢ para emerg¨ºncias. V¨¢ agora!".¡±Eu n?o vou deix¨¢-la aqui!" exclamei, agarrando sua m?o com for?a, meu cora??o acelerado pela ang¨²stia. As l¨¢grimas j¨¢ come?avam a queimar meus olhos. "M?e, por favor..."Ela se ajoelhou diante de mim, seus bra?os me envolvendo em um abra?o apertado e desesperado. "Hakuro... Eu sinto muito, filho. Mas voc¨º precisa ir, agora." Ela empurrou-me suavemente, afastando-se com um olhar de determina??o que me cortou como uma lamina.N?o havia mais tempo. Mesmo contra minha vontade, comecei a correr, ouvindo o som dos passos de minha m?e desaparecendo atr¨¢s de mim. Yumi POV Enquanto corria em dire??o ao meu marido, olhei para tr¨¢s e observando meu filho Eu observei Hakuro correndo, seu pequeno corpo tremendo de medo e desespero. Meu cora??o se apertou ao v¨º-lo desaparecer pela trilha em dire??o ao rio. Cada passo que ele dava parecia ecoar em meu peito, uma batida que marcava o fim. "Me desculpe, Hakuro...," sussurrei, mais para mim mesma do que para ele. "Mas n?o posso permitir que eles te alcancem." Ergui meu olhar para os monstros que se aproximavam, o cora??o pesado com a vis?o que se desenrolava diante de mim. O homem de cabelos brancos liderava o ataque, seu sorriso cruel destacando-se no rosto p¨¢lido. Nas m?os dele, a cabe?a de Kaito, meu amado, pendia como um trof¨¦u macabro. Atr¨¢s dele, goblins em armaduras escuras avan?avam com passos pesados, suas armas j¨¢ manchadas de sangue, prontas para matar. A dor da perda se misturou com uma raiva ardente dentro de mim, e as l¨¢grimas que rolavam pelo meu rosto se congelaram, transformando-se em cristais de gelo que ca¨ªram ao ch?o. O peso da responsabilidade pesava em meus ombros como uma ancora, mas eu n?o podia ceder. Hakuro precisava de mim. Kaito tinha se sacrificado por n¨®s, e eu n?o permitiria que seu sacrif¨ªcio fosse em v?o. Com uma determina??o feroz queimando em meu peito, agarrei a espada com for?a, sentindo o frio da lamina ecoar o gelo em minhas veias. Posicionei-me entre os monstros e o caminho que levava a Hakuro . "Voc¨ºs n?o v?o tocar no meu filho," declarei, minha voz firme, apesar do medo que tentava se infiltrar em meu cora??o. O primeiro goblin avan?ou com um grunhido selvagem, erguendo sua clava em um arco mortal. Com um movimento r¨¢pido, conjurei uma estaca de gelo que saiu disparada da palma da minha m?o, perfurando seu peito antes que ele pudesse completar o ataque. Seus olhos esbugalhados perderam o brilho enquanto ele tombava ao ch?o. Mas n?o havia tempo para lamentar, o segundo goblin j¨¢ estava sobre mim, sua lamina rugindo ao cortar o ar. Virei-me, desviando por um fio, e com um giro fluido, minha espada encontrou seu pesco?o, decapitando-o em um golpe limpo. O sangue espirrou, mas o frio dentro de mim endureceu ainda mais, canalizando todo meu ¨®dio em uma explos?o de poder. O terceiro goblin hesitou ao ver seus companheiros ca¨ªrem, mas n?o dei chance para ele recuar. Conjurei uma rajada de gelo que envolveu seu corpo, congelando-o instantaneamente em uma est¨¢tua grotesca. Com um golpe final, minha espada despeda?ou o gelo, espalhando fragmentos pelo ch?o. O homem de cabelos brancos apenas riu. "Voc¨º ¨¦ uma tola," disse ele, avan?ando com um movimento gracioso e letal. "Sua resist¨ºncia ¨¦ in¨²til." Ele atacou primeiro, sua espada cortando o ar com velocidade assustadora. Consegui desviar, mas mal tive tempo de contra-atacar com minha magia,era in¨²til,comparado com sua velocidade minha magia era lenta,fui for?ada a usar somente minha espada para batalhar,antes que ele estivesse sobre mim novamente. Sua lamina se chocou com a minha, o impacto reverberando por meus bra?os. Cada golpe dele era pesado e preciso, e eu sabia que n?o poderia manter esse ritmo por muito tempo. "Voc¨º luta bem... para uma humana," ele zombou, seus olhos negros brilhando com uma mal¨ªcia implac¨¢vel. Ignorei suas provoca??es, focando apenas nos movimentos dele. Ele era r¨¢pido, mas eu era determinada. Cada golpe que eu defendia me lembrava de Hakuro, e do que estava em jogo. Eu n?o podia falhar. Mas ele era implac¨¢vel. Um golpe particularmente forte for?ou-me a recuar, e senti a ponta da lamina dele cortar minha pele, deixando uma linha ardente de dor em meu bra?o. Sangue escorreu, manchando minha roupa, mas eu n?o podia parar. Com um grito, lancei-me para frente, tentando peg¨¢-lo desprevenido. Por um momento, pensei que havia conseguido. Minha lamina avan?ou em dire??o ao peito dele, mas ele se moveu como um vulto, desviando com uma agilidade sobre-humana. Antes que eu pudesse reagir, senti uma dor terr¨ªvel no abd?men. Olhei para baixo e vi sua espada cravada em mim, o sangue jorrando ao redor da lamina. A dor foi esmagadora, roubando-me o f?lego. Minhas for?as come?aram a desaparecer, mas eu ainda n?o podia ceder. Com as ¨²ltimas reservas de energia, agarrei a espada dele, impedindo-o de pux¨¢-la para fora. "Voc¨º... n?o vai... tocar... no meu filho," consegui dizer entre os dentes cerrados. O homem de cabelos brancos apenas me observou, sem emo??o. "Seu sacrif¨ªcio ¨¦ in¨²til," ele sussurrou, enquanto empurrava a lamina ainda mais fundo, me levando ao ch?o. Minhas pernas cederam, e eu ca¨ª de joelhos, meu corpo j¨¢ sem for?as. O mundo ao meu redor come?ou a escurecer, mas mesmo enquanto a vida se esva¨ªa de mim, meu pensamento final foi para Hakuro. "Corra... filho..." pensei, enquanto minha vis?o se apagava por completo. Hakuro : pov O som dos meus passos ecoava pela floresta enquanto eu corria desesperadamente em dire??o ao rio. O vento frio cortava meu rosto, misturando-se com as l¨¢grimas quentes que desciam sem cessar. Cada passo que eu dava parecia um golpe em meu cora??o, pois a vontade de voltar e lutar ao lado dos meus pais me consumia, mas eu sabia que n?o podia permitir que o sacrif¨ªcio deles fosse em v?o. Quando finalmente avistei a cavidade na rocha que minha m?e havia mencionado, meu cora??o se apertou ainda mais. L¨¢ estava o barco, escondido como ela havia planejado. Com m?os tr¨ºmulas, tirei-o de dentro da rocha e o arrastei at¨¦ a beira do rio. O peso do barco parecia nada comparado ao fardo que eu carregava em meu peito. Subi no barco e me deixei levar pela correnteza. O rio parecia calmo, mas minha mente era um turbilh?o de dor e arrependimento. A cada remada, a imagem dos meus pais caindo em batalha se repetia em minha mente, e o vazio que suas mortes deixaram dentro de mim crescia, devorando qualquer tra?o de paz que eu pudesse ter. O rosto do homem de cabelos brancos surgiu em meus pensamentos, seus olhos frios e desprovidos de miseric¨®rdia. A raiva por n?o conseguir ajudar meus pais come?ou a tomar conta de mim, queimando com uma intensidade que eu nunca havia sentido antes. Mas, enquanto eu me afundava em uma chuva de sentimentos, algo passou despercebido. Um rugido distante come?ou a se tornar mais alto, mas eu estava t?o perdido em minha pr¨®pria solid?o que n?o notei a amea?a iminente. De repente, percebi o perigo, uma enorme cachoeira surgindo ¨¤ minha frente, mas j¨¢ era tarde demais. Tentei desesperadamente desviar o barco, mas a correnteza era forte demais. O barco balan?ou violentamente, e antes que eu pudesse reagir, fui lan?ado para o vazio, despencando junto com o barco na cachoeira¡­