《Bella a Eternum: As eternas Guerras de outro mundo [Portuguese, Português, pt-br]》 Um conto ¡°Estamos marchando h¨¢ dias, tantos dias que n?o consigo mais suportar; desde quando come?amos a lutar pelas terras do norte, n?o tivemos um ¨²nico dia de pausa. Ataque atr¨¢s de ataque se sucedeu, e os habitantes da terra onde o sol se p?e, tentam nos aniquilar.¡± ¡°Ap¨®s tantas lutas minha m?o est¨¢ tr¨ºmula de cansa?o... n?o consigo mais sequer levantar minha espada. N?o sei se vou poder escrever novamente e nem se essa carta ser¨¢ entregue a meu filho, ent?o a deixo para quem a encontrar.¡± ¡°N?o siga meu caminho como soldado... Lute! Por tudo aquilo que precisar... por tudo aquilo que quiser! N?o se ajoelhe perante os nobres e nem mesmo o rei te far¨¢ se ajoelhar.¡± ¡°Seja forte, crie seu pr¨®prio reino! Eu confio a ti, meu sonho... o sonho que perderei lutando, contra todos aqueles em quem uma vez confiei.¡± A mensagem encontrada ap¨®s uma batalha feroz dos maiores Imp¨¦rios Centrais, Setentrionais e Orientais. Foi descoberta na armadura de um mercen¨¢rio entre o corpo de v¨¢rios escravos num planalto, por um soldado raso. Depois desse achado, alguns anos mais tarde esse mesmo soldado se tornou o rei da metade oriental, L¨²cio Baeta era seu nome, coroado o 5? Imperador Oriental, suas conquistas foram cravadas na mem¨®ria de todos, ao custo de dez milh?es de almas, dessas; inimigos, inocentes e aliados, esses n¨²meros sempre ser?o tratados como um fardo por sua alma, pesando em sua consci¨ºncia, consumindo sua sanidade... esse ¨¦ o pre?o que os conquistadores pagam. Ap¨®s a ¨²ltima grande batalha e a queda das fronteiras do Imp¨¦rio Oriental, o ambiente era pesado, corpos espalhados por todos os lados junto a uma neblina densa e o vento carregado com o cheiro ardente de sangue, em meio a tudo isso havia um homem, com uma respira??o que se destacou entre o barulho das folhas.Support creative writers by reading their stories on Royal Road, not stolen versions. A noite g¨¦lida que caiu sobre, trouxe consigo o brilho das duas luas penetrando a densa neblina e gradualmente mostrando o que n?o era antes vis¨ªvel. No pouco metal que restara no corpo, o s¨ªmbolo de uma cruz refletiu em sua armadura e elmo ensanguentados e em seus olhos, uma linda vis?o do c¨¦u estrelado se espelhou. ¡ª Ent?o ¨¦ assim... ¡ª Tossiu o homem que n?o conseguiu se mover com o peso da armadura junto aos v¨¢rios corpos o prendendo ao ch?o. Corpos esses que continham os bras?es das grandes na??es aliadas que uma vez j¨¢ foram almejados por todos e agora estavam ensanguentados e enterrados entre a dor e a mis¨¦ria. Acabado e com a respira??o pressionando o peito, falou com a voz rouca ¡ª Me desculpe por n?o cumprir nossa promessa. Entre o som do vento e o farfalhar das ¨¢rvores, sua pulsa??o come?ou a baixar, enquanto admirava o infinito. Esse homem lacrimejou enquanto perdia o brilho de seus olhos com seu corpo congelando lentamente no frio, at¨¦ que sua ¨ªnfima centelha de vida se apagou junto a sua ¨²ltima palavra. ¡ª Bella. Perante o som das gotas de sangue ainda pingando da armadura. Entre a fissura do elmo amassado e negro uma ¨²nica coisa ainda se destacou dentre aquela escurid?o. Os olhos daquele homem, espelhando o deslumbrante c¨¦u estrelado, iluminando sua ¨ªris at¨¦ a escurid?o de sua pupila. Naquele cen¨¢rio, ap¨®s uma dura derrota contra os invasores de sua terra, estava o corpo de Baeta, O ¨²ltimo Imperador do Oriente, levando consigo n?o s¨® suas conquistas como as dez milh?es de almas que pesavam em suas costas. Bella a Eternum. Cap铆tulo 1: Um lugar diferente. Um lugar diferente. Em um ambiente parcialmente cinza, onde o dia s¨® era dia, porque os feixes de luz penetravam a neblina, havia duas pessoas, paradas, nesse lugar carente de ¨¢rvores e arbustos. O terreno com sua colora??o branca era empurrado gradualmente pela fraca brisa, Min¨²sculos eram os flocos de neve entre a neblina estendida at¨¦ a montanha mais pr¨®xima. Ali se encontrava um garoto de pele clara com seus castanhos e curtos fios de cabelo balan?ando. Est¨¢tico os olhos claros como o sol, refletiam a pequena e p¨¢lida figura em sua frente, uma garota com um longo cabelo branco como a flor de jasmim, olhos de ¨ªris vermelhas e gravuras acinzentadas que se espalhavam entre a escurid?o da branca e dilatada pupila. Os dois permaneciam em sil¨ºncio e assim ficaram por um longo tempo enquanto as nuvens g¨¦lidas iam passando, at¨¦ que um deles veio a si. Um pouco desnorteado, desemba?ou a vista borrada e olhou ao redor o menino de cabelos castanhos. ¡ª Mas que porra ¨¦ essa? O que aconteceu comigo? ¡ª questionou p¨¢vido. A d¨²vida foi motivo para uma pequena risada acompanhada de um sorriso que transpareceu no rosto da garota, o que o assustou. ¡ª Quem ¨¦ voc¨º? ¡ª Deu um passo para tr¨¢s. ¡ª Espere! N?o tenha medo. ¡ª A garota se aproximou para o acalmar. ¡ª Como n?o ter medo? Me explique o que est¨¢ acontecendo! ¡ª Gritou as d¨²vidas que tinha naquele momento n?o o permitiram pensar sobre a pr¨®pria situa??o. ¡ª Eu explico! Se acalme! ¡ª Como eu me acalmo com voc¨º gritando comigo!? ¡ª E eu que sei!? Voc¨º tamb¨¦m est¨¢ gritando comigo! ¡ª Ap¨®s esse ¨²ltimo grito, desferido por ela, os dois respiraram por um minuto. Usaram o tempo restante, ap¨®s recuperarem o f?lego, para conversarem melhor. ¡ª Bem, agora que voc¨º se acalmou, deixe-me te explicar sobre onde voc¨º est¨¢. ¡ª Tossiu e se concertou ¡ª Voc¨º est¨¢ em Loriun, uma passagem para as Almas que n?o tiveram uma morte pac¨ªfica. ¡ª Como assim!? ¡ª Al¨¦m de n?o entender, suas d¨²vidas s¨® aumentaram sem sequer dar tempo para que as primeiras fossem respondidas. Isso fez com que a garota novamente gritasse, desta vez estirando os bra?os, com os punhos cerrados, irritada com aquela situa??o, logo ent?o se desculpou, abaixou a cabe?a e prestou a aten??o. ¡ª Agora, sem interrup??es¡­ o local onde est¨¢, se chama Loriun e voc¨º pode at¨¦ n?o acreditar, mas... ¡ª Inclinou o rosto um pouco ¨¤ direita e curvou o corpo, completando logo em seguida ¡ª Voc¨º est¨¢ morto. Ela pode at¨¦ n?o ter tido a pior das inten??es quando falou, mas suas palavras mesmo assim sa¨ªram acompanhadas de um sarcasmo que tamb¨¦m carregava no sorriso. ¡ª O qu¨º!? ¡ª O garoto ouviu, por¨¦m, n?o acreditou e se enervou ¡ª Isso n?o deve estar acontecendo, eu? Morto!? At¨¦ agora a pouco, eu estava voltando do col¨¦g- ¡ª At?nito, sua mente se perdeu em pensamentos, t?o quantos poderia digerir. Unauthorized use of content: if you find this story on Amazon, report the violation. Em um estado profundo de discorrimentos, come?ou a lembrar o que lhe havia acontecido antes dali e se assustou com tudo aquilo. ¡ª N?o pode ser, isso n?o pode ter acontecido! ¡ª Gritou ao ser visitado pelas mem¨®rias que em repentinos lapsus, responderam sua nega??o e tudo se tornou claro. ¡ª Vai passando devagar... ¡ª Com uma voz intimidadora ao mostr¨¢-lo uma arma de fogo em sua cintura, um homem calvo com desenhos de corpos celestes em sua cabe?a e roupas curtas feitas de um tecido fino, amea?ou o garoto. Calado e sem dizer uma ¨²nica palavra, o jovem retirou uma ferramenta do bolso, no rosto demonstrava o medo que sentia, lentamente estendeu o bra?o e entregou ao criminoso o seu aparelho. Por um curto per¨ªodo, ap¨®s ter lhe entregue seu bem, pensava estar a salvo do perigo, um sentimento af¨¢vel tomou conta de si, por¨¦m o pior aconteceu. Numa r¨¢pida sacada de arma, o bandido atirou tr¨ºs vezes, atingindo o e correndo logo em seguida. Seus olhos se encheram de l¨¢grimas, a dor de seu t¨®rax perfurado era intensa e o contra¨ªa, fazendo-o agonizar. O toque com o ch?o s¨® piorou a tortura que gradualmente o afetou, perdendo a consci¨ºncia entre seus murm¨²rios de amargura que s¨® alcan?avam o duro asfalto, mesmo em gritos de sofrimento, ningu¨¦m veio em seu socorro. ¡ª Pobre infeliz. ¡ª No escuro, uma figura com um manto negro esfarrapado apareceu, portando uma foice maior que a pr¨®pria e com a face coberta, falou, colocando sua m?o esquel¨¦tica no rosto dele ¡ª A voc¨º, mal-querido desse mundo, desejo em seu p¨®s-vida, o fim que n?o conseguistes em vida. ¡ª levantou-se e colocou a foice, no pesco?o do coitado em prantos. Os olhos cheios de l¨¢grimas se ofuscaram, ao passo que a vida em seu corpo se esvaiu, estirado em meio ao frio asfalto de uma noite chuvosa, teve a vida ceifada. Ap¨®s aquela ¨²ltima l¨¢grima cair, o ceifador desapareceu na escurid?o e levou consigo a alma do garoto, a tirando do mundo ao qual nunca retornaria¡­ Caiu de joelhos quando relembrou o que lhe havia acontecido naquele dia. ¡ª N?o pode ser! Minha vida foi tomada assim!? ¡ª falou com a voz rouca, seus olhos perderam o brilho e o rosto ficou p¨¢lido, despencando em ang¨²stia ao sentir na espinha o frio daquela noite. ¡ª Meus pais, irm?os, amigos, tudo¡­ ¡ª Um enorme vazio encobriu seu peito, apertado com for?a por sua m?o, tentando segurar a dor qual nunca havia sentido. ¡ª N?o, n?o pode ser verdade! Isso n?o pode estar acontecen- ¡ª Os olhos n?o o deixavam negar e lentamente abaixou o rosto em lamento. ¡ª Ei... me diga que isso ¨¦ ment- ¡ª Interrompido novamente pelo pr¨®prio choro, abalado, n?o conseguiu reagir a todas as emo??es e sentimentos intensificados. O m¨¢ximo que p?de fazer foi continuar despejando atrav¨¦s de suas lagrimas, as mem¨®rias felizes e tristes que eram lembradas a cada instante. O sil¨ºncio impercept¨ªvel de seu choro desapareceu quando o clima acinzentado se escureceu, a leve brisa g¨¦lida se tornou uma ventania e o ambiente ao redor do pobre infeliz mudou. A garota, olhou para as nuvens que do alto circundavam o local onde estavam, notou uma grande espiral com o centro direcionado ao garoto em sua presen?a, devagar se aproximou, j¨¢ n?o mantendo um sorriso no rosto, a distancia de um passo se agachou e colocou a m?o direita em seu ombro e a outra nos cabelos. Ao percebeu o tocar daquelas delicadas e macias m?os, seu choro se amenizou e virou lentamente o rosto, olhando-lhe, sentiu em sua express?o, pena. ¡ª Eu sinto muito, n?o posso dar a resposta que voc¨º quer, s¨® posso esperar que aguente essa dor. ¡ª disse em palavras que logo foram envolvidas por um gentil e repentino abra?o. Em prantos, n?o conseguiu se expressar e somente a ouviu, sentiu o calor daquele abra?o, apartando o frio que vinha de sua Alma. ¡ª Mas n?o se preocupe, esse n?o ¨¦ o fim, me perdoe por lhe dar uma resposta t?o insens¨ªvel, ¨¦ que tem tempo que n?o converso com ningu¨¦m, esse lugar vive vazio, ent?o acredito que perdi a sensibilidade¡­ me desculpe. ¡ª Em palavras francas, enquanto acariciava seu cabelo, amenizou um pouco da tristeza que ele sentia. ¡ª Eu s¨® queria que tudo isso fosse, um sonho... n?o queria qu- que terminasse assim¡­ m?e¡­ pai¡­¡ª falou o garoto que com a m?o pressionava ainda mais o peito, tentando suportar a dor que sentia. ¡ª Entendo. Desse momento em diante, s¨® se ouviu o pobre infeliz em suas lamenta??es, despejando os arrependimentos que n?o pode consertar em vida, os momentos que perdeu, as dores e sentimentos que tinha no presente. Cap铆tulo 2: Uma histè´¸ria mal contada. Uma hist¨®ria mal contada O tempo passou, as l¨¢grimas cessaram, os ventos se acalmaram e a neblina quase que totalmente se dispersou, demonstrando assim o local onde estavam; Um grande vale cercado por enormes montanhas com poucas ¨¢rvores e arbustos entre as dunas de neve, ali n?o havia um ¨²nico ser vivo al¨¦m deles dois. A garota parou de acarici¨¢-lo e desceu a m?o at¨¦ seu ombro ¡ª Entendo ser dif¨ªcil engolir tudo isso, mas se anime! ¡ª retirou as m?os do ombro ¡ª Esse n?o ¨¦ o real fim da sua vida! Com o rosto inchado e os olhos um pouco avermelhados, ficou em d¨²vida sobre o que foi alegado. ¡ª Voc¨º deve ter algumas d¨²vidas, certo? ¡ª Ela riu sem jeito, sentiu-se desconfort¨¢vel com o clima. ¡ª Todos que j¨¢ passaram por aqui tamb¨¦m fizeram as mesmas perguntas, por¨¦m as rea??es que tiveram foram bem diferentes, tipo, beem diferentes mesmo¡­ ¡ª Com alguns trejeitos ao alongar a conversa em rela??o a situa??es passadas, tentou anim¨¢-lo e levou adiante a justificativa galhofeiramente. ¡ª Mas de qualquer jeito, devido ¨¤s essas perguntas que tenho um dever, E esse ¨¦ o meu trabalho! Guiar voc¨ºs que morreram!!! ¡ª Gesticulou em um ar de enobrecimento, juntou as m?os e apontou os dedos indicadores para ele ¡ª No caso, voc¨º! ¡ª Guiar? Eu? ¡ª Sim, Guiar! Hehe, eu¡­ sou uma guia! ¡ª Animou-se e apontou para o pr¨®prio rosto. Alguns segundos ap¨®s realizar aquela sorridente express?o. Levantou-se bateu e esfregou as m?os das coxas para baixo, retirou um pouco da neve presa no corpo e se afastou um pouco, junto a um pequeno rodopio, voltou o corpo a dire??o do garoto, olhou em seus olhos e seguiu com a explica??o. ¡ª Meu prop¨®sito como guia ¨¦ o de orientar todos os que foram mortos de uma maneira n?o pac¨ªfica, aqueles que n?o conseguiram encontrar a paz pelo fim de seus tempos! uma morte natural, compreende? De certa forma havia entendido, por¨¦m ficou pensativo e ainda estava abalado, se recuperando de seu curto choque de realidade, por isso manteve-se em sil¨ºncio. ¡ª Ent?o... eu os guio pelos Caminhos Divinos! ¡ª Desconfort¨¢vel, conteve o acanho e prosseguiu animadamente. ¡ª Os Incont¨¢veis caminhos que nos foram dados pelos incr¨ªveis seres celestiais, tanto para voc¨ºs terr¨¢queos, quanto para as outras infinitas ra?as poderem viver nesse Outro Mundo! ¡ª Com um olho meio aberto e com a sobrancelha erguida, apontou com o dedo indicador para cima. ¡ª Na verdade, s?o somente algumas op??es de como seguir o seu p¨®s vida, mas eu tenho que apresentar dessa forma, ent?o... ¡ª encolheu o rosto e arqueou as sobrancelhas. A explica??o aos poucos adentrou a mente, por¨¦m notou haver algo estranho que ia em dire??o oposta a suas cren?as religiosas. ¡ª Calma l¨¢, outro mundo? era para existir outro mundo al¨¦m do meu? n?o era para existir um Para¨ªso? C¨¦u? vida eterna? ¡ª Ergueu a sobrancelha e com os olhos abertos, ficou em descren?a e inclinou o rosto. ¡ª Seu? Para¨ªso? Est¨¢ erroneamente enganado humano, seu mundo ¨¦ s¨® uma bola de terra entre muitas. ¡ª Oxe!? Como assim? n?o estou entendendo! ent?o realmente existe outro mundo? ¡ª levantou os ombros e desviou repentinamente o olhar. ¡ª Sim, t?o incr¨ªvel que voc¨º sequer conseguiria imaginar e a ¡°terra¡± nessa compara??o, n?o passa de um amontoado¡­ de terra. ¡ª Completou com um tom ir?nico e um forte ar de desd¨¦m. O garoto desistiu de seus questionamentos e aparentou n?o crer no que ouviu, mas assimilou tudo e se manteve calado ap¨®s a resposta. ¡ª Continuando. ¡ª O ch?o come?ou a tremer e a neve em seis locais numa horizontal linha reta atr¨¢s da garota, come?ou a se erguer, rapidamente ca¨ªram os amontoados de branco, dando espa?o a meio arcos em pedra, seis marcos cinzas, tr¨ºs de cada lado com um grande v?o no meio em que se encontravam, ali se formaram, nenhum deles contendo uma porta. ¡ª Mas que porra ¨¦ essa!? ¡ª gritou apontando para as portas e inconscientemente se rastejou para tr¨¢s. ¡ª Calma! calma, aqueles s?o os caminhos. ¡ª Chocada com a rea??o, quase se viu perdendo o foco, mas conseguiu retomar ap¨®s alguns segundos que o garoto trepidante, entrou em sil¨ºncio novamente. ¡ª Bom, para ir para esse mundo, se tem que passar pelo crivo de alguns dos seres divinos que o regem, por motivos que n?o posso explicar, os deuses criaram caminhos que indiretamente interligam sua alma a eles. ¡ª Os deuses s?o bem complacentes com seus servos, n?o t?o bem quanto deveriam, mas s?o. ¡ª Pausou por um segundo e mostrou uma express?o de ¡°fazer o que?¡± ¡ª Bom. ¡ª Tossiu ¡ª Um dos caminhos oferecidos por eles ¨¦ se tornar um servo da escurid?o. ¡ª Quando completou a fala, o marco a sua esquerda come?ou a brilhar. Part¨ªculas violeta emanaram das bordas da estrutura, um som estridente veio ¨¤ tona. A fagulha de igni??o de uma iminente explos?o se alastrou em uma espiral no centro e se criou com o ¡°Boom¡± acompanhado do circular das part¨ªculas sobre o centro do marco, um portal. ¡ª Caaaaraaaaacaaaaa! ¡ª perplexo com o que acabava de presenciar, n?o teve tempo de raciocinar sobre a d¨²vida que aparecer¨¢ em sua mente, por¨¦m n?o foi em rela??o ao portal. ¡ª Voc¨º ir¨¢ vagar entre as trevas, poderes inimagin¨¢veis estar?o a seu alcance e n?o precisar¨¢ carregar consigo sua apar¨ºncia e emo??es, se tornar¨¢ um imortal que nunca ir¨¢ regressar a o vazio, a menos que tente se aproximar da luz. Ela o contou sobre os diversos caminhos pelos quais poderia rumar, por¨¦m algo era inerente a ele quanto mais ela explicava, como dizia um velho ditado ¡°Quem quer rir, tem que fazer rir¡±. Todos os caminhos eram maravilhosos de uma primeira vista, mas por tr¨¢s das doces oferendas dos deuses, haviam armadilhas escusas; As oportunidades, quais foram lhe apresentadas por aquela Guia, acompanhavam uma enorme incapacidade de se opor ¨¤queles que a alma, o querem. Desde a vida nobre de um Sacerdote, entre fartos banquetes da alta sociedade, mas fadado a uma vida de trai??o e desgosto, at¨¦ a de um Guerreiro, repleto de gl¨®rias e belas mulheres, mas destinado a lutar pela eternidade. O rapaz desfrutaria dessas benesses ¡°eternas¡±, desde que uma pe?a de sua alma fosse cedida, sua liberdade. Assim continuou at¨¦ que chegou no sexto caminho onde part¨ªculas alaranjadas emanaram. ¡ª O sexto caminho ¨¦ ser um servo da luz. Sobre o julgo da ¨²nica deusa da luz, viver¨¢ em reclus?o enquanto combate a escurid?o do mundo, ter¨¢ que demonstrar grande fidelidade e passar¨¢ por uma prova??o de sua eterna submiss?o!!! Por qual desses voc¨º gostaria de trilhar? O garoto se assustou com o que o foi apresentado e repensou seus conceitos. Era tudo t?o fant¨¢stico e deslumbrante, mas ao mesmo tempo estranho e amedrontador. Nenhuma das possibilidades mostrava uma vida realmente feliz, todos pediam o controle de seu corpo, quando n?o de suas mem¨®rias, sentimentos ou emo??es, tudo girava em torno de ceder o controle do pr¨®prio destino, o controle de sua vida. ¡ª Foda... ¡ª Pensamentos perturbadores passaram pela cabe?a dele, afinal estava mais atento ¨¤s entrelinhas do que as ofertas sem si, o que o fez ficar com uma pulga atras da orelha, pois quando olhou com calma e pensativo para os portais, reparou ter uma porta ao lado do terceiro marco, bem no meio deles, o que se sucedeu em uma pergunta. ¡ª E aquela porta ali? Servo de quem eu sou se escolher ir por ali? ¡ª perguntou ao apontar o dedo para a r¨²stica porta que emanava part¨ªculas, entre as arestas e lascas na escura madeira desgastada. ¡ª ¨¦... ¡ª A garota n?o soube o que responder, tr¨ºmula, ficou em d¨²vida sobre a origem daquela porta e muito menos sobre servo de quem ele seria ao adentr¨¢-la. ¡ª Essa porta!!? ¨¦- ¨¦- ¨¦ por onde eu cheguei! ¡ª falou repentinamente. ¡ª A¨¦... ¡ª semi fechou os olhos e arqueou uma sobrancelha. ¡ª Eu posso entrar ali ent?o? ¡ª perguntou sorrateiramente. ¡ª N?o! ¨¦... quero dizer, na- n?o pode, porque... aquele lugar n?o tem Oxig¨ºnio! Ent?- o voc¨º n?o conseguiria respirar l¨¢! Sim, sim, sem ar! sem respira??o! ¡ª Oh... entendo. A desculpa que desastrosamente inventou de ¨²ltima hora, pelo visto havia colado, pois o viu desviar o olhar cabisbaixo para os portais e n?o a questionou mais. Tossiu. ¡ª Ent?o¡­ Voc¨º est¨¢ indo para um mundo totalmente novo, uma realidade totalmente diferente daquilo que conheces, ¨¦ necess¨¢rio para sobreviver em tal terra hostil, ter a prote??o de um dos deuses. Surpreso e ao mesmo tempo desanimado com tudo ao qual estava sendo apresentado al¨¦m de pensativo com a pr¨®pria morte, tudo que ouviu at¨¦ aquele momento tornou-se dif¨ªcil de digerir. ¡ª Tenho tempo pra escolher qual caminho eu vou? N?o tem limite de tempo n?o, n¨¦? ¡ª perguntou. ¡ª Claro que n?o! Leve o tempo que quiser, estou aqui somente para te guiar, a escolha sobre para onde ir, quem faz ¨¦ voc¨º! Demore o tempo que quiser. ¡ª Respondeu sorridente e se afastou, o deixando sozinho pensando. ¡ª Se eu quiser ir para esse mundo eu preciso passar por esses caminhos¡­ se eu escolher a terceira porta vou perder meu... e como assim tenho que escolher esses portais pra reencarnar no outro mundo? Reencarnar em outro mundo, outro mundo¡­ seria um? N?aao! n?o pode ser que eu estou em uma situa??o clich¨º dessas! Ou pode? ¡ª Mas espera, ent?o eu vou pra outro mundo mesmo!? Bem... de que adianta uma segunda chance? receber uma not¨ªcia feliz, logo depois de uma p¨¦ssima!? porra, queria voltar pra casa, nunca mais vou ver meus pais¡­ Parou por alguns minutos e lamentou a morte, tanto momentos tristes quanto animadores eram despejados em suas l¨¢stimas o que n?o ficou recluso somente a si, pois entre solu?os e sussurros, a mocinha ali ao lado observava o retrair de seu semblante, para uma externa depress?o. ¡ª Oi¡­ est¨¢ tudo bem? ¡ª perguntou inquieta, pensando que o menino n?o havia entendido o que acabou de explicar. ¡ª Eei! Est¨¢ me ouvindo!? ¡ª indagou, balan?ando a m?o em frente a seu rosto. ¡ª O- oi! Me desculpe, acabei¡­ viajando um pouco¡­ ¡ª Envergonhado com a falta de aten??o, voltou a si com um sorriso constrangido. ¡ª O que voc¨º estava dizendo?! ¡ª perguntou co?ando a nuca, ainda estava duvidoso sobre sua atual situa??o. Com um sorriso meigo no rosto, ela o perguntou ¡ª Voc¨º est¨¢ confuso, n?o ¨¦? Sabe, primeiro fale seu nome, n?o acho legal continuarmos sem nos conhecermos, n?o ¨¦? Esse of¨ªcio de ¡°mensageiro da morte¡± tamb¨¦m ¨¦ dif¨ªcil para mim, hehe! ¡ª Claro! Me chamo Miguel, e voc¨º? Como se chama?¡ª perguntou ao passo que estendeu a m?o para ela.Enjoying this book? Seek out the original to ensure the author gets credit. ¡ª ¨¦ um prazer te conhecer Miguel! Eu me chamo Isabella. ¡ª se aproximou e apertou a m?o dele. Rapidamente aquele sorriso meigo, deu espa?o a uma risada alegre e Isabella puxou Miguel o deixando em p¨¦. O pequeno que acabara de levantar ap¨®s uma crise sentimental e emocional, sentiu-se tonto em um primeiro momento e cambaleou um pouco antes de firmar-se com os p¨¦s no ch?o. ¡ª O prazer ¨¦ todo meu Isabella, ent?o¡­ o que exatamente ¨¦ esse outro mundo? A falta de informa??o sobre pra onde eu vou, est¨¢ me enchendo de d¨²vidas. ¡ª Complementou colocando uma m?o no cabelo com um dos olhos fechados. ¡ª Bom, isso seria explicado pelos deuses do caminho... mas como voc¨º perguntou, vou ter que lhe explicar. ¡ª Isabella com o virar de seus olhos para o lado e o inclinar da cabe?a, demonstrou n?o se sentir bem em explicar, sua face foi tomada por um olhar de preocupa??o, por¨¦m, o fez. ¡ª Esse mundo ¨¦ algo diferente de sua realidade. Esse ¨¦ o mundo que s¨® os bravos e corajosos cruzaram, um exemplo; voc¨º nunca deve ter visto pessoalmente os animais que na terra s?o tachados como m¨ªticos e inexistentes. Refiro-me a Drag?es, Feras Humanas ou at¨¦ mesmo Almas penadas que andam sem rumo pela desola??o, os vagantes? Com um aceno, respondeu. ¡ª Ent?o, nesse mundo elas existem, n?o somente elas, como tamb¨¦m v¨¢rios mitos diferentes e inacredit¨¢veis de se ver e tocar, para algu¨¦m que vem do seu mundo. Os olhos de Miguel brilharam, demonstraram certa surpresa com qu?o admir¨¢vel seria esse, se fosse realmente assim. ¡ª A mana, um poder natural que flui sobre sua superf¨ªcie, faz com que acontecimentos indescrit¨ªveis estejam presentes por todos os lugares, desastres e cat¨¢strofes sobrenaturais s?o paradas com um estalar de dedos, grandes plan¨ªcies de j¨®ias, ouro e pratas que parecem terem sido feitas, est?o por todas as partes, Leis quais seus iguais dizem ser imut¨¢veis, podem ser alteradas. A cada palavra que ouviu, mais interessado ficou no que lhe foi apresentado. ¡ª Tamb¨¦m a jazidas inesgot¨¢veis de tudo que se pode imaginar. Alguns viajantes que por aqui passaram batizaram ¨° com o nome de Ib¨¦ria, esse nome foi trazido por pessoas de lugares distintos, ali¨¢s nunca vi pessoas t?o fascinada em misticismo. ¡ª Enfim, o nome acabou pegando e muitos l¨¢ o usam, esse ¨¦ o mundo para o qual voc¨º est¨¢ indo, Ib¨¦ria ¡ª Ao levantar o dedo enquanto franzia as sobrancelhas, refor?ou e apontou para Miguel que ficou t?o perplexo com tudo aquilo que n?o sabia como ou o que responder. O que lhe fora falado era igual uma fantasia, um sonho ou pesadelo se olhar de forma mais realista. Por¨¦m, essa alegria de pobre durou pouco, seu cora??o continuou a amargar com um sentimento dif¨ªcil de engolir, Saudades. ¡ª Se anime Miguel, se anime! ¡ª Gritou em pensamento e dando alguns tapas no rosto, tentou se animar. ¡ª Bom, eu n?o posso voltar, se estou indo para outro mundo, preciso de uma garantia... ¡ª Se agachou. ¡ª Nah¡­ isso n?o vai d¨¢ certo, os caminhos por si s¨® n?o s?o bons, mas ¨¦ imposs¨ªvel deixarem isso passar¡­ mas fica ainda mais estranho com cada um pedindo algo espec¨ªfico mas mesmo a imortalidade do caminho das sombras ¨¦ in¨²til contra um f¨®sforo¡­ tem parada errada a¨ª merm?o. ¡ª Olhou para o ch?o com a m?o no queixo e seriamente refletiu sobre isso, mas uma reviravolta se deu e criou coragem, se decidiu em seguir por um dos caminhos. ¡ª Por favor, que eu esteja certo! ¡ª Cruzou os dedos e logo falou ¡ª Certo, entendi o que ¨¦ esse mundo e agora faz todo sentido a exist¨ºncia dos caminhos, mas... tem como me falar uns neg¨®cios? ¡ª perguntou com a cabe?a baixa. ¡ª Claro! ¡ª Isabella respondeu sorridente. ¡ª Ent?o, eu ganho algo a mais caso escolha algum dos caminhos? N?o ¨¦ por ganancia nem nada do tipo, estou perguntando s¨® porque as explica??es s?o vagas, me diz que eu sou imortal, mas como imortal? se eu posso morrer se acenderem um f¨®sforo perto de mim. Ela o olhou com d¨²vida ap¨®s aquela afirma??o. ¡ª ¨¦... n?o entenda errado, estou falando de uma ajuda, algo que me permita se defender, sabe? Uma espada Inquebr¨¢vel, uma jarra de ¨¢gua infinita, uma roupa n?o suscet¨ªvel a cortes e perfura??es, uma sombrinha¡­? ¡ª perguntou contra¨ªdo e balan?ando as m?os, envergonhado por tal. ¡ª Um? Tinha algo assim? Julgo que sim... mas n?o lembro direito, Se n?o me engano foi um tal de Salim que tinha me perguntado a mesma coisa, n?o foi? ¡ª Ela tentou se lembrar, assim franziu o rosto e cruzou os bra?os. ¡ª Diz que sim! Diz que sim! Sua mente rogava por isso, cruzou os dedos e fechou os olhos ao se levantar, pois aquela resposta decidiria seu futuro. ¡ª ¨¢! ¡ª Isabella bateu as m?os quando se lembrou ¡ª Como pude me esquecer disso!? Sim, Existe! ¡ª respondeu com o juntar das m?os, com um sorriso no rosto e o olho direito fechado. ¡ª Aeeeeee! Os pensamentos quase saltaram para fora e em sua mente, mesmo que tomada pelo sentimento de dor, estava muito animado. ¡ª Ufa! Que bom! ¡ª Se acalmou, deu um sorriso t¨ªmido. ¡ª Er¡­ bem, como posso lhe falar¡­ ¡ª Na vida n?o existe almo?o gr¨¢tis e Isabella teve que dar uma not¨ªcia que o faria ficar pensativo novamente, considerando se realmente n?o seria vantajoso virar um tatu. ¡ª Eu n?o ficaria t?o alegre sobre isso. ¡ª No momento em que ela se manifestou ao cruzar os dedos com os polegares para cima, Miguel, que estava dando alguns pulinhos de alegria junto ao macaco baterista em sua mente, com um sorriso estampado no rosto, teve suas express?es novamente congeladas e sentiu haver algo vindo pela frente. ¡ª N?o fique t?o cabisbaixo, ¨¦ que... isso ¨¦ algo que os deuses ordenaram, s¨® ser¨¢ dado a quem perguntar, ent?o n?o ¨¦ algo que eu possa falar, abertamente e ningu¨¦m nunca perguntou sobre a alguns anos j¨¢, ent?o tinha realmente me esquecido! Hehe¡­¡ª Constrangida, olhou para os lados co?ando a cabe?a e com um sorriso desajeitado de tanta vergonha, tentou o reanimar ao perceber tel¨® desanimado. ¡ª Digo ¨¦ por qu¨º a todos aqueles que cobi?am algo a mais do que os deuses oferecem, ser¨¢ concedido um desejo aleatoriamente, n?o se sabe ao certo o que voc¨º ir¨¢ ganhar, voc¨º simplesmente vai ganhar algo. ¡ª Miseravelmente procurou amenizar a situa??o instaurada pela pr¨®pria falta de senso, por¨¦m falhou logo que completou ¡ª Eu tento n?o lembrar disso, pois j¨¢ vi muitas pessoas que tiveram o azar de n?o serem nem um pouco ajudadas, poucos dos muitos que vem de sua terra, fizeram essa pergunta e tudo o que restou para aqueles que foram para Ib¨¦ria ap¨®s isso, ¨¦ carregar consigo uma maldi??o e inevitavelmente andar lado a lado da morte. ¡ª ¡­ ¡ª Miguel colocou a m?o direita sobre o rosto e abaixou a cabe?a, virou para o lado com o susto que tomou. Isabella observou a rea??o e tentou se aproximar para desfazer o que foi feito, por¨¦m, o garoto n?o conseguiu digerir mais aquilo que acabar¨¢ de ouvir, ent?o para poder raciocinar um pouco sobre a enrascada que estava preste a entrar, ergueu a outra m?o na dire??o dela com a palma aberta. ¡ª Pare! N?o se preocupe, entendo que se tem problemas nisso, s¨® me deixa pensar um pouquinho, posso acabar sendo morto se escolher o caminho errado agora, n?o quero escolher algo s¨® para passar por problemas. ¡ª Falou aflito, com um grande pesar em sua voz, olhou para o ch?o e colocou as m?os na cabe?a, refletiu sobre todas as op??es que lhe foram dadas podendo as inevitavelmente o matar. ¡ª ¨¦ uma decis?o dif¨ªcil, n?o irei te pressionar sobre isso, caso queira posso tirar outras d¨²vidas que tenha. ¡ª Cabisbaixa ap¨®s ouvi-lo, ficou ainda mais triste, mas quis o mostrar estar ali como um apoio. ¡ª N?o, n?o precisa, essa quantidade de explica??es j¨¢ ¨¦ o suficiente, se eu perguntar e tiver mais alguma ¡°puni??o¡± eu vou acabar ¨¦ ficando aqui mesmo, se der¡­ ¡ª Te desejo sabedoria em sua escolha. ¡ª Sem jeito entre o balan?ar do corpo com a cabe?a abaixada, desejou boa sorte, pois compreendeu ser uma decis?o muito dif¨ªcil de se tomar, moveu-se um pouco para tr¨¢s e deu-lhe um pouco mais de privacidade. ¡ª Obrigado. ¡ª Miguel sentou-se ap¨®s ouvir aquilo, cruzou as pernas e com as m?os nos joelhos analisou a pr¨®pria situa??o. No momento em que se aprofundou em seus pensamentos, se perguntou o que era mais vantajoso: ¡ª N?o vou ganhar muito como um servo desses caras, ent?o por que eu iria pra l¨¢?¡¯ ¡ª Mas, tamb¨¦m n?o quero jogar tudo pra cima... se eu n?o escolher nada, o que ser¨¢ que acontece comigo? Que estranho. Eu queria ter vivido por mais tempo... ¡ª Acho que desejar morrer n?o foi uma boa ideia... ¡ª Demonstrou uma profunda tristeza ao terminar. ¡ª Porra! eu n?o consegui o que queria nem mesmo dando todo o meu suor! queria muito ter conseguido antes de morrer, ser¨¢ que eu fiz algo muito ruim pra n?o ter tido ou eu s¨® n?o merecia?¡¯¡ª pensou e pensou, tanto que acabou com o corpo esmorecido, a cada pergunta que se fazia, quanto mais se questionava, mais se desanimava. Mesmo tendo nas m?os uma oportunidade de realizar um sonho que nem mesmo os mais saudosistas e fan¨¢ticos conseguiram, duas coisas n?o o deixaram tomar essa decis?o que o tornaria um ¡°digno¡± protagonista de sua nova hist¨®ria, a raz?o e principalmente a solid?o. Por¨¦m, ainda que triste, n?o se abalou totalmente, bufou e bateu forte em seu peito e com alguns tapas no rosto, come?ou a reorganizar os pensamentos. ¡ª Bem, s¨® de pensar em viver num mundo de fantasia, qualquer um j¨¢ aceitaria na hora. Mas n?o posso vacilar, n?o quero me dar mal, o que vai ser de mim l¨¢? ¡ª Envolto em questionamentos, numa pequena bolha de seus racioc¨ªnios superficiais, chegou a demonstrar certa categoria de del¨ªrio, tendo algumas poucas conversas consigo mesmo e nisso, n?o muito longe uma voz estranha surgiu e desencadeou um clima pesado naquele lugar, uma ¨¢urea come?ou a se espalhar, uma voz borrada, a voz de um velho acompanhou um estado de paralisia dele. ¡ª Finalmente o achei. Isabella n?o havia escutado, mas pressentiu pelo clima que mais algu¨¦m estava ali, firmou o corpo em posi??o defensiva. ¡ª Voc¨º, O que pensa que est¨¢ fazendo? ¡ª A pergunta se propagou por todos os lados. Ao ouvir aquela voz que vinha de todas as dire??es, olhou para os lados, por¨¦m rapidamente essa impress?o passou ao ver que n?o havia mais ningu¨¦m ali al¨¦m dela e Miguel. ¡ª Devo estar delirando ¡ª ponderou aquele fen?meno e voltou a uma posi??o confort¨¢vel, observando os devaneios do garoto, at¨¦ que, o malfadado deslize a fez sofrer as consequ¨ºncias pela ponta de um negro solado bico largo de couro que levou em seu rosto. Jogada longe com o chute que recebeu, quicou em rodopios por mais alguns metros at¨¦ que caiu de vez sobre a neve. ¡ª Eu disse, o que pensa que est¨¢ fazendo!? Sua aberra??o! ¡ª A figura imponente se mostrou, trajado com um fino terno sem gravata, coberto por um sobretudo cinza grafite. Cabelos curtos e grisalhos de alto porte e corpo musculoso, olhos dourados e um longo bigode cobrindo a boca. ¡ª Mas qu- ¡ª Tentou se levantar desorientada, a vis?o ficou turva e as pernas falharam, o que n?o a permitiu se firmar em p¨¦ e logo em seguida levou outro golpe a tempo de n?o conseguir se equilibrar. O senhor que estava muito distante, olhando-a com significativa raiva no rosto, saltou em sua dire??o e junto a um movimento do corpo em uma pose de arremesso, desferiu em um angulo ascendente com o punho esquerdo cerrado no abd?men da garota. Um soco t?o forte que o vento entre eles se partiu, o impacto no corpo dela, gerou uma onda de propaga??o que afastou toda a neve ao redor deles. ¡ª Qu- ¡ª Isabella n?o teve tempo de rea??o, seu intestino sofreu gravemente o que a fez vomitar, algumas de suas costelas come?aram a rachar com o choque e seus olhos se reviraram em agonia enquanto para as alturas era enviada. ¡ª Q- Quem diabos? ¡ª Em constante agonia, ¨¤s escuras de sua vis?o turva, tentou loucamente reformular o que estava acontecendo ao tempo que o arco de sua trajet¨®ria come?ou a torcer para baixo. A aura que sentiu, a voz que ouviu, o horripilante aroma que exalava da energia circundando a figura. ¡ª Desgra?ado! ¡ª gritou a garota que se contorcendo em raiva, revirou o corpo com os dentes cerrados em dire??o a figura que n?o enxergava. ¡ª Como se atreve!? ¡ª Um par de asas prateadas apareceram em suas costas, pequenas, consistiam em duas asas grandes de cor prata brilhante acima e outras menores, cinzas e desbotadas. A impon¨ºncia delas, a fazia destoar do ambiente com os raios de luz que emitiam ¡ª A me atacar!? ¡ª Rapidamente sua trajet¨®ria parou e come?ou a pairar no ar, sua mente estava insegura, mas seu corpo clamava por um revide. O senhor observou a planar, uma ligeira surpresa adveio a mente e d¨²vidas surgiram ao olhar para aquelas pequenas asas reluzentes, a aura que delas emanava destoava da energia presente na figura a quem acompanhavam. ¡ª Diga-me, tu ¨¦s um ca¨ªdo? ¡ª Perguntou olhando para o mover descontrolado das duas energias que ela continha. ¡ª O que!? Ca- Ca¨ªdo!? Co-como!? O que est¨¢ falando seu Louco!? ¡ª indagou aos berros, a pergunta bagun?ou sua mente e a raiva ainda estava l¨¢, por¨¦m foi jogada de escanteio depois de balan?ar a cabe?a. ¡ª O que esse cara quer!? ¡ª RESPONDA-ME! ¡ª Uma forte e intensa aura tomou conta do local, a vis?o turva da garota se viu avermelhada por alguns segundos e a press?o a fez ficar tr¨ºmula e ligeiramente perder o equil¨ªbrio. ¡ª Na- N?o! ¡ª gritou. ¡ª Ent?o me diga, onde conseguistes essas asas? ¡ª Mas qu¨º!? ¡ª aquilo n?o fazia sentido. ¡ª Co- Conseguir? Como assim!? Eu nasci com elas!! ¡ª respondeu ao abrir os bra?os e m?os indignada, os nervos dela estavam a flor da pele, al¨¦m de perplexa, esse foi um questionamento que nunca pensou que ouviria em sua vida. ¡ª Ent?o voc¨º ¨¦ prole deles, mostre-me sua verdadeira face dem?nio! ¡ª gritou em f¨²ria, palavras acompanhadas de um peso do ar em toda aquela regi?o, a energia que emanava foi moldada de um branco quase invis¨ªvel, para uma onda circular dourada com um brilho ofuscante que fez os olhos da garota sangrarem. Um curto e r¨¢pido pensamento que se veio ¨¤ cabe?a dela, antes de a turva imagem dourada em sua frente, desaparece. ¡ª U- Um Anjo! Uma escurid?o em sua vis?o se formou e repentinamente seu redor se encandeceu, sangue come?ou a escorrer de seus l¨¢bios, sua pele queimava, seus ossos se despeda?aram e sua vis?o apagou ap¨®s ouvir as palavras daquele ser poderoso que enfrentava. ¡ª Morra. Cap铆tulo 3: Uma Trama Uma Trama Miguel estava est¨¢tico com os olhos voltados ao ch?o, sem piscar ou se mexer um cent¨ªmetro sequer, mesmo que acima dele estivesse acontecendo uma cena estranha e irreal. Isabella, com suas asas prateadas, recebia um poderoso golpe nas costas de um velho mafioso de barba cinza. Esse golpe desferido na lombar qual estilha?ou algumas costelas somente com a pulsa??o do ar que o acompanhou, n?o foi cem por cento efetivo, pois com a for?a de vontade em n?o ter sua exist¨ºncia apagada, a garota de cabelos brancos usou o impulso para girar-se e com part¨ªculas que formaram uma casca prateada, ricocheteou-se do punho fechado que estava prestes a toc¨¢-la. O abrupto impulso naquele escudo a jogou longe, fazendo com que ca¨ªsse a uma distancia consider¨¢vel, expelindo um l¨ªquido cinza de emaranhados com alguns restos que provavelmente eram comida. ¡ª Droga! ¡ª O velho agora se via com as roupas manchadas com aquele l¨ªquido. Pairou lentamente at¨¦ o ch?o e descartou no meio do processo o sobretudo preto manchando. Isabella estava acabada, seu olho esquerdo estava fechado e o direito, avermelhado, ficou semiaberto. Arfava sem parar com as pernas tr¨ºmulas e com suas for?as deixando seu corpo, se esfor?ando para manter-se s?. ¡ª Quem ¨¦ esse desgra?ado!? O que ele quer de mim!? Por que tem um anjo aqui!? ¡ª Encheu-se de d¨²vidas e n?o conseguiu manter o foco na figura ¨¤ sua frente, a qual j¨¢ n?o enxergava direito e que subitamente apareceu em sua frente. ¡ª Ma- Mas O- Qu¨º!? ¡ª De repente sua vis?o se escureceu e de frente aquela sufocante e poderosa energia extravagante apareceu. ¡ª Na- N?o! Eu vou morrer!? Na- n?o! ¡ª Isabella caiu em l¨¢grimas, suas for?as se foram e o escudo dourado entre eles se desfez com ela caindo de joelhos em seus p¨¦s, nada que fizesse ou tentasse, surtiria efeito, aquele era o fim. A pesada m?o esquerda daquele anjo que carregava grande poder agarrou o pesco?o dela e a suspendeu. ¡ª A- Argh! E- Eu na- n?o! Me de- desculpe, Me- Mestra ¡ª O corpo pesou como se na corda de uma forca estivesse amarrada, suas pequenas e fr¨¢geis m?os se debatiam puxando aqueles gigantes dedos com todas as for?as que tinha, mas nem sequer os fazia tremer. Ele n?o esperou as ¨²ltimas palavras, mas quando fechou mais a m?o, prestes a esmagar-lhe o pesco?o, foi surpreendido por um nome que saiu de sua boca. ¡ª Mi- Mirabelle. ¡ª Oque!? ¡ª Subitamente a for?a que colocava cessou e uma quest?o enorme apareceu ¡ª Como sabe esse nome!? ¡ª perguntou ao passo que abriu a m?o. Isabella, se viu livre antes de cair em inconsci¨ºncia. Seu nariz secretava uma gosma prateada, sua boca estava coberta com um l¨ªquido de mesma cor, os bra?os e pele estavam cortados e arranhados pela press?o da energia que a acertou e os olhos se encontravam fechados. ¡ª Responda!? ¡ª Em meio ao espanto, suas a??es ficaram deturpadas, mas logo a vis?o bagun?ada se restaurou e percebeu que a garota n?o se encontrava mais consciente. ¡ª Quantos mais infort¨²nios ainda tem que me acontecer hoje? ¡ª Colocou a m?o sobre o rosto e fechou os olhos, apontou a palma da m?o aberta para ela. ¡ª Melhor n?o pensar muito nisso, deixarei essa situa??o para depois. Pequenas part¨ªculas douradas sa¨ªram e a envolveram, os fluidos que a rodeavam foram se desfazendo entre as part¨ªculas e em poucos segundos estava limpa, ele ent?o colocou a bruscamente no ombro direito e virou para Miguel ali ao lado. Silenciosamente o Anjo braceou o terno negro e tirou com a m?o direita os flocos de neve que caiam e se aproximou do jovem. Retirou Isabella do ombro e a colocou deitada no ch?o. Virou-se e olhou para Miguel. Aproximou-se com a m?o e a estendeu sobre a cabe?a dele, soltando os pensamentos que tinha em voz alta ¡ª Almas que s?o clementes a Deus n?o podem ser perdidas, naquele momento tu n?o estavas destinado a morrer, o que houve para que viestes parar aqui? E¡­ por que n?o est¨¢ morto? ¡ª Segurou em seu ombro e em baixo tom entoou palavras que n?o se podia traduzir, suspirou e completou com um pesar na voz, pois sentiu algo nele. ¡ª Se Deus n?o o quis dar-lhe o devido descanso, significa que ainda h¨¢ muito o que se fazer neste mundo. Aonde quer que tenhamos que ir, espero que n?o perca sua f¨¦. Miguel n?o ouviu nem percebeu nada, seus sentidos estavam bloqueados, nada entrava ou sa¨ªa de seu corpo al¨¦m do ar ao respirar, mas sua alma recebeu naquele momento um grande poder e seu corpo algo que usaria futuramente¡­ Logo ap¨®s retirar a m?o dos ombros dele, voltou-se para Isabella ¡ª Ela ¨¦ um ser qual a energia est¨¢ presa e sua ess¨ºncia ¨¦ parcialmente corrompida, eu deveria a eliminar, por¨¦m, tem algumas quest?es que precisam de respostas. ¡ª Agora¡­ ¡ª Olhou para a porta. ¡ª Estar no Supramundo n?o ¨¦ algo que um humano pode aguentar, sua alma precisa de ess¨ºncia para sobreviver aqui¡­ ¡ª Pausou por um par de segundos e olhou para Isabella novamente. ¡ª Uma fonte de ess¨ºncia que aceite coexistir com a energia vol¨¢til e em crescimento da alma de um homem incompleto¡­ ¡ª Sua aten??o voltou-se a Miguel e depois a ela novamente e pensamentos que teve geraram uma express?o duvidosa. ¡ª Voc¨º est¨¢ pensando o que eu estou pensando? Uma voz fina apareceu subitamente atr¨¢s de seu ouvido, os delicados l¨¢bios que chegaram cobertos por um batom vermelho, foram empurrados pela grande m?o do anjo. ¡ª N?o tente me importunar! fedelha. ¡ª Ap¨®s a empurrar, deu aten??o ao ser que havia aparecido, uma menina trajada em curtas roupas de couro, um casaco azul-marinho, um curto short jeans de cor igual e uma camiseta com tons vermelhos, composta de alguns tecidos finos e no dedo anelar esquerdo um anel de lat?o, tinha olhos verde esmeralda e pele clara, corpo estreito e magro com duas marias chiquinhas loiras e caninos longos e acentuados. ¡ª Se j¨¢ n?o bastasse voc¨º ter aparecido quando este jovem desapareceu, agora vem at¨¦ mim com sua l¨¢bia, se n?o fosse a forte liga??o que ele tem contigo, eu j¨¢ a teria eliminado. ¡ª Ei! ¡ª A garota que n?o s¨® foi jogada longe, como caiu no ch?o, logo levantou-se. ¡ª Eu tenho um nome! Sabi¨¢? ¡ª Emburrada, colocou os punhos fechados sobre a cintura. ¡ª ¨¦ mesmo? ¡ª Olha aqui! ¡ª Em uma velocidade est¨²pida, ela se aproximou, partindo o ar entre eles, t?o forte era que o garoto sentado no ch?o rolou e parou com as pernas para o ar. ¡ª Me chame de Em¨ªlia! E-MI-L¨ª-A! Seu velho! ¡ª Gritou colocando o dedo na cara dele, empurrando o seu nariz. ¡ª Com quem acha que est¨¢ falando?! ¡ª Enfurecido, bastou o grave de sua voz aumentar para o ar pesar, e Em¨ªlia ser empurrada para longe. ¡ª Ih¡­ Vanderlei, est¨¢ estressadinho? ¡ª ca?oou mostrando-lhe a l¨ªngua e enquanto flutuava, virou o corpo e come?ou a balan?ar em sua dire??o ¡ª Velho fraco! Velho fraco! ¡ª Como ousa ca?oar da minha cara!? Vou cravar o que ¨¦ respeito em sua alma!The author''s narrative has been misappropriated; report any instances of this story on Amazon. Uma energia quase transparente que circundava Vanderlei, come?ou a se reunir em seu corpo, uma luz advinda da jun??o de milhares de micropart¨ªculas douradas, como se um grande poder estivesse para despertar, seus olhos fecharam por um momento, os curtos cabelos brancos come?aram a subir e as part¨ªculas se reuniam numa ascendente curva para o alto, at¨¦ que ele abriu os olhos e uma pulsa??o come?ou a se propagar pelos cantos, e as part¨ªculas se dispersaram empurrando a neve ao seu redor. ¡ª Hoje ¨¦ o dia de sua segunda mor- ¡ª Antes de completar sua extravagante apresenta??o de poder, foi interrompido por uma vis?o inacredit¨¢vel. Em¨ªlia, que n?o deu a m¨ªnima para o show espalhafatoso, virou-se e foi em dire??o a Miguel, pegou em suas m?os, virou-se para Vanderlei e em seguida o beijou, voltou-se novamente para o anjo e o mostrou a l¨ªngua e levantou o dedo do meio. ¡ª Su- Sua ABOMINA??O!!! ¡ª A f¨²ria em suas palavras foi t?o grande que toda a neve ao seu redor foi empurrada para longe, o ch?o se partiu e os Marcos de pedra racharam se esfarelando junto a energia dos seres de outro mundo. Em um salto sua m?o foi no pesco?o do esp¨ªrito, o levantando. ¡ª Ei! Voc¨º sabe muito bem que n?o tem como ele sobreviver ali sem ess¨ºncia! ¡ª Gritou Em¨ªlia, que estava a um fio de desaparecer, sentindo o calor das brasas que emanava dos olhos daquele anjo enfurecido. ¡ª Eu te fiz um favor! ¡ª Tossiu e sem conseguir abrir a m?o que a enforcava, escorregou ¡ª voc¨ºs anjos seguem muitas regras chatas, e ficam pensando se podem ou n?o interferir e no final¡­ acabam n?o fazendo ¨¦ nada.¡ª Em uma pequena pausa, mesmo sofrendo com a dor de seu pesco?o apertado, desviou o olhar para Miguel que tinha uma camada impercept¨ªvel de part¨ªculas vermelhas ao seu redor e no meio de seu peito, um desenho de duas espadas g¨ºmeas se formando. Os olhos do senhor a acompanharam, e a m?o que uma vez a levantou brutalmente, agora a descia com cuidado. ¡ª Mesmo assim n?o acho que deveria ter o colocado um fardo t?o grande, cuidar da pr¨®pria alma ¨¦ algo dif¨ªcil, quanto mais da dos outros. ¡ª caminhou at¨¦ o garoto. ¡ª E mesmo que fosse, humanos s?o fracos, a tenta??o os corr¨®i e a sede por realizar seus desejos, mesmo que n?o sejam seus, os corrompe¡­ e voc¨º! ¡ª Apontou para ela e depois virou-se. ¡ª Voc¨º n?o ¨¦ o melhor exemplo de esp¨ªrito puro para ele! Caminhou at¨¦ Isabella. ¡ª Eu tenho muito o que fazer, ent?o isso ¨¦ uma oportunidade para mim. Em¨ªlia Tossiu e escarrou. ¡ª Oportunidade? ¡ª cuspiu e come?ou a massagear a garganta que estava doendo. Ao se aproximar de Isabella pegou-a em seus bra?os, endireitou-a e quando estendeu a m?o direita, subitamente ela transformou-se em uma esfera de energia que flutuou at¨¦ sua m?o e quando a fechou, a energia desapareceu. ¡ª Sim, agora que voc¨º se comprometeu a dar sua ess¨ºncia a ele, n?o preciso me preocupar tanto, parece que grandes prova??es aguardam ele em um futuro pr¨®ximo, eu precisaria ir com ele, mas como voc¨º se ofereceu, vou poder me ausentar por um tempo, preciso de respostas dos meus superiores. ¡ª Bem, espero que lhe respondam dessa vez, Lorium n?o deveria ter sido apagada? Lembro que a Ordem tinha destru¨ªdo ela, ningu¨¦m al¨¦m dos antigos Custodis e Arcanjos deveriam citar esse nome, tem os esp¨ªritos que viviam l¨¢, mas¡­ sabemos que n?o sobraram muitos. ¡ª Falou Em¨ªlia. ¡ª Sim, al¨¦m de estarmos em Tusseras, n?o estamos nem mesmo perto de onde Lorium ficava. ¡ª Olhou para as montanhas daquele vale onde estavam. ¡ª Esse lugar sequer deveria ser habitado¡­ N?o h¨¢ o que fazer sobre isso, sem os mapas estelares n?o ter¨ªamos nem chegado aqui a tempo. ¨¦ muito estranho isso, ele est¨¢ t?o longe da terra e Lorium ter sido mencionado por esta coisa. s?o tantas informa??es aparecendo ao mesmo tempo, ¨¦ como se- ¡ª Vanderlei se afastou e caminhou at¨¦ a porta e p?s a m?o sobre ela. ¡ª Voc¨º sabe onde essa conex?o vai dar, n¨¦? ¡ª Perguntou Em¨ªlia. ¡ª Se a energia que ela emite for realmente a que aparenta, ela vai para as bordas do universo, onde o abismo est¨¢. ¡ª Sabe que em tese nem minha ess¨ºncia o salvaria l¨¢ n¨¦? ¡ª Sim, Estar no Supramundo e estar vivo ¨¦ algo inexplic¨¢vel, eu sinceramente n?o consigo pensar o que pode se suceder com ele. Por alguns segundos os dois ficaram em sil¨ºncio. ¡ª Vandaliel. ¡ª Em¨ªlia chamou o anjo por outro nome, o qual a olhou com estranheza. ¡ª n?o precisa temer por nada! Voc¨º sabe que depois de tudo, o supramundo s¨® ¨¦ perigoso para aqueles que a ess¨ºncia est¨¢ selada, mas como agora ele tem ¡°mua¡± para o prover ess¨ºncia, tudo vai ficar bem! ¡ª falou sorridente e brincalhona apontando para si mesma. ¡ª N?o ¨¦ isso fedelha, voc¨º n?o presta aten??o aos fatos? ¡ª O qu¨º ¨¦ ent?o? Voc¨º poderia estar preocupado com os port?es? Sabe que aqueles port?es foram perdidos junto a maioria das conex?es, al¨¦m de sempre terem sido estranhos! O ¨²nico lugar pr¨®ximo a o abismo ¨¦ Nura, Iremos ou parar l¨¢! n?o tem erro. ¡ª Voc¨º n?o entende o porqu¨º da minha preocupa??o Em¨ªliare! Nura ¨¦ um lugar sem leis, mas n?o seria nada dif¨ªcil para ele viver na terra daquelas largatixas. Coloquei no jovem um estigma deles, Desde que n?o se envolva com nenhum daqueles calangos inteligentes, pode at¨¦ mesmo viver l¨¢ sem minha companhia, mas voc¨º n?o entende onde eu quero chegar¡­ porque Em¨ªliare!? porque ele est¨¢ aqui!? Como ele chegou no Supramundo e o porqu¨º de Mirabelle ter sido citada por um esp¨ªrito ap¨®s Setecentos anos!!! ¡ª Deixou a emo??o transparecer nas ¨²ltimas palavras, ao colocar a m?o sobre o rosto novamente. ¡ª Por qu¨º? Eu achei algo normal, no mundo normal n?o citam dem?nios, anjos, ca¨ªdos, esp¨ªritos, almas amaldi?oadas e rituais satanicos a todo instante? ¡ª Em¨ªlia respondeu indiferente, enquanto flutuava ao redor dele de ponta a cabe?a. ¡ª Ainda n?o entendeu? O nome n?o ¨¦ t?o importante! Mirabelle! Mirabelle ¨¦ importante! Sabe quem ¨¦ Mirabelle e sabe muito bem o que fez com os port?es nos prim¨®rdios, as antigas conex?es e o que a Ordem quer! Tem ideia do que aconteceria se o port?o do abismo tiver sido reconstru¨ªdo por ela!? Pior! Se respondesse ao desejo dela? ¡ª Hein? Pera¡­ Vo- voc¨º acha que ela!? Demorou a raciocinar, pois tinha muitos anos de mem¨®rias em sua mente para separar at¨¦ achar alguma que fosse de encontro com a preocupa??o do velho, mas ao perceber o porqu¨º de Vandaliel se preocupar tanto, Em¨ªliare entrou em um panico t?o grande que desfez o feiti?o e as brincadeiras e ficou em p¨¦. ¡ª n?o pode ser! ¡ª Sim, pode, por isso preciso ter uma audi¨ºncia com os Custodis atuais, n?o¡­ Na verdade, preciso levar essa ¡°coisa¡± e perguntar diretamente a um dos Arcanjos¡­ ¡ª Pera! Se voc¨º estava cogitando algo t?o perigoso assim, porque est¨¢ aqui ainda!? Precis¨¢vamos mesmo ter feito todo esse teatrinho!? ¡ª A pequena esp¨ªrito de cabelo loiro colocou as m?os na cabe?a e come?ou a andar de um lado para o outro. ¡ª A¨ª! A¨ª! A¨ª! Se a Ordem estiver tramando alguma coisa no Abismo ou se aproveitando das conex?es que restaram! N?o pode ser! N?o pode ser! ¡ª Se acalme! Voc¨º deve saber como ningu¨¦m que eles somente n?o respondem mais ao Conselho das Doze Casas e mais, n?o tem porque pensar que adiantaram o dia do julgamento, n?o depende deles, Jesus ¨¦ muito paciente e Misericordioso com os humanos e seus erros. Estou preocupado com os movimentos dos Dem?nios em Nura, aquele lugar nunca foi guardado devidamente devido ¨¤ exist¨ºncia dos drag?es e da proximidade com o abismo, se a Ordem tamb¨¦m estiver se movimentando naquela regi?- eu n?o sei. Preciso de respostas. ¡ª Quem liga pra isso!? Mesmo que n?o seja para adiantar, sabe o que pode acontecer se a Ordem voltar justamente quando o n¨²mero de almas realmente dissidentes ¨¦ maior que o de inconscientes!? Eles estavam exilados! ¡ª Sim, tenho certa ci¨ºncia¡­ ¡ª Ent?o o que est¨¢ fazendo aqui ainda? Sabe quantos meses voc¨º vai demorar para chegar em Sansigro!? Voc¨º est¨¢ louco se continuar aqui! ¡ª Em um clar?o vermelho, Em¨ªlia desapareceu e a marca no peito de Miguel emitiu um brilho. Das pequenas espadas cruzadas uma voz saiu. ¡ª Eu vou cuidar dele, n?o tenho boas lembran?as do Abismo, nunca sequer pisei em Nura e se Mirabelle estiver l¨¢ eu tamb¨¦m n?o sei o que fazer! Mas se o que estiver pensando for verdade¡­ proteg¨º-lo daquelas cobras arrogantes e de alguns esp¨ªritos malignos n?o ¨¦ o maior dos meus problemas. O anjo ao ver o ato, esticou os bra?os para os lados e v¨¢rias part¨ªculas por toda a regi?o, se juntaram, milhares de pontos dourados voaram at¨¦ o seu corpo que se expandiu ao alto, at¨¦ que n?o era mais poss¨ªvel ver sua face, somente o emanar da luz sagrada que o circundava era percept¨ªvel, pois o interior daquela luz era desconhecido at¨¦ mesmo aos olhos dos esp¨ªritos. ¡ª Eu nunca vou me acostumar com isso. ¡ª Em¨ªlia ao redor de uma enorme esfera em chamas, um espa?o onde se encontrava a alma de Miguel, via aquela transforma??o exuberante por uma esp¨¦cie de janela quadrada. ¡ª Obrigado. ¡ª A voz que ecoou como um trov?o foi seguida do vento sendo partido e retorcido pela velocidade do movimento do ser de outra realidade deixando aquele local. ¡ª EEEEEEEEIIIIIIII! ¡ª Gritou a pequena que, no simples desaparecimento do anjo, foi arremessada com o garoto em dire??o ¨¤s montanhas. ¡ª Ainda estamos aquiii! ¡ª Na- N?o! ¡ª Sua coragem em brincar com um ser t?o poderoso n?o vinha de idiotice aguda, uma luz mais forte emanou da marca, um escudo vermelho se formou, uma bolha que protegeu Miguel. ¡ª Esse velho louco! ¡ª Gritou enquanto rodopiavam pelo ch?o ap¨®s ter amortecido o impacto, rolando at¨¦ perto da porta ¡ª Como ele pode fazer isso!? O Esp¨ªrito olhou para a situa??o assustadora ¨¤ qual tinha se metido ¡ª porque eu tenho que ficar me metendo em tantos problemas? ¡ª frustrada, ficou quieta com a esfera ainda energizada. ¡ª Ele nem tirou a paralisia dos sentidos! ¡ª Grunhiu e sussurrou desfazendo a esfera e se materializando no ch?o e olhando para o garoto pairando no ar. Agarrou-o antes que ca¨ªsse e o abra?ou por um par de minutos. ¡ª Eu queria tanto poder ficar assim contigo por mais tempo, lhe ver acordar, lhe abra?ar mais¡­¡ª O colocou na mesma posi??o em que estava antes, ficou de costa para a porta enquanto ela acariciava seu rosto e arrumava o cabelo. ¡ª Lembre-se de nossa promessa. ¡ª Enquanto olhava para aqueles olhos de preocupa??o, a energia que emanava entrou no corpo do garoto e ela come?ou a desaparecer, sobrando somente as l¨¢grimas que ca¨ªram no rosto de Miguel quando acordou. Cap铆tulo 4: A passagem A Passagem ¡ª H?? ¡ª Desnorteado, Miguel, que n?o lembrava de nada do que seu corpo havia presenciado, despertou com os olhos cheios de l¨¢grimas. ¡ª Mas o que? ¡ª balan?ou o rosto e limpou os olhos. Sem camisa e com a bermuda rasgada, n?o conseguia nem pensar sobre o que aconteceu para ficar assim, quando olhou para a marca em seu peito, tentou retir¨¢-la, co?ou o local. Pensou ser algo que havia ca¨ªdo ali, mas ao perceber que era sua pele gritou. ¡ª Como assim!? H?!? O que!? Espera!? Isabella? ISABELLA!!! O que ¨¦ ISSO!? ¡ª Ele virou-se e procurou pela garota, mas se deparou com outra vis?o estranha. ¡ª Mas o que houve aqui? ¡ª N?o havia mais portais RGB, a ¡°Guia¡± n?o estava mais l¨¢, algumas poucas crateras com o ch?o duro, sem neve alguma, se estendiam at¨¦ onde sua vis?o podia alcan?ar. ¡ª Oxee¡­ ¡ª j¨¢ n?o soube mais o que pensar, entre ¡°O que havia acontecido com a tal Guia?¡± e ¡°Para onde foram os portais?¡±, o que mais ficava na cabe?a dele era, ¡°O que foi que aconteceu aqui?¡±. Havia somente uma porta ¨¤ sua frente, sozinho e seminu, nem mesmo a desculpa esfarrapada de alguns minutos atr¨¢s o impediu de pensar. ¡ª Bom¡­ agora eu n?o tenho escolha, n¨¦? ¡ª Ent?o se levantou, n¨¢useas e vontade de vomitar foram as primeiras coisas que ocorreram. ¡ª Que mer-! ¡ª O que houve comigo!? Parece que levei uma surra! ¡ª olhou para as pernas e passou as m?os nos bra?os logo depois os cruzou, n?o achou nenhum hematoma e muito menos algum corte, contentou-se em se consertar e devagar caminhou at¨¦ a porta. Em um beco sem sa¨ªda, n?o tendo ideia do porqu¨º de estar agora sozinho com aquela marca no peito e com muitas perguntas que n?o saiam de sua boca estremecida com os dentes cerrados, se aproximou da r¨²stica porta. O vermelho das part¨ªculas que escorriam pelas fissuras cresceu em demasia e quando colocou a m?o na ma?aneta e a abriu, um rubro turbilh?o circular de energia explodiu em sua frente, puxando o com muita for?a como um furac?o, ali no centro se encontrava uma calmaria que o permitiria andar em um corredor rodeado pelas nuvens carregadas dessa energia vermelha. Antes de entrar, olhou para tr¨¢s, ningu¨¦m estava l¨¢ e o sil¨ºncio ensurdecedor o fez questionar se tudo realmente s¨® n?o era um pesadelo inexplic¨¢vel, ele Mordeu o l¨¢bio e entrou de cabe?a baixa para dentro, quando a porta se fechou, Miguel seguiu uma luz branca iluminava o fim, poucos minutos se passaram e quando finalmente chegou a luz, tudo ficou escuro de repente. ¡ª O que est¨¢- O- Oi?! Algu¨¦m a¨ª!? Da mesma forma que se apagou, a luz retornou e ao ver que estava praticamente no mesmo lugar, surtou. ¡ª O qu¨º!? O que foi que houve aqui!? Porqu¨º!? ¡ª Procurou por Algo ou Algu¨¦m que pudesse lhe responder, mas tudo que viu novamente foi um branco sem fim, at¨¦ a montanhas mais pr¨®xima de onde estava. Observou os arredores de montes de neve e de um deles algo lhe chamou aten??o, surgiu uma figura que se encontrava dentro dele; o ser se balan?ou para tirar a neve cobrindo o corpo, tinha altura semelhante a de Isabella, ent?o ao ver isso, come?ou a correr afobado para alcan?¨¢-la, at¨¦ que finalmente se aproximou. ¡ª Oooi! Ei, Isabella! Est¨¢ tudo bem? ¡ª perguntou ao agarrar os ombros da menina, inicialmente o rosto dela era parecido, por¨¦m, seu cabelo diferia, continuava longo, mas tinha franjas repartidas. Entretanto, n?o deu a m¨ªnima importancia e tentou conversar com a mesma, nem sequer prestou aten??o nas mudan?as acontecendo bem a frente de seus olhos. ¡ª Isabella! O que est¨¢ acontecendo? Onde voc¨º estava? Voc¨º sumiu! Eu entrei pela porta do meio e tudo apagou! ¡ª Come?ou a chacoalh¨¢-la de um lado para o outro, mas ela continuava o ignorando. This story originates from a different website. Ensure the author gets the support they deserve by reading it there. Seus cabelos come?aram a se avermelhar, subindo devagar desde as mechas at¨¦ a ponta da cabe?a. ¡ª Ei! Est¨¢ me escutando!? Isabella! Me explica! O que est¨¢ acontecendo!? ¡ª perguntou sem mal pensar sobre o porqu¨º da garota que a pouco tempo tinha sumido, estar de p¨¦ em sua frente, mas ap¨®s observar o cabelo dela mudar de cor, saltou e para tr¨¢s e ela pareceu ter encontrado o que buscava e rapidamente reagiu ao movimento de Miguel com a escurid?o daqueles olhos que o miravam sem brilho, junto a um cenho desprovido de emo??es, a sensa??o do vazio foi t?o intensa que parecia um buraco negro sugando sua exist¨ºncia. Assustado, tentou sair da for?a que o consumia, as pupilas dela se dilatavam e as suas seguiam o mesmo caminho, instantaneamente sua alma estremecia e algu¨¦m ali se incomodou. Miguel conseguiu dar alguns passos para tr¨¢s e seus olhos voltaram ao normal, por¨¦m, mesmo assustado, continuou a tentar conversar com a garota que agora o preocupava ainda mais. ¡ª E- ei, Isabella? Por que est¨¢ fazendo isso? O que est¨¢ havendo? ¡ª perguntou e arrastou os p¨¦s mais para tr¨¢s. ¡ª Isa- bella? ¡ª Ela inclinou o rosto sem demonstrar nenhuma emo??o. A voz dela era diferente da de Isabella, era mais infantil, borrada e retorcida. ¡ª Que- quem ¨¦ voc¨º!? ¡ª Afastou-se ainda mais, espantado com a agora, desconhecida ¨¤ sua frente. ¡ª H¨¢H¨¢H¨¢H¨¢H¨¢H¨¢H¨¢! ¡ª A garota soltou uma nuvem de fuma?a vermelha que se espalhou pelo ar e come?ou a levitar junto a um odor de enxofre que tomou conta do lugar. ¡ª Mas que porr- cof, cof, porr- ¨¦ essa!? O que est¨¢ acontecendo!? ¡ª A garganta de Miguel fechou e a respira??o pesou, come?ou a tossir enquanto do nariz escorria sangue. Os olhos se irritaram e a pele ardeu ao ponto de rasg¨¢-la com as pr¨®prias unhas tentando amenizar aquele tormento. A fuma?a come?ou a se infiltrar no ch?o e num piscar de olhos, tudo come?ou a tremer, a neve que os rodeava foi sugada para baixo, pequenos montes iam sendo puxados por uma cratera que ia aumentando. As gigantes montanhas se moveram, subindo, empurraram um vento pesado junto ao enxofre para o meio do vale. A cratera continuou se expandindo, ficou t?o grande que aparecem enormes fissuras no ch?o e rachaduras nas montanhas. ¨¤ terra tremeu enquanto Miguel tentou entender a situa??o: ¡ª O que- ¡ª Respingos de sangue sa¨ªram junto ao pigarro da crise de tosse que sucedeu. ¡ª ¨¦ isso!? O que fiz pra- !! ¡ª Antes de terminar, seu pulm?o n?o aguentou e o fez vomitar, a vis?o do pr¨®prio sangue esparramado no ch?o o transtornou e com as vistas borradas devido ¨¤ secre??o, n?o conseguiu olhar ao redor e caiu de joelhos, se empurrou, mas n?o conseguiu endireitar, ouvir aquela voz zunindo em seus t¨ªmpanos, com uma risada psic¨®tica ecoando por todos os lados, o fez cair novamente, enquanto o lugar continuava a ruir. Os olhos da garota que levitou no ar, iam se avermelhando junto aos seus cabelos escurecendo, a escurid?o come?ou a cobrir sua esclera enquanto de dentro da cratera um port?o surgiu. Emergindo junto as enormes explos?es de vapor que saiam do solo, tudo era jogado para longe desde pedras a poeira, deixando apenas o ch?o negro e rochoso, o gigante port?o de ferro tinha seu alicerce em pedra, enquanto emergia do solo que se despeda?ou. Miguel foi jogado longe batendo em uma das montanhas ao redor, s¨® para a press?o do ar que se alterou, o esmagar. ¡ª Aaaaaaaaa! ¡ª Revirou os olhos de tanta dor, torceu o corpo e convulsionou espumando pela boca, prestes a colapsar com os ¨®rg?os sendo pressionados. Grandes rochas ca¨ªram das montanhas, se desprenderam do alto, os sons dos impactos eram ouvidos por todos os lados e isso se estendeu at¨¦ que o port?o emergisse por completo, explos?es de lava ao redor dele fizeram o metal do mesmo escurecer, ficando mais e mais escuro e o ambiente, se tornou um vulc?o ativo, as rachaduras abertas pelas explos?es jorravam lava que escorreu pelas fissuras no solo e formou rios por todos os lados. Miguel, no meio de tudo aquilo, estava ilhado em um peda?o do solo carbonizado, um rochedo, sem saber nem entender o que se passava. Das profundezas da lava, sa¨ªram grandes correntes de a?o, arremessadas iam em dire??o ao port?o, se enfincando nas laterais de seu marco, o estrondo gerado pela colis?o era muito alto, os t¨ªmpanos dele estavam para explodir. ¨¤s seis correntes com cores foscas presas aos lados do port?o, rangiam, balan?ando junto ¨¤s cinzas no vento, todas corro¨ªdas e manchadas. A cada balan?ar um pequeno peda?o delas ca¨ªa rente ¨¤s pedras na lava, t?o grandes os impactos eram, que geravam ondas colossais. Estirado no ch?o, tudo que fez foi observar aquele inferno que se formou por seus olhos se fechando. Tentou manter a sanidade em tanto sofrimento, amedrontado com o que viu e sentiu, ele s¨® conseguiu pensar: ¡ª Meu Deus. ¡ª Foram as ¨²nicas palavras que ressoaram na mente ao ver uma enorme parede de lava surgir a frente, t?o grande que o tom de sua vis?o ficou ambar, inseguro, destru¨ªdo, desamparado e sofrendo em agonia constante, estava prestes a apagar quando viu, entre o balan?ar das cinzas, uma figura surgir ¨¤ sua frente e partir aquela onda no meio. ¡ª E- Em¨ªlia? Cap铆tulo 5: Reencontro Reencontro Um corpo com cabelos castanhos pairava no ar, flutuando na escurid?o, os olhos daquele jovem se abriram e longe enxergaram uma centelha de luz, aquele brilho iluminou seu caminho e para o qual estendeu o bra?o tentando alcan?¨¢-lo. As trevas o cercaram, uma sombra puxou a m?o do garoto que entrou em desespero, Gritou, apavorado com a luz que o guiava se extinguindo, mas n?o saia nada. Aquele brilho desapareceu, n?o enxergando mais, os olhos deram ¨¤s sombras a oportunidade de o consumir por completo em meio ao frio que penetrou em sua pele. Gritos de agonia ao redor fizeram seus ouvidos sangrarem, uma figura estranha apareceu em sua frente, os olhos do vazio o observavam queimando uma chama azul, sua vis?o para cima mudou e uma pessoa avistou. A silhueta de uma garota que o estendeu a m?o, salvando-o daqueles gritos de agonia, qual com desespero o consumiam. ¡ª Em¨ªlia!!! ¡ª Miguel se impulsionou para frente, estendeu a m?o direita e tentou agarr¨¢-la. Desnorteado, olhou para os lados e procurou por Em¨ªlia, mas n?o viu nada. Virou o rosto e tentou se localizar e procur¨¢-la, por¨¦m, n?o enxergou ningu¨¦m. Ap¨®s ter tal sonho e passar por tudo aquilo, sentou-se e pensou o porqu¨º de sua situa??o, pois, agora estava ¨¤ deriva em meio a um mar de lava. ¡ª Ent?o n?o foi um pesadelo? Eu¡­ ¡ª Colocou a m?o sobre o rosto depois de n?o ver uma ¨²nica alma. ¡ª Porra! por qu¨º!? S¨¦rio! que porra foi aquela? o que ela estava fazendo ali!? droga... ¡ª Levantou, olhou novamente para os lados com as m?os na cintura, tentou pensar algo positivo, por¨¦m logo o semblante caiu. ¡ª Mas que droga! onde ¨¦ que eu to? Quem era aquela guria de cabelo vermelho? ¡ª Come?ou a andar de um lado para o outro e pensou em algo que explicasse ou pelo menos o ajudasse com aquelas d¨²vidas que tinha. ¡ª N?o, n?o ¨¦ poss¨ªvel, ela tinha cabelos vermelhos! H?!? Meu Deus¡­ ¡ª Olhou para o ch?o ¡ª O que eu fa?o? aaaaaaa! n?o d¨¢ para ficar assim! por qu¨º!? Porque comigo¡­ ¡ª virou-se para o horizonte com a mente inundada de d¨²vidas e pensamentos infelizes e limpou o rosto com os bra?os machucados. ¡ª O qu¨º que eu fiz para sofrer assim? ¡ª Caminhou na mesma dire??o, parando na beira daquele rochedo. ¡ª Me- me- matar n?o funcionaria n¨¦? Se sentou ali mesmo e come?ou a balan?ar os p¨¦s enquanto engolia o choro. ¡ª N?o! n?o posso fazer isso comigo, suicidas v?o pro inferno! eu- eu to no inferno? se eu estiver vai fazer diferen?a? ¡ª Com os olhos vermelhos se apoiou nos bra?os e olhou para o horizonte que formava uma linha dividida entre um alaranjado forte e um preto avermelhado. Perdido em devaneios, seus olhos se viram naquela imagem que se dividia com as cores se misturando continuamente e se fundindo, sua aten??o foi presa ali e devagar se aproximou da queda iminente. ¡ª Eu acho que- eu- eu devo- Um sentimento que n?o controlava o atraiu, gradualmente entre a decis?o e a inseguran?a, sua mente foi se apagando. Quase caiu do rochedo, se n?o fosse por um formigamento que repentinamente o puxou a aten??o. ¡ª O qu¨º? ¡ª Um sentimento estranho tomou conta de si ao pausar o breve ato suicida, corriqueiramente olhou para tr¨¢s e sentiu a presen?a de mais algu¨¦m ali, for?ou olhar longe, mas voltava constantemente para as proximidades, porque n?o enxergava nada a alguns metros de distancia, assim continuou revirando o local em busca do que ati?ou seus instintos. Ap¨®s alguns minutos que nada encontrou, estava prestes a desistir, mas um pressentimento o fez olhar para tr¨¢s e longe avistou uma estranha figura se movendo. Uma silhueta feminina se formou, ent?o com as duas sobrancelhas arqueadas ao ver uma menina com longos cabelos negros balan?ando junto a um vestido branco que andava como se estivesse em cima de um ch?o invis¨ªvel, ascendeu em si uma chama de esperan?a qual precisava agarrar e come?ou a gritar. ¡ª Ei, espere! ¡ª Come?ou a correr em dire??o a garota. ¡ª Ei!! ¡ª mas j¨¢ era tarde, quando estendeu a m?o para agarr¨¢-la rapidamente se desconcentrou e perdeu o senso de espa?o e estando quase l¨¢, a garotinha passou a beirada do rochedo onde estavam. Miguel que corria desenfreado parou rapidamente quase caindo, se n?o fosse por sua recente for?a de vontade em permanecer vivo, n?o conseguiria se agarrar a ponta da pedra qual havia trope?ado antes de cair em dire??o a lava. Pendurado na pontinha de seus dedos, olhava para baixo. O calor extremo e o cheiro de enxofre que exalava da n¨¦voa mais abaixo fazia sua pele secar e seu rosto arder, seu nariz come?ou a escorrer, ficou por um fio de cair e soltou um grande suspiro quando percebeu. ¡ª Meu Deus! ¡ª Ofegante se firmou, for?ou-se para cima e subiu com os resqu¨ªcios de for?a que restaram em seu corpo. Alguns segundos que perdeu sua justificativa, o ex-suicida sentiu ang¨²stia e a tristeza que tinha o deixado a pouco tempo e esmoreceu baixando a cabe?a. Em sua mente, um desejo de sair se incendiou e n?o o deu mais paz, isso o fez temer que coisas piores poderiam estar para acontecer. ¡ª Se acalma Miguel! Voc¨º sabe que ansiedade tamb¨¦m mata, n¨¦? ¡ª Bastou alguns tapinhas na bochecha para que voltasse a si. ¡ª N?o vou perder assim! Eu quero viver!!! ¡ª Entre a frustra??o e a chama de sua for?a de vontade, se afastou da beirada e voltou a gritar. ¡ª Ei! Para onde est¨¢ indo? Voc¨º est¨¢ me ouvindo!? ¡ª Balan?ou as m?os e tentou chamar a aten??o, at¨¦ pulou, mas no final, n?o funcionou. ¡ª Mas que droga! Ela j¨¢ est¨¢ muito longe, ser¨¢ que ela me ouve? Ei! Porque est¨¢ me ignorando!!? ¡ª Encostou as m?os na boca e gritou, mas desistiu alguns segundos depois. Quando chegou no port?o, a garota pisou suavemente no ch?o empoeirado, no entanto, nem uma ¨²nica part¨ªcula de poeira se moveu ao toc¨¢-lo, enquanto de bem longe ecoavam aqueles gritos, ela se virou lentamente. Mesmo que sua ¨²nica esperan?a de encontrar uma sa¨ªda daquele lugar, fosse um poss¨ªvel del¨ªrio, ainda assim era a ¨²nica esperan?a do ex-suicida, mas o terror e a ang¨²stia das chamas azuis e o vazio profundo presentes nos olhos dela, o fez repensar sobre o que acabara de fazer quando ela subitamente estendeu o bra?o em sua dire??o. ¡ª Ser¨¢ que ela me ouviu? ¡ª Ficou em sil¨ºncio com um olhar de morte fixo em si. O bra?o dela come?ou a emanar part¨ªculas de uma energia amarela amarronzada que ca¨ªram em dire??o ¨¤ lava, uma cachoeira que fez com que pequenos redemoinhos se formassem aumentando gradualmente, surgindo da lava uma passagem de pedras que continuava a subir. Miguel que estava cansado, se agachou e ficou calado ao ver aquilo, nada mais o surpreendia pois tinha come?ado a se acostumar com as anormalidades. ¡ª O que eu fa?o agora? ¡ª Desviou um pouco daquela vista, olhou para baixo e pensou. ¡ª Eu estava gritando feito louco at¨¦ agora¡­ Ser¨¢ que ainda tenho ar no pulm?o? ¡ª Ah! puta que pariu! Por qu¨º?! Por que raios isso est¨¢ acontecendo comigo!? Ser¨¢ que no passado eu joguei pedra na cruz??! ¡ª sentou-se bruscamente. Respirou profundamente e olhou para ¨¤ garota, os fixos olhos negros que rebateram o medo dos seus, preencheram-no de inseguran?a, t?o incr¨¦dulo estava daquela situa??o que esqueceu das prioridades. C¨¦tico, deitou-se no ch?o cisco e olhou para o alto, por¨¦m a escurid?o era desconfortante, n?o existia sequer um ¨ªnfimo raio de luz, e o tempo parado o fez relembrar do passado; sua fam¨ªlia, amor, amigos, toda a felicidade que j¨¢ havia vivenciado. This book is hosted on another platform. Read the official version and support the author''s work. Aquela felicidade, a qual foi for?ado a abandonar com sua morte, evaporou entre as cinzas no ar. Levantou a m?o para o alto e falou. ¡ª Senhor, por que me faz sofrer assim? Sil¨ºncio, o barulho do vento foi o ¨²nico som aud¨ªvel quando come?ou a demonstrar cansa?o, desceu sua m?o e virou-se encolhendo o corpo. Fechou os olhos junto as poucas l¨¢grimas que evaporaram e adormeceu. Algum tempo passou, lentamente o pobre infeliz, amenizando o cansa?o, foi incomodado por um barulho e acordou do curto sono com um longo bocejo. Seus olhos se abriram e devagar passou a m?o sobre eles, tentou desemba?ar a vis?o turva e levantou vagarosamente acompanhado de outro bocejo, mas ap¨®s ficar de p¨¦ e caminhar at¨¦ onde deveria se encontrar a passagem, Uma imponente estrutura com adornos, uma constru??o feita de concreto e pedra, uma ponte sustentada pelos arcos que por debaixo se estendiam at¨¦ o outro lado, estava l¨¢. ¡ª Uau... ¡ª Surpreso segurou na mureta e sentiu cada mol¨¦cula daquela estrutura se fundindo junto a vibra??o. Olhou para baixo e depois voltou a aten??o ¨¤ parte de cima, come?ou a caminhar at¨¦ chegar numa ¨²nica passagem central separando uma extremidade da outra, onde algumas palavras estavam cravadas junto a s¨ªmbolos e desenhos esculpidos em linhas entre a poeira. NOLISUPERBIAHOMOMEMENTOQUIAPULVISESETINPULVEREMREVERTERIS ¡ª Como esse neg¨®cio veio parar aqui? ¡ª Se esfor?ou alguns minutos e procurou ler, mas logo desistiu. ¡ª Isso ¨¦ um aviso? ser¨¢ que ¨¦ alguma mensagem? Agora eu estou confuso... ¡ª Se eu tivesse percebido que isso era real, teria perguntado mais algumas coisas pra Isabella, falando nisso... para onde ela foi? ¡ª Em d¨²vidas profundas apoiou-se na mureta. ¡ª Poxa! O qu¨º eu fa?o? ¡ª Inclinou o corpo e tentou separar aquelas palavras, mas falhou miseravelmente em formar uma frase, o cansa?o na mente j¨¢ era ruim, mas uma dor que sentiu no peito, acompanhada do encontro de seu rosto e corpo com o ch?o ao som do impacto de Em¨ªlia que repentinamente apareceu no c¨¦u e acertou suas costas, foi pior. Miguel berrou em dor, mas o som foi abafado pelo ch?o. ¡ª A¨ª! onde ¨¦ que eu estou? ¡ª Em¨ªlia olhou para os lados, por¨¦m seus olhos agora n?o eram mais verdes esmeralda e sim um vermelho escarlate. ¡ª Mas que porra me atingiu? ¡ª Sentiu um peso descomunal em suas costas, acompanhado de um leve formigamento. ¡ª Hm... ¡ª A garota se sentiu estranha ent?o come?ou a passar sua m?o sobre o local ao qual tinha ca¨ªdo ¡ª Estranho, cai em algo macio? ¡ª Olhando para o alto, apertou as n¨¢degas de Miguel que ao sentir o toque suave, soltou um leve grunhido e teve um movimento involunt¨¢rio das pernas. ¡ª Mas qu¨º!? Que nojo! ¡ª Em¨ªlia pulou com a face consternada, se afastando para longe do garoto, estirado no ch?o. ¡ª Aaaa! Que nojo! sai! sai! eeeca! ¡ª tentou limpar a m?o enquanto se contorcia enojada. ¡ª Deeeuus... por qu¨º? ¡ª O maltrapilho murmurou em lam¨²ria, depois de tantos pesares que o simples cogitar sobre o poss¨ªvel futuro o trazia, agora um novo e terr¨ªvel sentimento se instaurou, a vergonha. ¡ª Pera... H?? ¡ª Em¨ªlia que a poucos minutos estava longe e se limpando como se numa pilha de dejetos tivesse ca¨ªdo, parou por alguns segundos e focou sua aten??o a quem a bunda tinha apalpado. ¡ª Miguel? ¡ª perguntou e inclinando um pouco o corpo. ¡ª n?o... ¡ª respondeu com o rosto grudado no ch?o, lentamente levantou desconcertado com as costas doendo e os bra?os ardendo. ¡ª Aqui! deixa que eu ajudo! ¡ª Em¨ªlia, feliz, segurou o pelo ombro. ¡ª Obrigado E-... Em¨ªlia!? ¨¦ voc¨º Em¨ªlia!? ¨¦ voc¨º mesmo!!!!!???? ¡ª Miguel ficou boquiaberto e com os olhos t?o grandes que pareciam estar prestes a saltar das ¨®rbitas, ele de repente avan?ou sobre ela e os dois ca¨ªram no ch?o. ¡ª Mi- Miguel!! O que est¨¢ fazendo!?? ¡ª Em¨ªlia o empurrou e tentou sair daquele abra?o. ¡ª Em¨ªlia! Em¨ªlia! EM¨ªLIA! Miguel chorou, mas dessa vez n?o de tristeza, arrependimento ou dor, suas l¨¢grimas carregavam uma felicidade inestim¨¢vel, uma alegria que se via em seu rosto onde n?o sabia se continuava a chorar ou se sorria. ¡ª Vem aqui seu chor?o! ¡ª Ela ent?o retribuiu o abra?o e acariciou os cabelos dele que se derreteu em seu ombro. Alguns segundos se passaram e como nem s¨® de choro se vive o protagonista, mesmo que quisesse permanecer daquele jeito, Em¨ªlia o afastou e se levantou. ¡ª Chega de drama, voc¨º n?o chorava tanto antigamente! ¡ª Sorriu e arrumou os cabelos dele, antes de ficar de p¨¦ e ¨° estender a m?o. ¡ª De- Desculpa! ¡ª retribuiu com um sorriso desconcertado no rosto e levantou enxugando o rosto com os bra?os. ¡ª Deixa disso, voc¨º nunca foi nem de pedir desculpas! O que foi que aconteceu contigo pra voc¨º ficar assim? ¡ª E- Eu, eu, eu¡­ ¡ª Abaixou a cabe?a. Em¨ªlia olhou para ele preocupada e colocou a m?o sobre o rosto para esconder a tristeza, fechou os olhos por alguns segundos e desfez dos pensamentos ruins. ¡ª Quer saber? Deixa pra l¨¢! tem coisas mais importantes acontecendo agora e pelo visto estamos num lugar ruim pra se estar¡­ aquele velho esclerosado estava certo! ¡ª Emburrada ela virou-se. ¡ª Aaaaah! ¡ª chutou uma pedra que bateu na mureta e voltou em sua testa. ¡ª Aaaaah! ¡ª irritada come?ou a bater os p¨¦s no ch?o. ¡ª Velho? Espera! Voc¨º quer dizer o Van!? ¡ª pegou no ombro de Em¨ªlia. ¡ª H?? O que foi? Pensei que voc¨º conseguiria ver ele ainda, tamb¨¦m parou de o enxergar? ¡ª Cla- Claro! Faz sete anos que n?o os vejo! Voc¨º n?o sabe o qu?o feliz eu estou Em¨ªlia! Voc¨º n?o sabe o qu?o bom ¨¦ ver voc¨º de novo! Eu te amo Em¨ªlia! Estava sozinho sem voc¨º! ¡ª Miguel novamente a abra?ou, mas dessa vez sem direito a queda, estava t?o feliz que sequer reparou o que disse. Em¨ªlia ficou sem rea??o e n?o soube o qu¨º dizer, ficou com o rosto mais vermelho que um braseiro e deu um empurr?o que jogou Miguel no ch?o. ¡ª Se- Seu idiota!! Como pode falar algo assim!? ¡ª Falou emburrada. ¡ª O- Oque? ¡ª Co?ou a cabe?a, perguntou e se levantou novamente apoiando a cintura que do¨ªa bastante. ¡ª O que foi que eu falei? Quer saber? deixa! eu to feliz de qualquer jeito! ¡ª completou com uma pequena gargalhada e se aproximou novamente dela. ¡ª Em¨ªlia, voc¨º realmente n?o sabe o qu?o feliz eu t? de voc¨º estar aqui na minha frente, de eu poder escutar sua voz de novo. ¡ª Ele novamente a abra?ou, abra?o esse que foi retribu¨ªdo. ¡ª Sim seu idiota, ¨¦ bom falar com voc¨º¡­ Passado alguns segundos Em¨ªlia novamente separou-se dele e virou em dire??o a o arco central da ponte. ¡ª Be- Bem! ¡ª Colocou as m?os na cintura. ¡ª Como estamos no abismo eu devo te guiar at¨¦ o port?o, Voc¨º precisa fazer um pedido a ele. ¡ª falou e apontou para o port?o. ¡ª Pedido? Abismo? Como assim? ¡ª Calado! ¡ª colocou o dedo indicador sobre a boca dele. ¡ª N?o tenho que te explicar agora, precisamos correr contra o tempo! Se as coisas est?o t?o certas quanto o velho falou, Mirabelle deve estar por aqui! ¡ª ela come?ou a correr at¨¦ chegar ao marco central. ¡ª Espera! Em¨ªlia! O que voc¨º quer dizer com isso!? Cad¨º o van? ¡ª Miguel correu, meio destrambelhado, mas conseguiu mesmo assim alcan?ar ela. ¡ª Ele est¨¢ bem, est¨¢ nesse exato momento indo at¨¦ Sansigro buscar respostas sobre o porqu¨º de voc¨º ter sido raptado da terra. ¡ª Em¨ªlia olhou para as palavras e come?ou sussurr¨¢-las. ¡ª Sansigro? Que lugar ¨¦ esse? ¡ª A capital do conselho, o local onde as Doze Casas se re¨²nem para guardar e zelar pela cria??o, uma cidade de anjos. ¡ª Es- Espera! co- como assim!? ¡ª Miguel ficou bobo com o que ouvia ¡ª ¨¦- ¨¦ muita coisa pra processar¡­ ¡ª Colocou a m?o sobre a cabe?a e agachou-se tentando entender tudo aquilo. ¡ª Ent?o fique quieto e me deixa resolver isso aqui! Argh! Eu Odeio l¨ªnguas antigas! ¡ª continuou a separar as palavras que via, logo uma frase se formou e ela sussurrou a si pr¨®pria. ¡ª noli superbia homo, memento quia pulvis es et in pulverem reverteris ¡ª Droga! Tinha que ser esse desgra?ado!? ¡ª Em¨ªlia teve um surto de raiva repentino e come?ou a bater os p¨¦s no ch?o com a cara emburrada. ¡ª O- O que foi!? Quem ¨¦? ¡ª Perguntou assustado, olhou para os lados mas n?o via ningu¨¦m ali. ¡ª Aquele ali o! ele n?o aceitar¨¢! droogaaaa!!! ¡ª O port?o? Como assim n?o aceitar¨¢!? ¡ª Isso ¨¦ uma grande conex?o que est¨¢ ligada a todo o universo, pode te levar a qualquer lugar, menos a terra, eu ia te falar para pedir que fosse levado a Nura, a terra dos drag?es que fica aqui perto, mas pelo visto voc¨º n?o vai conseguir! Aaaaa! O que eu fa?o agora!? Aquele velho vai me matar! Isso se Mirabelle n?o fizer antes¡­ ¡ª Em¨ªlia colocou as m?os na cabe?a e come?ou a andar de um lado para o outro. ¡ª N?o vai aceitar? Mas eu n?o s¨® tenho que pedir? ¡ª Passou pelo centro e come?ou a andar at¨¦ o port?o. ¡ª Se fosse assim todos que achassem um port?o em bom estado viajariam pelo universo facilmente, outra guerra pela supremacia iria estourar com os anjos e as conex?es restantes seriam todas destru¨ªdas por Deus. ¡ª Esses port?es que sobraram s¨® tem o poder que t¨ºm e continuam em p¨¦ por um motivo, s?o muito inconvenientes, s¨® um milagre faria ele te responder, porque voc¨º ¨¦ um homem. ¡ª Em¨ªlia se agachou cabisbaixa o vendo se afastar. ¡ª homem? Bom! N?o custa nada tentar! ¡ª respondeu Miguel estranhamente motivado, deu com os ombros e continuou at¨¦ chegar no fim da ponte. ¡ª N?o ¨¦ assim que funcio- ¡ª Interrompida por um sentimento estranho, antes de perceber estava indo atr¨¢s dele. ¡ª Miguel! Se esconde! R¨¢pido! CORRE! ¡ª Ela tentou, mas j¨¢ era tarde demais. Prestes a firmar o p¨¦ no ch?o pedregoso uma pergunta o parou. ¡ª Quem ¨¦ voc¨º? Garoto. ¡ª perguntou uma voz infantil e cansada. ¡ª O- O Qu¨º? ¡ª Olhou para os lados e n?o viu nada. ¡ª A n?o! Ela est¨¢ aqui! Corre! ¡ª Em¨ªlia adiantou os passos tanto quanto pode, seu rosto foi de algu¨¦m preocupada para uma fei??o de terror psicol¨®gico extremo. ¡ª Em¨ªlia!? ¡ª Virou-se totalmente para tr¨¢s angustiado. ¡ª Garoto, est¨¢ sendo muito irritante te escutar. Cale-se e responda a mim, como chegou aqui? P¨¢lida, Em¨ªlia cessou a correria ao ver a figura atr¨¢s de Miguel que se virou lentamente e olhou a muito pequena garota com olhos t?o dourados como ouro puro, cabelo de cor igual com um alto rabo de cavalo lateral de pele clara e vestida em vermelho. ¡ª Pe- Pequena... ¡ª Se n?o quiser sofrer responda-me e devido a sua ousadia, que seja bem detalhada tua explica??o ou ent?o sofrer¨¢ as consequ¨ºncias de teu sil¨ºncio. Ent?o diga-me quem ¨¦ voc¨º? Cap铆tulo 6: Decidir Decidir ¡ª Voc¨º ¨¦ mudo por acaso? Ou est¨¢ me fazendo de boba? ¡ª perguntou a garota de olhos dourados, impaciente e muito cansada. Miguel n?o respondeu, n?o soube reagir pois em seus pensamentos, o jovem repentinamente imaginou estar prestes a entrar em contato com algum ser ultrapoderoso que amea?aria sua exist¨ºncia ou coisa parecida, mas ficou confuso ao descobrir que aquela voz estranha vinha de uma pirralha. ¡ª N?o brinque com a minha cara, garoto! ¡ª Hii! ¡ª Em¨ªlia solu?ou e entrou em desespero, ao ver com o balan?ar daquela pequena m?o, Miguel ser prensado no ch?o. ¡ª ¨¦ ela! Droga! droga! droga! O que eu fa?o!? ¡ª Seu pior medo se confirmou e seus pensamentos se amontoaram na busca por uma sa¨ªda daquela situa??o, estava exitosa, pensou em fugir pelo caminho oposto, mas lembran?as n?o muito distantes a fizeram repensar. ¡ª Se afaste dele! ¡ª mordeu os l¨¢bios e estendeu os bra?os em dire??o a garotinha, mas nada aconteceu, sua face ficou consternada e subitamente aquela determina??o se extinguiu quando seus movimentos foram interrompidos. ¡ª Voc¨º! ¡ª A alma de Em¨ªlia estremeceu, agarrada pelo pesco?o por uma for?a invis¨ªvel, come?ou a levitar lentamente e o corpo pesou do queixo para baixo. ¡ª Em¨ªlia!! ¡ª Miguel gritou e tentou se mover, mas estava paralisado do pesco?o para baixo. ¡ª Voc¨º! Voc¨º estava l¨¢! E ainda por cima tem a aud¨¢cia de aparecer em minha frente!!? ¡ª A voz da garota que semicerrou os olhos, saiu acompanhada de uma energia mort¨ªfera que quando levantou o bra?o lentamente e come?ou a fechar o punho de sua pequena m?o, Em¨ªlia come?ou a sufocar. ¡ª Na- N?o- n?o ¨¦ isso Mi- Mirabelle e- ee- eu n?o queria q-! ¡ª Solta ela! ¡ª Miguel ficou espantado com aquilo e tentou se soltar, se debateu, gritou, mas de nada adiantou. ¡ª N?o queria!? Como!? Voc¨º e seus companheiros estavam l¨¢ e interferiram nas decis?es! Tra¨ªram seus ideais e mataram seus irm?os! Se opuseram ¨¤ Ordem! ¡ª Um sil¨ºncio se instaurou com um escuro olhar de desgosto vindo da garota chamada Mirabelle. ¡ª E- Eu¡­ ¡ª Em¨ªlia que tentava se soltar e se contorcia, desistiu de seus esfor?os. ¡ª Eu Mirabelle de Luxia, Cust¨®disa do S¨¦timo Cl?, Trarei finalmente a Morte aos Traidores! ¡ª A voz ecoou sobre uma enorme e opressora energia que fez o ar ficar pesado. ¡ª Por- Por favor! A- ao menos o deixe ir! ¡ª Em¨ªlia implorou com um profundo medo no rosto, Miguel que assistia aquela situa??o impotente, amargava o cora??o quanto mais seus esfor?os se viam in¨²teis. ¡ª N?o existe perd?o, n?o existe miseric¨®rdia. ¡ª N?o! N- Na- por favo- ao menos o deixe ir! ¡ª Em¨ªlia tentou, mas j¨¢ estava prestes a ter o pesco?o esmagado, por¨¦m sentiu o aperto parar quando algu¨¦m se soltou. ¡ª Paaare! ¡ª Miguel cambaleante socou o rosto de Mirabelle e caiu por cima dela, agarrando-a pelos ombros. ¡ª Vo- Voc¨º! Como escapou!? ¡ª Mirabelle gritou e cuspiu um l¨ªquido dourado e em seguida estendeu a m?o para o alto, mas nada aconteceu e somente viu a tocar no peito do garoto. ¡ª O que est¨¢ acontecendo!? Isto n?o ¨¦ poss¨ªvel!!! ¡ª Solta ela! ¡ª Chega! ¡ª Uma tremenda onda de energia saiu do corpo dela, t?o forte que jogou Miguel para longe ¡ª Como!? Como conseguiu se soltar!? ¡ª Levantou cambaleante, raios sa¨ªam de seu corpo e se chocavam rasgando o ch?o. Miguel Tossiu e se arrastou at¨¦ o port?o no qual se apoiou e deixou uma mancha de sangue antes de se levantar com dificuldade para respirar ¡ª O- O que foi que aconteceu? ¡ª apoiou o corpo sobre as pernas que do¨ªam enquanto os bra?os tremiam e seu rosto machucado ardia, as feridas se fecharam queimando por part¨ªculas de energia vermelha que sa¨ªam de seu peito. Olhando para aquilo, Mirabelle ainda mais irritada com a falta de respostas estendeu a m?o na dire??o oposta. ¡ª Responda, Agora! ou¡­ ¡ª ela come?ou a fechar a m?o, Em¨ªlia quase sufocando come?ou a se debater e agonizar. ¡ª N?- N?o! N?o fa?a isso com ela! Eu respondo! Eu respondo!! ¡ª Gritou apavorado. ¡ª Ah! Agora voc¨º quer responder, hohoho! ¡ª Sorriu e o olhou com desd¨¦m ¡ª De onde voc¨º ¨¦!!? Quem ¨¦ voc¨º!?? ¡ª apertou mais a m?o e o olhou fixamente. ¡ª Me chamo Miguel! E- eu- ¡ª parou alguns segundos em desespero ¡ª Eu- eu venho da terra! Da terra!! ¡ª Caiu de joelhos no ch?o e implorou ¡ª Eu te respondi! agora solta ela! Por favor! ¡ª Terra? Voc¨º!? Daquela fortaleza!? Hahahahahahaha!!! ¡ª Uma rea??o inesperada veio dela, que colocou as m?os na cabe?a e soltou uma risada psic¨®tica. Assustado, o garoto continuou a implorar para que soltasse sua amiga que entre l¨¢grimas e solu?os perdia a consci¨ºncia. ¡ª Fortaleza!? Como assim?? Eu vim da terra! Isso ¨¦ verdade! Solte ela! ¡ª Voc¨º n?o sabe de nada, garoto. ¡ª O- O qu¨º!? Mirabelle em um instante desapareceu e Miguel ficou assustado e n?o soube o que fazer, Em¨ªlia continuava suspensa no ar. Olhou para todos os lados e n?o viu a carrancuda garotinha de vestido vermelho ent?o correu em dire??o a sua amiga. ¡ª Em¨ªlia! ¡ª Quase chegou a tocar ela, se n?o fosse por seus movimentos terem parado subitamente. ¡ª Aonde pensa que vai? Uma pequena m?o tocou no ombro dele. ¡ª Voc¨º achou mesmo que eu tinha simplesmente desaparecido? ¡ª O o- O que ¨¦ isso!? Como chegou aqui!? ¡ª Gritou. ¡ª Isto ¨¦ uma ¨ªnfima demonstra??o de poder, eu estava pensando e j¨¢ sei o que fez voc¨º conseguir escapar! ¡ª Um olhar amedrontador e uma press?o poderosa em seus ombros, foram o suficiente para Miguel cair de joelhos. ¡ª O-! ¡ª Sangue jorrou da boca, uma dor intensa como se cada um de seus ossos estivessem sendo esmagados, penetrou por sua carne e o fez agonizar. ¡ª Ooo! Sua alma¡­ ¡ª Mirabelle come?ou a movimentar a outra m?o por cima do corpo dele e outra dor duas vezes mais intensa era aplicada sobre ele. ¡ª Realmente, voc¨º n?o pertence ao Supramundo! ¡ª Um sorriso apareceu de ponta a ponta no rosto dela e o garoto revirou os olhos em agonia. ¡ª Mas sua alma- sua alma ¨¦ extraordin¨¢ria, para transformar ess¨ºncia em energia- mas essa composi??o- Isso ¨¦- ¨¦ mais do que incr¨ªvel! ¨¦ espl¨ºndido! ¡ª O- oqu- e!? Como assim??? O- o que essa lo- louca est¨¢ dizendo!? ¡ª Mas isso ¨¦ estranho. ¡ª Mirabelle suspirou, olhou para Em¨ªlia j¨¢ desacordada e afrouxou um pouco o pesco?o dela. ¡ª Mesmo que tenha conseguido sair da terra, n?o deveria conseguir chegar aqui¡­ qualquer conex?o do espa?o exterior com esse lugar deveria ter sido destru¨ªda, al¨¦m de que humanos vivos n?o podem usar de ess¨ºncia- espera! ¡ª algo incomodou o nariz dela. ¡ª este cheiro ¨¦ de- mas tem uma energia- est¨¢ vindo de- ¡ª Um cheiro que emanava dele lhe era familiar e quando semicerrou os olhos uma pequena linha em sua vis?o apareceu, uma linha vermelha que quando seguiu acabou em Em¨ªlia. ¡ª Interessante. ¡ª Ela cessou a for?a que impunha sobre ele, qual come?ou a arfar desesperadamente enquanto se contorcia no ch?o.Stolen content warning: this tale belongs on Royal Road. Report any occurrences elsewhere. ¡ª Isto no teu peito! ¡ª virou o para cima com um gesto de m?o e colocou o p¨¦ sobre o ombro direito de Miguel. ¡ª Essa marca que est¨¢ cravada nele. ¡ª desabotoou a camisa dele. ¡ª ¨¦ o s¨ªmbolo de uma promessa, tu formou um contrato com esta infiel aqui. ¡ª Apontou para Em¨ªlia que j¨¢ respirava melhor. ¡ª O que? Marca? esp¨ªrito? Como assim? Que porra isso tem haver!? ¡ª Ouviu mas n?o digeriu com as dores se intensificando por todo o corpo seguidas de ardor em seus pulm?es. ¡ª Agora est¨¢ mudo de novo? ¡ª falou com raiva e ao mesmo tempo n?o sabia se o fazia falar ou se simplesmente esperava. ¡ª Voc¨º formou uma promessa uma marca em uma parte do seu corpo ¨¦ o sinal de que essa uni?o existe, quando se tem um esp¨ªrito o espa?o de sua alma ¨¦ compartilhado e duas energias distintas a sua Santria passam a residir em seu corpo a ess¨ºncia e a Santria do esp¨ªrito. ¡ª Me diga¡­ como conseguiu formar uma promessa com ela? ¡ª Apontou para Em¨ªlia. ¡ª Ma- mas que merda que c¨º t¨¢ falando!? Mirabelle olhou para cima por alguns segundos e dirigiu-se com a sola de sua pequena sapatilha vermelha em dire??o a boca de Miguel ¡ª Garoto. ¡ª o sangue espirrou para todos os lados e manchou a parte branca de seu vestido. ¡ª Algu¨¦m muito poderoso deve lhe querer vivo, ou nunca teria chegado aqui respirando. ¡ª Su- Sua puta! ¡ª Cale essa boca de merda seu s¨ªmio! J¨¢ estou farta de lhe ouvir gritar! Sua vida est¨¢ nas minhas m?os e eu n?o lhe manteria vivo se n?o estivesse interessada na ess¨ºncia que sua alma produz! ¡ª J¨¢ muito aborrecida o chutou mais e mais, at¨¦ que um dente saiu de sua boca. ¡ª De- desculp- a ¡ª Cuspiu mais sangue e dessa vez suas feridas n?o se curaram e tinha um sangramento cont¨ªnuo na boca e nas cicatrizes que tinha pelo corpo. Mirabelle Tossiu e se afastou dele. ¡ª Acho que me perdi conversando coisas sem sentido, se n?o fosse por essa sua situa??o ¨²nica, nem respirando estaria. ¡ª Ela come?ou a caminhar em dire??o ao port?o. ¡ª O que ¨¦ incr¨ªvel ¨¦ que est¨¢ aqui, voc¨º deve ter percorrido uma corrente de ¨¦ter, mas- n?o, n?o sobrou nenhuma perto da terra¡­ ¡ª Mirabelle colocou a m?o sobre o queixo e come?ou a debater consigo mesma essa quest?o, nesse meio tempo em que realmente se distraiu a for?a que enforcava Em¨ªlia sumiu de vez e ela caiu. ¡ª Em¨ªlia! ¡ª Miguel que mesmo abalado com tantos ferimentos ainda tinha em si a seguran?a de sua amiga, levantou-se com todas as for?as que tinha e correu para agarr¨¢-la, se jogou e estendeu os bra?os a pegando antes de bater a cabe?a no ch?o. ¡ª Em¨ªlia! Em¨ªlia! Est¨¢ tudo bem!? ¡ª A balan?ou de um lado para o outro, mas algo o deixou sem ch?o, a desacordada garota de chiquinhas amarelas come?ou a se esfarelar como part¨ªculas e tornou-se uma esfera de energia que desapareceu no ar. ¡ª O- o Aaaa! O- o qu¨º est¨¢ acontecendo aqui!? Aaaaa! ¡ª Gritou apavorado e sentiu uma dor severa no peito que o fez gritar. ¡ª Se eu fosse voc¨º, n?o me preocuparia tanto assim com ela. ¡ª falou Mirabelle que se virou e tinha uma express?o ir?nica no rosto. ¡ª Esqueceu que tem uma promessa com essa infiel?¡ª teletransportou-se para tr¨¢s de Miguel e sussurrou no ouvido dele. ¡ª Ela n?o vai desaparecer¡­ Eu acho. No mesmo instante voltou a sua antiga localiza??o e Miguel que ficou paralisado ap¨®s aquelas palavras, se levantou pesarosamente em um misto de sentimentos e emo??es negativas, se segurando onde podia, no ch?o, nos bra?os, caindo e se erguendo, irado e com os sentidos bagun?ados. ¡ª SUA PUTA MISER¨¢VEL!!!! ¡ª O que voc¨º disse!? ¡ª Falou Mirabelle que j¨¢ longe, apertou meio punho na m?o direita e o paralisou instantaneamente. ¡ª SU- SUA PUTA DESGRA?ADA! ¡ª Sangue jorrava de sua boca, mas Miguel n?o se conteve, inflamado por um desejo insaci¨¢vel de vingan?a. ¡ª Feche essa sua boca imunda sua aberra??o! ¡ª gritou e abriu os olhos e de imediato uma onda de energia fez cortes profundos na pele dele. ¡ª Voc¨º n?o consegue compreender sua pr¨®pria situa??o!? Ponha se no seu lugar e se cale antes que eu tenha que recorrer a outros m¨¦todos para te calar! ¡ª Enfurecida, se aproximou levitando e pressionou o dedo indicador em seu rosto. ¡ª EU VOU TE MATAR! EU- VO- VOU TE MATAR!!! ¡ª Como um animal enjaulado ele se debatia e se jogava de um lado para o outro tentando mord¨º-la. ¡ª CHEGA! ¡ª Esticou o bra?o e gesticulou de tal forma que arrancou certa parte da ponte e o esmagou no ch?o. ¡ª Foi por isso! Foi por isso que o seguimos! Eu n?o entendo como Deus criou voc¨ºs! o homem foi a ¨²nica coisa que nenhum de n¨®s conseguiu aceitar! ¡ª o levitou novamente e colocou o dedo sobre seu nariz. ¡ª Voc¨ºs! Voc¨ºs! Eu n?o entendo! N?o conseguem se calar! N?o conseguem obedecer! n?o querem se controlar! s?o bestas idiotas que det¨¦m tanto poder nas m?os mas por serem t?o idiotas n?o d?o a m¨ªnima para suas pr¨®prias necessidades e vivem a base de seus pr¨®prios interesses! ¡ª VOC¨ºVAIPAGAR! VOC¨ºVAIPAGAR! ¡ª Miguel n?o a escutou, l¨¢grimas de sangue escorriam de seus olhos, o ¨®dio havia tomado conta de si, sua mente s¨® pensava em como a fazer sofrer, dor, nada vinha a mente al¨¦m disso e as pequenas lembran?as de seu reencontro com sua amiga que desapareceu. Mas repentinamente ele cessou de se debater ¡ª Voc¨º¡­ ¡ª falou com um tom frio e calmo. ¡ª Eu? ¡ª Mirabelle apontou para si. ¡ª Eu estou falando com voc¨º¡­ voc¨º estava ouvindo tudo n?o ¨¦? ¡ª O qu¨º? Com quem est¨¢ falando? Perdeu o ju¨ªzo de vez? ¡ª Sim eu sei que estava ouvindo, ent?o sabe o que eu quero, voc¨º vai me mandar pra essa porra de mundo, mas antes de tudo isso eu quero te fazer um pedido! sim UM PEDIDO! ¡ª Ignorando-a completamente, com os olhos vermelhos e veias pulsando em seu rosto, olhou diretamente para o port?o atr¨¢s dela. ¡ª H?? Est¨¢ tentando falar com aquilo? ¡ª ela olhou na mesma dire??o e soltou uma gargalhada. ¡ª Hahahahaha!!! ¨¦ s¨¦rio? Acha que aquilo ir¨¢ lhe responder? ¡ª t?o c?mica foi a situa??o que a mesma cessou por um segundo a for?a que tinha e desceu gargalhando at¨¦ ele ¡ª Imprest¨¢vel! ¡ª desferiu um ¨²nico chute que o atirou longe. ¡ª Isso ¨¦ um port?o dos prim¨®rdios! ¡ª Come?ou ent?o a levitar em dire??o a o port?o. ¡ª Uma das conex?es mais antigas, eles t¨ºm vontade pr¨®pria, eu que sou uma Cust¨®dia da Ordem n?o consigo uma resposta, imagina tu, macaco! Arfando, ap¨®s a queda e o impacto de sua cabe?a no ch?o, se levantou limpando o sangue que escorria pelo rosto e segurou em um dos bra?os que estava muito machucado. ¡ª E- eu mes- ¡ª tossiu e mais sangue caiu no ch?o novamente, olhando para aquilo mas n?o se abalou, uma decis?o cegada pelo ¨®dio n?o podia ser parada por meros ferimentos. ¡ª Mes- mo que eu morra, mesmo que minhas for?as sejam sugadas, mesmo que eu sofra pelo resto da minha vida! Eu vou lev¨¢-la comigo! ¡ª gritou. ¡ª O qu¨º? ¡ª Ela o olhou fascinada com tamanha ignorancia do sorriso macabro que ele carregava no rosto. ¡ª Eu vou escraviz¨¢-la! eu vou tortura-la at¨¦ que perca sua ¨²ltima gota de sanidade! Ela vai pagar por tudo! Por tudo aquilo que me causou! Por tudo aquilo que eu sofri! Eu a farei pagar em dobro! ¡ª Apontou para Mirabelle com ¨®dio em seus olhos, uma energia come?ou a emanar de seu corpo, o som de suas palavras fizeram o espa?o em que estavam estremecer. ¡ª Est¨¢ falando s¨¦rio? Hahahahhahahahahahahha! ¡ª Isso sua desgra?ada! Ria! Ria enquanto pode! eu vou fazer voc¨º implorar para que eu te mate! ¡ª Cerrou os dentes. ¡ª H¨¢! Voc¨º cruzou a linha garoto. ¡ª Mirabelle curvou o corpo e os bra?os para tr¨¢s, em um movimento r¨¢pido para frente, p?s as palmas da m?o em dire??o a Miguel. ¡ª Morra! Nada aconteceu, Miguel que estava olhando-a fixamente continuou assim. ¡ª O- O que!? ¡ª Olhou para as pr¨®prias m?os e descreu do que presenciou. ¡ª Morra! Morra! ¡ª come?ou a esticar os bra?os e mover as m?os mas nada aconteceu. ¡ª N?o ¨¦ poss¨ªvel! ¡ª Hahahahahaha! ¡ª a gargalhada dele foi seguida pelo o som do ch?o sendo arrastado e o ranger das dobradi?as do gigante port?o de ferro come?ando a se mover. ¡ª EST¨¢VENDO!? EST¨¢VENDO!? HAHAHAHAHAHA! Ao virar o rosto ela percebeu que seu orgulho tinha a deixado cega, por mais improv¨¢vel que seja o pedido feito, poderia ser acatado. ¡ª N?o ¨¦ poss¨ªvel! Co- Como!? COMO!? ¡ª Mirabelle se assustou, no exato momento em que o port?o come?ou a se abrir, o sangue de Miguel come?ou a se mover e v¨¢rios fios vermelhos come?aram a se formar. ¡ª N?o! N?o! N?O! ¡ª Desesperada, usou seus poderes para destru¨ª-los, mas eles se reconstru¨ªram e continuavam avan?ando. ¡ª Hahaha! ha- ha- ha. ¡ª Miguel desmaiou com os olhos abertos. ¡ª N?o! Eu! Eu n?o deixarei! ¡ª Uma forte onda de raios come?ou a sair do corpo dela, mas n?o surtiam efeito. O sangue marcou sua pele das pernas a cintura e parou em seu peito, se alojando em seu cora??o. ¡ª Aaaaagh! ¡ª Revirou os olhos em agonia com o choque de sua energia com a carregada pelo sangue do garoto, gerando ondas e mais ondas de raios, esfarelando o ch?o e criando uma cratera, at¨¦ que tudo subitamente cessou. ¡ª Urgh! ¡ª O ar ficou pesado e caiu de joelhos, uma dor intensa percorreu todo seu corpo e sangue saiu de sua boca. ¡ª H?!? ¡ª Quando se deu por conta daquele l¨ªquido vermelho escorrendo, uma express?o horrenda se viu em seu rosto. ¡ª N?o! N?o pode ser! Ele n?o fez isso comigo! Isso n?o pode estar acontecendo!!! ¡ª Os olhos vacilaram, as m?os tremeram e um suor escorreu pelo rosto paralisado e de repente uma corrente negra saiu de dentro do port?o e se enroscou em sua perna. ¡ª N?o! n?o! n?o! ¡ª Chutou, se arrastou, tentou resistir, por¨¦m mais apareceram, paralisaram seus bra?os, se prendiam em suas costas, enroscavam em seu pesco?o, tanto nela, quanto em Miguel que se bateu nela e a desequilibrou fazendo os dois serem puxados para dentro. O port?o que havia sido aberto em segundos, come?ou a se fechar, e o barulho do ranger de suas dobradi?as cessou ao estrondo de suas portas se trancando novamente. Arrastados a dentro, as correntes se juntaram a escurid?o e um forte vento os empurrou, raios de luz sa¨ªram das marcas no corpo dela e formaram uma linha que se dividiu em duas, uma esculpiu no pesco?o de Mirabelle um pequeno c¨ªrculo tra?ado que se prendeu como uma gargantilha, e no peito dele uma marca foi cravada, um c¨ªrculo dourado reluziu e o sangue que penetrou nele entrou em sintonia com encandecer das espadas que circundava. ¡ª AAAAAAAA!!! ¡ª gritou Mirabelle agarrada ao garoto, abra?ou o com for?a, enquanto caiam em meio a escurid?o, o ardor que sentia, desapareceu e gradualmente uma sensa??o de umidade come?ou a aparecer junto de pequenas nuvens brancas ao seu redor, a vis?o dela se emba?ou por alguns segundos ao surgir de uma fina linha azul cortando a escurid?o. Em segundos se deu um forte luz e o c¨¦u se mostrou, l¨ªmpido com algumas poucas nuvens brancas, se estendendo at¨¦ o horizonte, limitado apenas pelo terreno amarelado que se aproximava cada vez mais deles em queda livre e no momento que percebeu isso, apertou o garoto e moveu-se esperando que alguma coisa sa¨ªsse, mexeu e mexeu os ombros e as costas, mas nada respondia, e pensou entre o lacrimejar de seus olhos que sua vida terminaria.