《Odisseia Efêmera (Português)》 O Come?o Daquela Noite A chuva caiu por todos os cantos da comunidade, batendo nos telhados e escorrendo pelas paredes at¨¦ atingir o ch?o. Algumas pessoas passavam rapidamente com guarda-chuvas, mas as ruas estavam quase desertas, sem muita movimenta??o. No entanto, algo acontecia nas proximidades naquela noite t?o fria. Um homem alto corria pelos becos com uma mulher nos bra?os, que parecia estar sangrando bastante. "Agh, Samantha? Acorda, por favor, fique acordada!" Ele continuou correndo at¨¦ entrar em um beco sem sa¨ªda. Antes que pudesse voltar, uma silhueta apareceu na entrada do beco. O homem, com a mulher nos bra?os, deu passos para tr¨¢s. "Por que toda essa persegui??o? O QUE VOC¨ºS QUEREM?!". A figura se aproximava cada vez mais, iluminada pela luz do luar... Tr¨ºs horas antes... "Droga! N?o temos muito tempo!" ¨C dizia um homem de olhos e cabelos castanhos, com um tom preocupado. Uma mulher de cabelos longos e negros entrou no quarto, vasculhando rapidamente uma maleta, e respondeu: "Eu sei, Victor, mas n?o se preocupe. N¨®s j¨¢ deixamos tudo pronto para a nossa viagem. S¨® precisamos sair daqui o mais r¨¢pido poss¨ªvel. Se logotipo arrume." Victor: "N?o ¨¦ apenas essa situa??o que me preocupa." Ele rapidamente come?ou a se arrumar, colocando um sobretudo marrom sobre um terno e um gravata verde opaca. A guarda-roupa estava cheia de joias e mob¨ªlias que eram muito valiosas, quase como rel¨ªquias. Ele pegou algumas dessas joias e as guardou no bolso. Victor: "Samantha, voc¨º j¨¢ deu os colares e o livro para o Roger?" Samantha: "Sim, n?o se preocupe, ele j¨¢ recebeu tudo." Victor estava com as m?os tr¨ºmulas, n?o por causa do frio da noite, mas pelo medo e pelo pavor de algo desconhecido. A situa??o n?o era muito diferente para Samantha, que notou as m?os tr¨ºmulas do marido. Samantha suspirou calmamente e foi at¨¦ ele, juntando sua m?o ¨¤ dele e entrela?ando seus dedos enquanto dizia: "Eu sei, essa situa??o toda ¨¦ muito assustadora." Victor respondeu, aproximando seu rosto do dela: "n?o ¨¦ isso, me assusta saber que tem a possibilidade de nunca mais ver os nossos filhos. ¨¦ at¨¦ engra?ado, n?o ¨¦? J¨¢ passei por muitos perigos que quase me custaram a vida, mas nada jamais me assustou desse jeito." Samantha: "Eu entendo, a vida muda completamente quando se tem filhos, n?o ¨¦?" Ela aproximou seus l¨¢bios dos dele, capturando sua boca em um beijo sutil. Victor correspondeu, abra?ando-a para mais perto. Ambos se acalmaram e, ap¨®s um curto tempo, ela se afastou levemente, dizendo: "O que mais me tranquiliza nisso tudo ¨¦ o fato de que eu ainda tenho voc¨º ao meu lado." Ela observou o rosto dele com ternura e disse: "E voc¨º n?o tirou essa barba que eu pedi para voc¨º tirar, seu teimoso." Victor percebeu a tentativa dela de tranquilizar a situa??o, mesmo que s¨® um pouco, e abriu um sorriso, dizendo: "Ela faz parte do meu charme. Foi por causa dela que eu consegui conquistar voc¨º." Samantha deu uma leve risada. Samantha: "Vamos, j¨¢ arrumei a mala e peguei tudo que estava faltando." Eles caminharam at¨¦ a porta com um guarda-chuva e deram uma ¨²ltima olhada na casa antes de fech¨¢-la. Tr¨ºs horas depois... A figura que se aproximava de Victor naquele beco parecia fazer o espa?o diminuir a cada passo dado. A silhueta se revelou para Victor e, antes que ele pudesse reagir, sua garganta foi cortada. Ele caiu no ch?o junto de sua esposa, sua vis?o manchada de sangue conseguiu ver apenas aquela figura se aproximando e sua vis?o se apagou ap¨®s ter o cora??o perfurado por uma adaga. Naquela mesma noite, em uma casa distante, duas crian?as compartilhavam o mesmo quarto, envoltas no sil¨ºncio da noite e no leve brilho da lamparina que iluminava o ambiente. Zoe: (quebrando o sil¨ºncio) "Estou com medo, L¨¦o." L¨¦o: "N?o se preocupe, Zoe. Logo, logo eles v?o voltar. N?o deve demorar muito." Zoe se levantou da cama rapidamente e come?ou a bater com o travesseiro no rosto de L¨¦o sem parar. Zoe: "N?o tente bancar o calmo! Nossos pais n?o iriam embora assim t?o de repente!" L¨¦o agarrou o travesseiro e o puxou das m?os dela, revidando as batidas ao jogar o travesseiro na cara dela enquanto dizia: "Voc¨º n?o ¨¦ a ¨²nica que est¨¢ preocupada aqui. Eu tamb¨¦m estou." Zoe arremessou o travesseiro de volta, acertando em cheio o rosto de L¨¦o. Zoe: "Ent?o por que voc¨º n?o est¨¢ fazendo nada?!" L¨¦o pegou o travesseiro e come?ou a bater nela. Ela fez o mesmo, pegando outro travesseiro pr¨®ximo, e assim iniciaram uma guerra de travesseiros. L¨¦o: "Voc¨º sabe muito bem das regras da fam¨ªlia: ''n?o se intrometer no trabalho do papai e da mam?e''. Foi essa a regra que eles nos disseram para obedecer." Zoe: "E voc¨º vai realmente seguir essa regra est¨²pida!?" Os travesseiros come?aram a soltar muitas penas pelo quarto inteiro, e passos foram ouvidos cada vez mais pr¨®ximos do quarto deles. Eles imediatamente pararam de discutir e voltaram para suas posi??es de antes na cama.This tale has been unlawfully lifted without the author''s consent. Report any appearances on Amazon. A porta se abriu e um homem alto e forte ficou ¨¤ entrada, olhando para as crian?as, que fingiam estar dormindo. Ele segurava um machado de lenhador na m?o e disse: "Eu sei muito bem que voc¨ºs n?o est?o dormindo. S¨® um surdo n?o conseguiria ouvir voc¨ºs discutindo." As crian?as pararam de fingir, e L¨¦o respondeu: "Desculpa, tio Roger. ¨¦ que a Zoe n?o consegue ficar quieta." Zoe rapidamente afundou o rosto de L¨¦o entre os len?¨®is e retrucou: "N?o ¨¦ verdade! Eu s¨® estou preocupada com o papai e a mam?e, diferente desse insens¨ªvel que n?o demonstra nenhum tipo de preocupa??o por eles." L¨¦o: "Voc¨º ¨¦ surda por acaso? Eu j¨¢ disse que estou preocupado sim! S¨® que, diferente de voc¨º, eu estou obedecendo e confiando que eles v?o voltar para casa." Zoe: "Seu chato insens¨ªvel!" L¨¦o: "Voc¨º que ¨¦ chata!" Roger bateu com a ponta do machado no ch?o, fazendo um som pesado e alto. Ele suspirou e disse: "Parem de brigar, voc¨ºs dois." Rapidamente, os irm?os se calaram e ambos disseram: "Desculpa, tio Roger." Roger: "Se n?o conseguem dormir, me sigam at¨¦ a sala e vejam se conseguem se acalmar um pouco." Eles acompanharam Roger at¨¦ o primeiro andar da casa e seguiram at¨¦ a sala, que tinha um sof¨¢ e uma poltrona de frente para uma lareira apagada. Roger se sentou na poltrona e disse: "L¨¦o, acenda a lareira, por favor." L¨¦o foi at¨¦ a lenha, colocou algumas na lareira e ficou alguns segundos ali at¨¦ acender o fogo. Zoe quebrou o breve sil¨ºncio. Zoe: "Nossos pais falaram alguma coisa para voc¨º antes de irem, tio Roger?" Roger se acomodou melhor na poltrona e disse: "Isso n?o ¨¦ algo com que voc¨ºs devem se preocupar agora. Apenas sejam crian?as e fa?am algo para se divertir." L¨¦o conseguiu acender a lareira e se sentou em frente a ela, dizendo: "Mas n?o tem nada que a gente possa fazer aqui, e est¨¢ muito tarde para irmos l¨¢ fora." Roger observou pela janela as ¨¢rvores ao fundo, que escondiam levemente a lua atr¨¢s delas, e respondeu: "¨¦ verdade. Ent?o vou ler um livro para voc¨ºs. Zoe, v¨¢ at¨¦ aquela estante e pegue o primeiro livro." Zoe obedeceu ¨¤ ordem do tio e pegou o livro, mas antes de entreg¨¢-lo, observou a capa e o nome do livro. A capa mostrava um cervo descansando ao lado de um esqueleto humano, e o t¨ªtulo era "O Sentido Dada ¨¤ Jornada." Zoe entregou o livro e Roger abriu na primeira p¨¢gina. Roger: "Sentem-se. Vou contar uma hist¨®ria, uma pequena reflex?o sobre a vida para voc¨ºs." Os dois irm?os se sentaram de costas para a lareira, esperando que ele come?asse a contar a hist¨®ria. Roger: "Em uma floresta iluminada pela luz da lua, um cervo com a pata dianteira sangrando descansava ao lado de um esqueleto apoiado em uma ¨¢rvore. O esqueleto virou o cranio para o cervo e perguntou, curioso: ''Como voc¨º chegou a essa situa??o?'' E o cervo respondeu: ''Fui arranhado pelas garras de um le?o. N?o me resta muito tempo.'' O esqueleto perguntou: ''Est¨¢ doendo?'' O cervo respondeu: ''N?o, n?o est¨¢, mas sinto minhas for?as se esvaindo aos poucos.'' Esqueleto: ''Que sorte. Minha morte foi bem dolorosa. Fui emboscado por cavaleiros rivais enquanto dormia e acabei do jeito que estou.'' Cervo: ''Sorte? N?o tem nada de sorte nisso.'' Esqueleto: ''Ent?o voc¨º preferiria ter uma morte dolorosa?'' Cervo: ''Suas escolhas levaram voc¨º a ter uma morte assim.'' Esqueleto: ''Eu morri protegendo muitas fam¨ªlias, ent?o n?o acho justo voc¨º ter uma morte indolor e eu n?o.'' Cervo: ''Voc¨º protegeu muitas fam¨ªlias, mas destruiu muitas outras por territ¨®rio. Estou nesta situa??o por tentar proteger meu filho, mas ele foi devorado pelo le?o e agora estou morrendo em v?o. No entanto, n?o me arrependo.'' Esqueleto: ''¨¦... falando assim, n?o somos t?o diferentes. Eu morri para proteger meu reino, e no final n¨®s perdemos e o reino foi tomado pelos inimigos.'' Cervo: ''Ent?o voc¨º morreu fracassando em sua ¨²nica tarefa de proteger seus iguais. Por isso voc¨º teve uma morte dolorosa.'' Esqueleto: ''U¨¦? Mas voc¨º tamb¨¦m fracassou em salvar seu filho.'' ''O cervo ent?o come?ou a fechar os olhos lentamente e, dando seus ¨²ltimos suspiros, respondeu: ''Sim, voc¨º est¨¢ certo, mas eu n?o matei outros cervos para isso.'' Ele deu seu ¨²ltimo suspiro e ent?o o esqueleto se desintegrou em p¨®, voando ao vento e se juntando ao ch?o. O cervo ent?o abriu os olhos, lambeu a pata dianteira, removendo o sangue e revelando que ali n?o havia nenhum machucado. Ele se levantou e caminhou para longe da ¨¢rvore, dizendo: ''Descanse bem, cavaleiro.'' Fim." Roger: "O que acharam?" L¨¦o respondeu: "Meio confusa", enquanto Zoe bocejava e respondia: "¨¦ bem diferente das hist¨®rias que a mam?e conta para mim." Roger riu levemente e disse: "¨¦, talvez os livros que eu tenha n?o sirvam para crian?as, haha. Mas este ¨¦ especial. Foi o primeiro livro que eu li para o pai de voc¨ºs quando ele tinha a idade que voc¨ºs t¨ºm agora." L¨¦o: "O papai falou para a gente que voc¨º era um irm?o muito mau com ele." Zoe: (abrindo um sorriso) "Verdade. Ele disse que o senhor contava hist¨®rias de terror para ele, e ele n?o conseguia dormir por causa disso, haha." Roger: "Hahaha, ¨¦ verdade. Antes do Victor se tornar o homem que ¨¦ agora, ele era bastante medroso na infancia. Isso me traz boas lembran?as." A sala ficou em sil¨ºncio por alguns segundos, mas logo o sil¨ºncio foi interrompido por Roger dizendo: "Est?o mais calmos?" Os irm?os afirmaram com a cabe?a e ent?o Roger se declarou da poltrona, dizendo: "Bom, ent?o v?o para o quarto de voc¨ºs e descansem. Os pais de voc¨ºs devem chegar em breve. N?o se preocupem." Os irm?os se levantaram e foram em dire??o ¨¤s escadas, com Zoe dizendo: "Obrigada por ler a hist¨®ria, tio Roger. Boa noite." L¨¦o tamb¨¦m agradeceu, dizendo: "Obrigado por tudo, tio Roger. Voc¨º ¨¦ o melhor tio do mundo." Roger deu uma risada e respondeu a L¨¦o: "Voc¨º s¨® est¨¢ dizendo isso para n?o levar uma bronca de mim, n?o ¨¦?" L¨¦o correu em dire??o ao quarto, rindo junto com sua irm?, e a porta se fechou. Roger passou um tempo observando a lareira e uma lembran?a passou por sua mente. Ele foi at¨¦ uma gaveta e pegou dois colares, com um formato circular de cor preta e um c¨ªrculo amarelo no centro, lembrando muito a pupila de um olho humano. Roger se lembrou da promessa feita a Victor: "Caso isso acontece, entregue esses colares para eles." Roger pegou os colares e foi at¨¦ o seu pr¨®prio quarto, deixando a porta levemente aberta para ter uma vis?o do lado de fora. Ele se aconchegou na cama, guardando os colares debaixo do travesseiro, e com vontade de descansar. A casa se encheu de um sil¨ºncio completo, e as crian?as pegaram no sono em poucos minutos. [no mesmo beco onde a vida de Victor foi tirada] duas figuras estavam de p¨¦ em frente a dois cad¨¢veres, um homem alto usando um manto negro levemente aberto dando vis?o para um tipo de roupa preta de couro refor?ada junto a cal?as e botas de couro da mesma cor do manto, ao lado dele havia uma mulher um pouco menor que ele, ela usava um manto verde levemente escuro, ambos os bra?os e pernas estavam cobertos por faixas negras. mas al¨¦m da roupa algo mais se destacava neles, a mulher estava cobrindo o rosto com um cranio de cabra, deixando apenas seus olhos verdes esmeraldas vis¨ªveis, ¨¦ o outro ao lado dela tinha chifres de cervo na cabe?a. O homem alto se agachou para pegar uma alegria ca¨ªda no ch?o e disse: "Alguma coisa aconteceu aqui." A mulher se mudou por tr¨¢s dele e respondeu com um tom ir?nico: "N?o me diga, Payner. S¨¦rio que voc¨º acha que algo aconteceu aqui? Achei que eles estavam apenas tirando uma soneca." Payner se clamou, largando a alegria de volta no ch?o, e batida para fora do beco. "Ir?nica como sempre, n?o ¨¦, ¨¦vora? Vamos logo terminar o que viemos fazer aqui. Voc¨º sabe o que tem que fazer, n?o ¨¦?" ¨¦vora abriu um sorriso sutil e disse: "Claro que eu sei. N?o ¨¦ como se fosse a primeira vez, e voc¨º sabe disso." Ambas as figuras caminharam calmamente at¨¦ a sa¨ªda do beco, como se a situa??o n?o as abaasse nem um pouco. Eles adentraram a escurid?o da rua mais pr¨®xima e desapareceram completamente, deixando para tr¨¢s apenas uma leve n¨¦voa fria que se espalhava pelo local. A Descoberta Tem Um Pre?o A chuva havia parado. As poucas pessoas que antes andavam pelas ruas j¨¢ estavam em suas casas, exceto os frequentadores do bar. [No bar local] Muitas risadas, tilintares de copos, brincadeiras e conversas eram a principal fonte de som do local, com uma leve m¨²sica tocando de fundo em uma r¨¢dio velha. No canto do bar, eram tr¨ºs homens, cada um com uma moeda na m?o. Um deles disse: "Cara, j¨¢ ¨¦ a quarta vez seguida que voc¨º ganhou. Voc¨º est¨¢ trapaceando." O outro homem, com uma voz arrastada e segurando quatro moedas, respondeu: "Eu... Eu n?o t? hic... N?o t? roubando nada, n?o. S?o voc¨ºs que n?o hic... que n?o sabem perder." Ele estava muito b¨ºbado, com os olhos semicerrados e o h¨¢lito com um cheiro forte de cacha?a. "T¨¢ bom, ent?o vamos de novo, dessa vez valendo tudo." Os tr¨ºs arremessaram suas moedas para cima, mas antes que o homem b¨ºbado aparasse a moeda no pulso, foi abordado pelo outro que roubou a moeda dele no ar. "Vamos ver qual ¨¦ o seu truque." Ele olhou a moeda de frente e verso, e ambos estavam do lado cara. O homem jogou a moeda longa e simb¨®lica, furiosa: "SEU LADR?O DE MERDA!" e deu um soco na cara do b¨ºbado, que caiu da cadeira, dando um mortal para tr¨¢s. Com o nariz sangrando, ele se manifestou e come?ou a correr para fora do bar. Ao passar pela porta, os outros dois correram atr¨¢s dele, gritando: "DEVOLVE MEU DINHEIRO" e "SE CORRER VAI SER PIOR." Correndo freneticamente, ele trope?ou e caiu no ch?o, chocando o rosto no ombro de uma linda mo?a de cabelo arrumado e cacheado de maneira t?o perfeita e organizada que parecia dar vida aos seus cachos a cada movimento. Ela o encarou com olhos penetrantes de cor esmeralda, que criavam um contraste eficaz com sua pele escura. O rapaz ficou hipnotizado pela beleza dela por alguns segundos, mas logo voltou ¨¤ realidade ao ouvir os gritos de seus perseguidores. "Desculpa, hic," ele solu?ou e voltou a correr. Os outros dois correram atr¨¢s dele, e os tr¨ºs sumiram de vista ap¨®s dobrarem outra rua. A mo?a retornou os passos e continuou andando at¨¦ o bar de onde aqueles caras haviam sa¨ªdo. Ela adentrou o local, mas as poucas pessoas que restavam nem notaram sua presen?a. Alguns j¨¢ estavam b¨ºbadas no ch?o, outros ainda enchiam a cara de cerveja e caminhavam para fora do bar cabisbaixas, enquanto outros estavam alegres na companhia de amigos. Mas uma pessoa em espec¨ªfico viu e notou sua presen?a, um homem sentado em um banco pr¨®ximo ao balc?o do barman. Ela se mudou e foi enviada em um banco pr¨®ximo. "Boa noite", ela disse. O homem desconhecido olhou para ela com um olhar cansado que transparecia tristeza. Ele encheu um copinho com uma bebida pr¨®xima e o pegou, dizendo: "O que voc¨º quer comigo?" Ele deu um gole de uma vez s¨® e desceu o copo de volta ao balc?o. A mo?a respondeu: "Eu s¨® queria conversar com voc¨º, Sr. Morrison. Soube que est¨¢ trabalhando em muitas pesquisas." O homem olhou para ela com um olhar curioso. "Como voc¨º sabe que estou trabalhando em uma pesquisa? Aquele idiota da torre do rel¨®gio te contornou, ¨¦? Eu sabia que ele n?o conseguiria fechar aquela boca." Ele bateu com o punho forte na mesa e perguntou: "Mas quem ¨¦ voc¨º? Nunca vi voc¨º por aqui, ent?o suponho que n?o seja daqui." Ela juntou as m?os por cima do balc?o, entrela?ando os dedos. Um breve sil¨ºncio domina o local. "Eu me chamo ¨¦vora e quero pedir para voc¨º parar com sua pesquisa." Morrison se surpreendeu com o pedido inesperado. "Como assim?" ¨¦vora: "Eu sei que essa pesquisa significa muito para voc¨º, mas por favor, pe?o que desista dela, para o seu bem." Morrison cerrou os dentes, invejoso o pequeno copo de vidro com bastante for?a, e a encarou com um olhar furioso. Morrison: "Quem diabos ¨¦ voc¨º para me dizer o que tenho ou n?o que fazer com a minha pesquisa? O que voc¨º sabe sobre isso para ter essa ousadia?" O balconista saiu dos fundos do bar com um chaveiro e conheceu a compreens?o de Morrison, sem entender muito bem o que estava acontecendo. ¨¦vora o encarou de volta, mas n?o com o mesmo olhar de ¨®dio de Morrison, e sim com um olhar de compaix?o e pena. Ela removeu as m?os do balc?o e se pronunciou da cadeira. "Eu sei que voc¨º est¨¢ tentando buscar uma cura para a doen?a que matou sua filha e tamb¨¦m sei o qu?o sofrida tem sido a sua vida pela perda dela, mas lamento informar, senhor, isso vai lhe trazer muitas queixas que o senhor nem imagina. Ent?o, por favor, pare com a pesquisa enquanto ainda h¨¢ tempo." Com essas palavras finais, ¨¦vora caminhou para fora do bar. No entanto, Morrison n?o se contentou nem um pouco com as palavras dela e retrucou: "CALA ESSA MERDA DA SUA BOCA! Voc¨º n?o sabe nada do que eu tive que passar para fazer toda aquela pesquisa. Foram anos da minha vida tentando trazer minha filha de volta." O olhar dele ficou tr¨ºmulo e, antes de desaparecer de vista, ele disse: "Voc¨º n?o sabe o que eu estou sentindo! N?o sabe o tamanho do buraco que foi deixado no meu peito! Ent?o n?o seja mais uma dessas pessoas que me olham com pena e me tratam como louco! Eu sei o que estou fazendo e vou concluir essa maldita pesquisa e trazer minha filha de volta!" O copo que estava em sua m?o cortes em peda?os, cortando a palma da m?o dele e deixando pequenos cacos cravados nas aberturas dos cortes. Ele n?o conseguiu segurar as l¨¢grimas e come?ou a chorar no bar, n?o por conta dos cortes, mas por algo ainda mais doloroso: as mem¨®rias felizes de sua filha ainda viva. ¨¦vora olhou para ele uma ¨²ltima vez, com o mesmo olhar de compreens?o e pena, e foi embora, deixando a barra para tr¨¢s. O balconista foi at¨¦ o balc?o, estranhando a situa??o. Ele se mudou da mesa e disse: "Sr. Morrison, j¨¢ estamos fechando." Pegou um pano limpo e estendido para ele. "Use isso para cobrir as feridas da sua m?o. Eu cuido da sujeira, n?o se preocupe. Apenas v¨¢ para casa." Morrison olhou para a porta com um olhar espec¨ªfico, enquanto l¨¢grimas ca¨ªam de seus olhos, e correu para fora do bar, ignorando a ajuda do balconista, que comentou: "Cada dia a mente dele est¨¢ pior que o anterior. Agora est¨¢ at¨¦ falando sozinho ." Ele come?ou um andar em passos acelerados pela rua deserta. No topo do teto do bar de onde ele saiu, estava Payner, observando-o ir embora. Atr¨¢s dele, subindo no telhado, estava ¨¦vora com um cranio de cabra nas m?os. Ela ficou ao lado de Payner, observando Morrison desaparecer atr¨¢s de uma das casas, e disse: "N?o funcionou. Ele est¨¢ muito abatido pela morte da filha." Payner comentou a lua enquanto dizia: "¨¦ uma pena, ent?o." ¨¦vora olhou para os cranios em suas m?os e, com uma voz serena e levemente triste, questionou: "Por que eles se sacrificam tanto por quem j¨¢ partiu?" Um leve vento bateu contra eles, fazendo seus mantos esvoa?arem. ¡°Os sentimentos humanos s?o algo muito complexos. N?o d¨¢ para entender perfeitamente¡±, afirmou Payner. Uma n¨¦voa negra surgiu ao redor dele, tomando forma. "Vamos apenas fazer o nosso trabalho." Um rifle de ca?a com uma textura espectral e densa foi criado nas m?os de Payner. ¨¦vora comentou. "¨¦, voc¨º tem raz?o." Ela colocou os cranios de cabra contra o rosto, cobrindo completamente sua identidade, e ambos foram envolvidos por uma n¨¦voa negra, desaparecendo junto com ela. Morrison continuou andando pelas ruas at¨¦ chegar ¨¤ sua moradia. Ele pegou a chave e tentou encaix¨¢-la na fechadura da porta, mas sua m?o tremia de ansiedade dificultava o processo. ¡°Merda, eu tenho que fazer isso¡±, murmurou. Finalmente, consegui encaixar a chave e abrir a porta. Antes de entrar, deu uma olhada ao seu redor. Entrou na casa e foi direto para a sala onde fez suas pesquisas. V¨¢rios frascos com l¨ªquidos estranhos, livros e equipamentos cir¨²rgicos foram dispersos pelo local. Alguns ratos e p¨¢ssaros estavam presos em pequenas gaiolas. Ele pegou alguns frascos e misturou os l¨ªquidos, que vieram a cintilar em diversas cores: vermelho, depois azul, verde, roxo e, por fim, rosa. Morrison pegou uma seringa e a preencheu com a mistura. "Tem que dar certo. Fiz testes em animais, mas nunca em um organismo humano." A m?o machucada come?ou a tremer. Observando o sangue escorrendo pelos dedos, ele refletiu por alguns segundos: "Eu preciso fazer isso, n?o importa os riscos. Nunca vou avan?ar se ficar parado, sem fazer nada." Ele aplicou uma seringa no bra?o e injetou o l¨ªquido em suas veias. Os m¨²sculos do bra?o ficam a se contorcer, como uma camara intensa que logo se apoia para o restante do corpo: peito, pernas, costas e at¨¦ mesmo o c¨¦rebro. Morrison falou de dor: "AAAAAAHHHH!" A sensa??o era como se uma criatura viva estivesse tentando sair de dentro do seu corpo. Ele sentia que seus m¨²sculos e ossos iriam morrer e come?ariam a salivar bastante, incapazes de engolir a pr¨®pria saliva enquanto gritava.You could be reading stolen content. Head to Royal Road for the genuine story. Ele caiu no ch?o, e depois de alguns segundos, os m¨²sculos pararam de se mexer. No entanto, todas as veias do corpo estavam vis¨ªveis e roxas. Payner e ¨¦vora observaram tudo ao lado dele. Payner apontou o rifle na dire??o do corpo ca¨ªdo, que logo recobrou a consci¨ºncia e notou a presen?a dos dois rapidamente. Morrison se assustou e logo se arrastou para tr¨¢s, longe da ponta do rifle. "O que voc¨ºs est?o fazendo na minha casa?" ele questionou. Payner: "Viemos terminar o que voc¨º come?ou." Morrison sentiu sua m?o formigar e, ao olhar para ela, viu que os danos causados ??pelos cacos de vidro estavam cicatrizando rapidamente. Ele abriu um sorriso de alegria sincero, ignorando brevemente a amea?a ¨¤ sua frente. "Eu consegui! Haha, consegui!" Ele se declarou, olhando para a m?o j¨¢ curada, sem nenhum resqu¨ªcio de ferimento. Payner abaixou o rifle levemente, curioso, mas sem surpresa. Morrison voltou ¨¤ realidade e olhou para os dois desconhecidos novamente. Morrison: "O que voc¨ºs querem aqui? Vieram parar a minha pesquisa?" Payner: "Voc¨º tem ideia do que fez?" Morrison ficou confuso, sem entender onde ele queria chegar. "Eu finalmente encontrei a cura, a cura para todos os ferimentos e doen?as. Olha." Ele pegou um bisturi e fez um leve corte na palma da m?o, que rapidamente foi curado. Morrison: (com a voz empolgada) "Viu? Deu certo!" ¨¦vora: "Isso ¨¦ um desastre t?o grande, mas admiro voc¨º, Sr. Morrison." Morrison: (confuso) "Como assim, desastre? Isso pode finalmente salvar minha filha e todas as outras pessoas que sofrem com doen?as incur¨¢veis, como ela!" Payner apontou o rifle para a cabe?a de Morrison e disparou, explodindo em peda?os. O corpo de Morrison caiu no ch?o, sem vida, mas em poucos segundos a cabe?a se reconstruiu, gerando m¨²sculos, veias, carne e sangue, e ele voltou ¨¤ vida novamente. Payner: "Viu? Voc¨º n?o encontrou apenas uma cura, mas tamb¨¦m a imortalidade." ¨¦vora: "Isso pode ser um desastre completo para voc¨ºs, humanos." Morrison se assustou com a sensa??o de ter tido uma vida familiar, mas logo foi lembrado e a magnitude do que havia feito. "Imortalidade", ele repetiu. Seu rosto deixou de expressar preocupa??o para uma express?o de ¨ºxtase e alegria completa. "Eu consegui algo como a imortalidade? Isso ¨¦ incr¨ªvel! Como voc¨ºs podem dizer que isso ¨¦ ruim? Al¨¦m de curar todas as doen?as e danos, eu posso ter minha filha de volta para sempre. Nem mesmo a morte pode nos separar agora." Ele foi at¨¦ uma cortina atr¨¢s dele e a retirada, revelando uma c¨¢psula grande com o corpo de uma crian?a dentro, completamente congelada. ¡°Finalmente, minha filha, seu pai conseguiu. Eu vou conseguir te trazer de volta¡±, prometeu Morrison, empolgado. Ele voltou a olhar para os dois desconhecidos que eram completamente s¨¦rios. Payner mantinha um olhar frio, enquanto os olhos verdes de ¨¦vora eram apenas cobertos pelo breu dos olhos profundos do cranio de cabra. O cora??o de Morrison disparou, sentindo medo ao entender a situa??o. ¨¦vora caminhou at¨¦ a c¨¢psula e tocou no vidro refor?ado, que estava frio. Ela congratulou-se com a crian?a em posi??o fetal e deu um leve sorriso de alegria. "Ela ¨¦ uma garota linda. Tenho certeza de que seria uma grande pessoa quando crescer." Morrison disse, confuso e com a voz recuada: "C-como assim? Eu posso traz¨º-la de volta agora, n?o posso? Ela pode voltar a viver, ent?o... por que est?o tentando me impedir?" Uma come?ou a surgir ao redor de toda a sala e ¨¦vora respondeu: "Seu desejo ¨¦ muito admir¨¢vel, mas n?o podemos deixar voc¨º quebrar o equil¨ªbrio das coisas. Eu entendo que voc¨º queira muito ver sua filha de volta, mas pe?o que entenda, Sr. . Morrison: ela j¨¢ est¨¢ morta, e n?o tem como negar esse fato." Payner completou: "Negar que seres mortais um dia ir?o morrer ¨¦ negar a realidade das coisas. E, a partir do momento em que voc¨º criou essa f¨®rmula de imortalidade, voc¨º est¨¢ quebrando a maneira como as coisas funcionam." Morrison: "Mas qual ¨¦ o problema disso? Eu inventei e tive todo o trabalho! N?o sacrifiquei ningu¨¦m e n?o fiz mal a nenhum ser humano em busca disso!" ¨¦vora se mudou da c¨¢psula e voltou para o lado de Payner. ¨¦vora: "Me diga, Morrison, voc¨º j¨¢ parou para pensar nas consequ¨ºncias de um ser humano ser imortal?" Payner: "Voc¨ºs j¨¢ causaram problemas suficientes apenas vivendo 80 ou 100 anos. Agora imagine se fossem imortais. Os problemas seriam enormes." ¨¦vora: "No entanto, o ponto em si n?o ¨¦ esse. Sua esp¨¦cie n?o foi feita para ser imortal, Sr. Morrison, assim como um tubar?o n?o foi feito para voar. Cada esp¨¦cie contribui de sua pr¨®pria maneira para todo o ecossistema deste mundo ." Payner: "Sua esp¨¦cie causou muitos problemas e continua causando quanto mais avan?aram em suas inven??es. Mas isso est¨¢ na ess¨ºncia dos seres humanos, sempre buscando mais e mais, nunca se contentando com o que j¨¢ t¨ºm." ¨¦vora: "Isso ¨¦ algo que n?o se pode mudar, assim como voc¨º n?o pode fazer uma esp¨¦cie que foi feita para ser mortal se tornar imortal, Sr. Morrison." Morrison escutou tudo com aten??o e ficou surpreso com o detalhe que tudo parecia. Todo o esfor?o de oito anos foi em v?o? Todas as madrugadas acordadas, na esperan?a de conseguir algo, foram destru¨ªdas por meros desconhecidos? N?O! "Eu n?o vou deixar voc¨ºs acabarem com tudo que eu constru¨ª!" Ele levantou uma alavanca escondida atr¨¢s da cortina e uma passagem foi criada na parede, puxando a c¨¢psula para dentro e o guardando. Morrison invejou at¨¦ uma janela fechada e pulou para fora, quebrando a vidra?a no processo. ¨¦vora: "Eles sempre fogem no fim." Payner: "Mas nunca escapa por muito tempo." Morrison correu pelas ruas desesperado. Os danos causados ??pela queda foram curados, mas ele ainda se perguntava enquanto corria: "O que eles eram? Humanos?" Ele lembrava dos chifres de cervo que o homem alto possu¨ªa na cabe?a e da estranha arma que ele carregava. ¡°N?o, n?o pode ser¡±, ele pensou. Dobrando uma esquina, corrida cont¨ªnua. "Mas por que eles est?o fazendo isso? Qual ¨¦ o objetivo deles? O que querem?" Uma sombra passou por cima dos tetos das casas, perseguindo-o, e quando fez outra curva em uma rua, se deparou com ¨¦vora. "Como ela chegou aqui t?o r¨¢pido?" Enquanto se perdia em pensamentos por alguns segundos, um tiro atingiu seu peito, causando um grande buraco. Ele caiu no ch?o e cuspiu o sangue que se acumulou na boca. Ele esperava que a cura fechasse o buraco, mas nada acontecia. "Por que n?o est¨¢ curando?" ¨¦vora se mudou enquanto Payner descia dos telhados e pousava suavemente no ch?o. ¡°Voc¨º viveu uma vida de muito valor, Sr. Morrison. Por favor, n?o resista mais e apenas descanse¡±, disse ¨¦vora. O sangue se acumulava no ch?o e a vis?o do cientista ia se apagando aos poucos. "Foi isso?" "Essa foi a vida que eu tive?" "¨¦ assim que vou morrer?" "Sem salvar minha filha e tendo a vida tirada sem proteger quem mais amei?" "Mas..." Sua vis?o estava escura, mas ele continuava ouvindo a voz calma e serena de ¨¦vora, que se aproximava dele. Dando seu ¨²ltimo suspiro, uma ¨²ltima pergunta surgiu em sua consci¨ºncia. "Por que eu me sinto t?o calmo?" Morrison morreu ao lado de ¨¦vora. Ela se agachou, encostou levemente a m?o na testa dele e disse: "Est¨¢ feito." Ela se declarou enquanto Payner perguntava: "Como se sente?" ¨¦vora olhou para ele. "Sinto-me feliz." O rifle de Payner desapareceu em uma n¨¦voa negra. "Feliz?" "Sim, ele finalmente conseguiu descansar depois de muitos anos de sofrimento. ¨¦ um motivo para estar feliz, n?o ¨¦?" Eles caminharam para sair da pequena comunidade. ¡°Gosto do seu lado positivo¡±, disse Payner. ¨¦vora: "O que vamos fazer agora?" Payner: "Vamos apenas voltar ¨¤ nossa rotina de sempre." ¨¦vora, com um tom esperado: "Vamos andar, andar e andar at¨¦ encontrar algo novo, como sempre?" Payner riu da maneira como ela falou. "Bem, ¨¦ assim que vivemos por s¨¦culos, ¨¦vora. Mas podemos ir para o outro lado da cortina, se quiser." ¨¦vora riu junto dele. "Estava brincando. N?o ¨¦ como se eu estivesse cansada disso. Voc¨º sabe que gosto de vagar por qualquer canto deste mundo com voc¨º, haha." A situa??o pareceu suavizar rapidamente em contraste com o desastre de segundos atr¨¢s. ¨¦vora virou-se para Payner, ficando na frente dele e andando de costas enquanto dizia: "Espere, amanh? vai fazer 700 anos que estamos vagando desda morte do Bazaltho, n?o ¨¦?" Payner afirmou com a cabe?a: "Exatamente. Isso daria 70 encontros que pensamos fazer se ele estivesse vivo." ¨¦vora voltou a andar normalmente ao lado dele. "Nossa, faz realmente muitos anos. O tempo passou voando." Payner olhou para o c¨¦u, que estava coberto por muitas estrelas, e disse: "O tempo passa r¨¢pido quando estamos distra¨ªdos mesmo. Mas, no fim, as coisas sempre terminam como devem terminar. Por mais que alguns tenham partido, as lembran?as deles s?o o que importa no fim." ¨¦vora riu baixinho e disse: "S¨¢bio como sempre, n?o ¨¦, Payner? Haha." Eles finalmente chegaram ao lado de fora da pequena comunidade depois de algum tempo andando. ¨¦vora espregui?ou o corpo e disse: "Por mais que eu tenha dito aquilo, gosto do seu lado filos¨®fico. N?o quero que voc¨º mude isso nunca." Payner apenas trilha em frente, indo em dire??o a uma floresta. "Vamos indo. Daqui um pouco j¨¢ vai amanhecer." ¨¦vora deu uma curta corridinha para acompanh¨¢-lo e, continuando a entrar na floresta, disse: "Falando desse jeito, voc¨º parece um vampiro com medo do sol, haha." Payner deu um leve suspiro, aceitando o desafio de aguentar as provoca??es de ¨¦vora por um tempo. Eles desapareceram entre as ¨¢rvores e as moitas, deixando uma pequena comunidade para tr¨¢s. De Irm?o Para Irm? O dia amanheceu. Zoe foi a primeira a acordar, levantando-se da cama e observando que L¨¦o ainda estava dormindo. Era bem cedo, e ela desceu para o andar de baixo, esperando encontrar o tio. Ao chegar ¨¤ sala, encontrou a lareira apagada e o local completamente vazio, mas havia um bilhete deixado em cima da mesa. Ela pegou e leu: "Estarei fora hoje. Pe?o que se virem pelo menos at¨¦ a tarde. Voltarei antes de anoitecer. Voc¨ºs conhecem bem a regi?o, ent?o v?o conseguir se virar sozinhos. Assinado: Tio Roger" "N?o acredito que vou ter que passar o dia inteiro com aquele idiota do meu irm?o," suspirou Zoe, embora ficasse empolgada com a ideia de poder sair para o lado de fora. Logo foi chamar L¨¦o para acord¨¢-lo. "? L¨¦o, acorda! Temos que cuidar da casa do tio Roger hoje!" ela gritou. Um barulho de madeira rangendo foi ouvido no andar de cima, junto de uma voz sonolenta: "Hmm, t¨¢ bom, j¨¢ t? indo." Puff. Um barulho pesado foi ouvido no andar de cima. Zoe correu at¨¦ l¨¢ e viu seu irm?o ca¨ªdo no ch?o, dormindo calmamente. "Ei, acorda." Ela pegou L¨¦o pelo bra?o e o arrastou at¨¦ a sa¨ªda do quarto, dizendo: "Vamos logo, L¨¦o. Para de ser pregui?oso." L¨¦o bateu a cabe?a contra o p¨¦ da cama enquanto era puxado e acordou com uma leve dor. "Aii, t¨¢ bem, j¨¢ estou acordado. Que saco, n?o deixa nem eu dormir." "O tio Roger saiu, ent?o a gente vai ter que cuidar da casa hoje," disse Zoe. L¨¦o olhou para ela, ainda no ch?o, e perguntou, curioso: "E para onde ele foi?" "Provavelmente para a pequena cidade de Arbordale. ¨¦ o ¨²nico lugar pr¨®ximo da casa dele, e ele vai tentar voltar antes de anoitecer, ent?o talvez demore um pouco." L¨¦o se levantou, massageando a pr¨®pria cabe?a. "Tudo bem, vamos fazer as tarefas do dia, se tiver alguma tarefa, n¨¦?" Eles desceram at¨¦ o andar de baixo, e L¨¦o foi direto at¨¦ a mesa onde o bilhete estava deixado. Ele pegou e leu rapidamente. "Vou tomar banho. Zoe, pe?o que voc¨º varra a casa e tire o p¨®." Zoe questionou, discordando: "Por que eu vou fazer duas tarefas enquanto voc¨º toma banho?" "Tomar banho ¨¦ uma tarefa tamb¨¦m. Todo o trabalho de se limpar leva tempo," disse L¨¦o, com uma postura de esperteza, como se estivesse na raz?o. Zoe foi at¨¦ uma vassoura e a entregou nas m?os dele. "Voc¨º vai varrer a casa e eu tiro o p¨®. Depois de tudo, voc¨º pode tomar banho." L¨¦o: "Eu sou muito ruim pra varrer uma casa." Ele tentou inventar uma desculpa. Zoe: "Pois ent?o voc¨º vai aprender agora como varrer uma." L¨¦o pegou a vassoura da m?o dela com um pouco de for?a. "Eu acho que isso t¨¢ muito bagun?ado. Que tal a gente dividir as tarefas direito? Vamos comer primeiro e depois fazemos o restante das coisas." Zoe olhou para o rosto dele com olhos desconfiados. "Hmm, est¨¢ bem. Espero que n?o seja uma desculpa para voc¨º n?o fazer as coisas." "Eu estava s¨® brincando com voc¨º, Zoe. ¨¦ ¨®bvio que n?o deixaria todas as tarefas para voc¨º." Zoe: "Ent?o est¨¢ decidido. Vamos fazer do seu jeito." Um tempo se passou enquanto preparavam algo para come?arem o dia de barriga cheia. Agora completamente revigorados, L¨¦o logo olhou para a casa e notou a sujeira e o p¨® nela. "Vou buscar um balde l¨¢ fora." Zoe ficou confusa e disse: "Um balde?" "Sim, um balde. Espera aqui, n?o vou demorar muito." Zoe n?o entendeu o objetivo dele com isso, mas aceitou mesmo assim. Ela foi at¨¦ uma mesinha onde estava um espanador e pegou para come?ar a tirar o p¨® da casa. Em 30 minutos, ela tirou todo o p¨® da casa e notou que L¨¦o ainda n?o tinha voltado. "Ele mentiu pra mim," disse ela, com um tom de decep??o e raiva. Depois de terminar de limpar tudo, deixou tudo de volta no lugar. "Eu n?o vou varrer a casa. Esse trabalho ¨¦ dele. Pelo menos fiz minha parte." Ela saiu para o lado de fora e foi at¨¦ a parte de tr¨¢s da casa, notando que os baldes ainda estavam ali. "Ele n?o est¨¢ aqui." Ela olhou ao redor e viu L¨¦o ao longe, em cima de uma ¨¢rvore, pegando alguns frutos e comendo. Ela se aproximou da ¨¢rvore. "Ei, o que voc¨º est¨¢ fazendo a¨ª em cima? Esqueceu que tinha uma casa para limpar?" L¨¦o pegou outro fruto, deu uma mordida, mastigou e engoliu. "Voc¨º deveria provar um tamb¨¦m, est?o bem maduros." "Para de enrolar e vai logo limpar a¡ª" L¨¦o jogou um fruto na cabe?a dela. "Eu vou limpar, n?o se preocupe. Relaxe um pouco." Ele ficou sentado em um galho enquanto dava outra mordida. "Sobe aqui em cima, a vista da floresta ¨¦ bem legal olhando de um lugar alto." Zoe: "Mas eu n?o sei se consigo subir at¨¦ a¨ª, e essa ¨¢rvore nem ¨¦ t?o alta." L¨¦o: "Se n?o ¨¦ t?o alta, voc¨º deve conseguir subir, ent?o, n?o ¨¦?" Zoe olhou ao redor, tentando encontrar palavras. "¨¦... ¨¦ que minhas pernas est?o cansadas, ent?o n?o quero gastar esfor?os subindo at¨¦ a¨ª." "Eu acho que voc¨º est¨¢ ¨¦ com medo, isso sim." "N?o, n?o ¨¦ isso." "Para de mentir, d¨¢ para ver na sua cara que voc¨º est¨¢ com medo." "Eu n?o t? com medo!" "Se n?o est¨¢ com medo, ent?o suba at¨¦ aqui, a¨ª eu acredito." Zoe hesitou por um momento, mas queria provar para o irm?o que tamb¨¦m tinha coragem. "T¨¢ bom, eu vou subir a¨ª s¨® para bater nessa sua cara feia." Ela come?ou a subir de galho em galho. No entanto, quanto mais subia, mais percebia o qu?o alta a ¨¢rvore era. "Estranho, ela parecia menor olhando l¨¢ de baixo," ela pensou. Suas m?os come?aram a fraquejar e o cora??o disparou s¨® de imaginar cair daquela altura. "Que foi? T¨¢ com medo ¨¦? Haha," L¨¦o riu dela. "Cala a boca!" Ela gritou e come?ou a subir mais. De certa forma, ela encontrava for?a nas provoca??es do irm?o, mas ao mesmo tempo se sentia insegura pela zombaria. Ela subiu mais, ficando bem perto do galho onde L¨¦o estava sentado. O galho ficava um pouco longe, ent?o ela teria que esticar um pouco mais o corpo. Viu uma grande possibilidade de cair e congelou no local onde estava. L¨¦o percebeu que sua irm? estava realmente com medo e disse: "Vem aqui, me d¨º a m?o." "N?o vou n?o, voc¨º vai me soltar, eu sei." "Que tipo de irm?o voc¨º acha que eu sou? Eu n?o vou te soltar, vem logo." "Promete?" "Prometo. Apenas se joga para c¨¢ e deixa o resto comigo." Ele deu um sorriso confiante, tentando encorajar a irm?. Ela se esticou e, antes que pudesse segurar em algo, L¨¦o estendeu a m?o, pegou o bra?o dela e a puxou para o galho onde estava. Ela se agarrou forte ao galho da ¨¢rvore com medo de cair, ficando apenas pendurada por cima dele como um gato com medo de ¨¢gua.The story has been stolen; if detected on Amazon, report the violation. L¨¦o: "Viu? S¨® fica sentada aqui do meu lado e aprecie a vista." Zoe: (nervosa) "Eu n?o quero olhar para baixo." L¨¦o: "N?o ¨¦ para voc¨º olhar para baixo, apenas olhe para as ¨¢rvores, as nuvens, as montanhas e... S¨® n?o olhe para o sol, sen?o vai queimar seus olhos, haha." Zoe se ajeitou no galho, ficando bem ao lado de L¨¦o. Ela observou o horizonte e notou que a vis?o era realmente incr¨ªvel. Eles ficaram apreciando a paisagem por um tempo. Ambos ficaram em sil¨ºncio, apenas apreciando a vista. Alguns p¨¢ssaros come?aram a voar ao longe, formigas cuidavam de suas col?nias, esquilos corriam pelos galhos de outras ¨¢rvores, e um vento suave soprava contra eles. L¨¦o: (quebrando o sil¨ºncio) "Isso me faz lembrar daquela vez que a mam?e e o papai fizeram uma surpresa para a gente com um piquenique." Zoe: (empolgada) "Sim! Eu lembro. Eles nos levaram para uma colina com vista para um lago." [Alguns meses antes] Samantha: "Esperem mais um pouquinho, crian?as. Estamos quase l¨¢." Victor e Samantha estavam acompanhados dos filhos. As crian?as estavam com uma pequena venda cobrindo os olhos enquanto eram guiadas pelos pais. "E... chegamos!" Samantha disse alegremente enquanto retirava a venda de L¨¦o e Zoe. Os olhos dos pequenos brilhavam ao perceberem que estavam em uma colina de frente para um lago cristalino com diversos peixes nadando. Victor pegou um tecido xadrez, de cores vermelha e branca, e o estendeu no ch?o, colocando uma cesta de palha em cima para n?o sair voando com o vento agrad¨¢vel que soprava. Victor come?ou a organizar os alimentos enquanto Samantha observava o local com os olhos encantados, como os das crian?as. L¨¦o apontou para o lago e disse: "M?e, eu posso tomar banho l¨¢?" Zoe, n?o perdendo a oportunidade, acrescentou: "Eu tamb¨¦m quero tomar banho no lago." Samantha: "N¨®s n?o trouxemos roupas nem panos para voc¨ºs se enxugarem. Acabamos esquecendo desse detalhe. Pe?o desculpas, meus pequenos." Victor: "N?o se preocupem. Quando estiver pr¨®ximo de anoitecer, voc¨ºs podem tomar banho com as roupas que est?o usando. Por agora, vamos aproveitar a tarde e toda essa comida que preparamos." As crian?as correram at¨¦ a ¨¢rea do piquenique e se sentaram. Samantha fez o mesmo, ficando ao lado de Victor e apoiando a cabe?a no ombro dele. "Podem comer o quanto quiserem, crian?as," ela disse. "S¨® tomem cuidado para n?o engordarem," Victor alertou. Samantha deu um leve tapa na perna dele, dizendo: "Deixa as crian?as comerem o quanto elas quiserem, querido. Faz bem para o crescimento." Victor soltou uma risada. "S¨® se for o crescimento da barriga, hahaha." Samantha riu junto. Samantha: "Para de fazer essas brincadeiras, sen?o eles v?o achar que voc¨º est¨¢ falando s¨¦rio." Victor observou os arredores, apreciando a vista, e cortou uma torta em peda?os iguais para todos. A fam¨ªlia come?ou a comer e conversar sobre passeios futuros, relembrando o passado e se divertindo ao contar hist¨®rias para as crian?as, tornando aquele dia inesquec¨ªvel para elas. O c¨¦u come?ou a escurecer e Zoe estava brincando com L¨¦o no lago. Eles competiam para ver quem aguentava mais tempo debaixo d''¨¢gua. Samantha e Victor os observavam na beira do lago. Samantha fez um olhar preocupado e questionou: "Essa brincadeira n?o ¨¦ perigosa?" "N?o se preocupe, eles n?o v?o se afogar." "Como tem tanta certeza?" Victor estufou o peito e disse, orgulhoso: "Porque eu estou aqui." Samantha: (rindo) "Haha, adoro seu senso de humor, e tamb¨¦m adoro esse seu jeito protetor com as crian?as." Ela se aproximou mais dele, lhe dando um beijo. L¨¦o levantou a cabe?a, respingando ¨¢gua nos pr¨®prios pais. Eles separaram os l¨¢bios, e Samantha disse, rindo levemente pela intrus?o repentina: "Filho, cuidado." "Desculpa, m?e." Zoe levantou da ¨¢gua poucos segundos depois, molhando ainda mais Victor e Samantha, que se levantaram rapidamente e se afastaram, rindo da situa??o. "Eu ganhei?" Zoe perguntou. "Sim, voc¨º ganhou, dessa vez," L¨¦o respondeu. Zoe comemorou a vit¨®ria, e L¨¦o passou o resto do tempo desafiando-a para outras brincadeiras. Mais tarde, ficaram cansados e sa¨ªram da ¨¢gua. Samantha juntou a cesta e o pano do piquenique enquanto Victor carregava Zoe nas costas, que j¨¢ estava dormindo por conta da exaust?o. L¨¦o: "Meus p¨¦s est?o cansados. Acho que n?o vou mais aguentar ficar andando at¨¦ em casa." Samantha: "Aguenta s¨® um pouquinho mais, j¨¢ estamos perto." L¨¦o: "Por que a Zoe pode ir nas costas do papai, mas eu n?o? Eu tamb¨¦m estou cansado." Victor: "Porque ela ¨¦ uma garota, L¨¦o, e as garotas precisam ser a prioridade nessas situa??es, enquanto voc¨º precisa ser forte e resiliente, como um homem deve ser." L¨¦o: "Hein?" Victor: "Como posso explicar isso para voc¨º? Os homens devem ser fortes e corajosos, L¨¦o, para proteger aqueles que s?o importantes e nunca demonstrar suas fraquezas para qualquer um." L¨¦o: "E por que a Zoe n?o pode fazer o mesmo?" Victor: "Mas ela pode sim fazer o mesmo. Mas voc¨º deve ser a fonte que a inspira a se superar e dominar seus medos. Dessa forma, ela vai te retribuir com algo ainda mais valioso." L¨¦o: "Tipo o qu¨º?" Samantha: "Respeito." L¨¦o: "N?o sei se consegui entender ainda." Samantha: "Um dia voc¨º vai entender o que seu pai est¨¢ querendo dizer, L¨¦o. E quando entender, fa?a quest?o de ser um bom irm?o para a sua irm?. D¨º seguran?a para ela sempre que se sentir insegura e for?a sempre que se sentir fraca. Zoe ¨¦ uma garota muito boa. Tenho certeza de que ela tamb¨¦m vai tentar retribuir do mesmo jeito." Essas frases rodearam a mente de L¨¦o. Ele olhou para a irm?, que estava dormindo calmamente com um semblante alegre, e caminhou com mais firmeza, ignorando o inc?modo e percorrendo todo o caminho at¨¦ sua casa. [Presente] "Forte e resiliente," sussurrou L¨¦o. Zoe olhou para ele, confusa. "Forte e o qu¨º?" "Nada n?o. Voc¨º quer ver os arredores da floresta comigo?" L¨¦o desceu da ¨¢rvore rapidamente e limpou suas roupas dando leves tapas. Zoe olhou para baixo e tremeu com a sensa??o de altura. "Eu n?o sei se vou conseguir descer." "¨¦ s¨® fazer a mesma coisa que fez quando subiu, s¨® que dessa vez descendo." Zoe segurou firme no galho e come?ou a tentar descer um pouco. Um fruto se desprendeu da ¨¢rvore e acertou sua cabe?a. Pelo susto, ela soltou o galho e despencou em dire??o ao ch?o. "AAHH!" L¨¦o agiu r¨¢pido e estendeu os bra?os para segur¨¢-la. Ela colidiu contra os bra?os dele, fazendo L¨¦o cair no ch?o com o peso do corpo dela. Ambos foram jogados no ch?o, e Zoe se pronunciou rapidamente. "Eu consegui que fosse morrer", ela disse com a voz tr¨ºmula, colocando a m?o no peito, tentando se enganar. L¨¦o colocou as m?os no peito e disse com a voz entrecortada: "Agh, voc¨º ¨¦... muito pesado." "Eu n?o sou pesado, voc¨º que ¨¦ fraco demais." Zoe estendeu a m?o para L¨¦o. Ele segurou a m?o dela e se declarou. "Mas obrigada por ter me segurado. Voc¨º se machucou?" "N?o se preocupe. Vamos indo?" "Vamos." Eles caminharam pela floresta por alguns minutos at¨¦ encontrarem um local com algumas flores. Uma pequena parte delas foi destru¨ªda, e L¨¦o comentou enquanto afirmava: "Parece que a chuva da noite passada arrancou e destruiu algumas." Ele pegou uma carta azul e entregou para Zoe. "Toma, eu uso isso." Zoe pegou uma flor, analisando-a. "Por que eu deveria usar isso?" "¨¦ para dar mais coragem para voc¨º." Ele pegou uma flor de volta e prendeu a l¨ªrio azul entre os cabelos de Zoe. "Assim como essa tempestade foi uma grande e cont¨ªnua de p¨¦, voc¨º tamb¨¦m vai ter que ser resiliente e forte, como essa flor." Zoe se surpreendeu com a situa??o. "Mas... as flores s?o fr¨¢geis. N?o sei se elas s?o um bom exemplo de for?a, haha." Algumas abelhas surgiram, indo at¨¦ algumas flores que ainda estavam de p¨¦, pegando o p¨®len e voltando para a colmeia. Os irm?os acompanharam andando por mais tempo. Zoe deu uma noz para um esquilo, e L¨¦o tentou fazer o mesmo, mas foi perseguido porque pegou a noz do esconderijo deles, e eles n?o ficaram nem um pouco contentes. Eles passaram um bom tempo juntos, explorando os arredores da casa, e o tempo passou sem que percebessem. Zoe estava andando, carregando algumas ma??s. L¨¦o carregou um cacho de bananas e disse: "Ser¨¢ que faz mal se alimentar de frutas o dia inteiro?" Zoe mordeu uma das ma??s e engoliu. "Acho que n?o. O papai sempre dizia que a fruta fazia bem para a sa¨²de." Zoe notou que j¨¢ estava entardecendo e disse: "Daqui um pouco o tio Roger vai voltar. Acho bom voc¨º ir logo fazer o seu trabalho e limpar a casa." L¨¦o fez uma fei??o de t¨¦dio, mas entendeu que n?o poderia ficar enrolando para sempre. "T¨¢ bom, vamos voltar ent?o." Eles caminharam na dire??o da casa. De certa forma, o cora??o de ambos ficou mais calmo com o tempo que passaram juntos. Zoe tocou levemente na flor que ainda estava presa em seus cabelos e deu um sorriso contente, sabendo que tinha mais uma lembran?a que nunca quis esquecer.