《APENAS SEDUÇÃO (romance em Português)》 BIQUINI PRETO Resolvi de ¨²ltima hora pintar o banheiro. Ent?o me arrumei, pus meu velho short preto, peguei o material e fui para o banheiro. Ia avisar a Ema sobre o que eu iria fazer quando ela surgiu na cozinha. Ela estava de biquini, a calcinha preta asa-delta e o suti? vermelho, de cortina. Engoli em seco, mas consegui sorrir. - Ema, eu vou pintar o banheiro. Se precisar us¨¢-lo ¨¦ s¨® me avisar que saio, est¨¢ bem? - Est¨¢ bem, Noah. Obrigada. Fiquei parado, vendo-a passar por mim em dire??o ao terreiro, onde estendeu uma toalha no ch?o, logo colocando ao lado um tubo de protetor solar. A contragosto me virei e entrei no banheiro, frustrado por n?o ter a oportunidade de a ver deitadinha de costas. Mas, resignado, comecei a pintura. V¨¢rias pinceladas depois, quando movi a escada para uma outra posi??o, foi que vi, para minha surpresa, que pelo espelho do box eu tinha a vis?o que tanto queria: eu agora tinha a vis?o completa dela deitada de costas. Com o cora??o socando duro segui cada curva, cada contorno da calcinha do biquini, cada movimento que ela fazia. Eu estava para l¨¢ de excitado, n?o tinha como me bloquear. E eu n?o tinha como parar de ficar admirando-a, o que me obrigava a repintar o mesmo local v¨¢rias vezes. Acho que j¨¢ tinha pintado aquela parede, que me dava acesso ¨¤ vis?o dela pelo espelho, umas quatro vezes. Ela deve ter percebido que eu ficava pintando sempre o mesmo lugar, olhando-a do espelho do banheiro, enquanto ela tomava sol, com seu biqu¨ªni de asa-delta preto, no terreiro. This story originates from a different website. Ensure the author gets the support they deserve by reading it there. Eu me distra¨ª um pouco, vendo uma falha na parede. Foi com um susto que dei com ela dentro do banheiro, frente ao espelho que eu estava usando para espion¨¢-la. Quase morri de desespero, mas me tranquilizei ao conferir que ela estava tranquila, ainda mais ao ver em seu rosto a insinua??o de um sorriso muito malandro. Ela n?o falou nada. Apenas ficou de lado e mexeu em seu suti?, de tal forma puxando-o suavemente para a frente, de tal forma que me deixou ver seus seios nus por alguns poucos segundos. Ent?o, vendo que tinha minha total aten??o, e que eu ainda n?o ca¨ªra da escada, puxou a calcinha do biquini para a frente, me deixando a vis?o magn¨ªfica de sua barriga e seus pelinhos. Eu olhava embevecido, e em completo mutismo. Sem tirar os olhos de mim ela soltou a barra da calcinha, o rosto s¨¦rio me avaliando, em expectativa. Eu desci da escada, observando-a com intenso interesse. Com um movimento das m?os pedi que se aproximasse. Ela se adiantou alguns passos, parando na minha frente. Em sil¨ºncio eu enlacei sua cintura e a puxei para mim. Me senti aliviado quando ela veio com leveza e enla?ou minhas costas, se colando em mim. Bem devagar fui descendo o corpo, at¨¦ estar ajoelhado ante ela, at¨¦ meu rosto estar ¨¤ altura de seu pompom, que fiquei observando, enlevado, meus olhos namorando sua calcinha preta asa-delta. Eu estava ali, parado, sonhando, maravilhado. Ent?o, bem lentamente para que ela n?o se assustasse, fui aproximando meu rosto, at¨¦ me apertar em seu pompom, que beijei suave por um bom tempo. Suas m?os se moviam nos meus cabelos enquanto apertava com suavidade seu pompom contra o meu rosto. Devagar fui me levantando, beijando sua barriguinha, subindo para seus seios, que beijei cada um pelo suti?. Terminei de me levantar. Beijei sua orelha, desci para os ombros e voltei para seu pesco?o, feliz ao ouvi-la ronronar. Desci minhas m?os de suas costas, e com meu dedo indicador segui a linha da calcinha, deixando meus dedos ro?arem no triangulo por ela formado. Fiquei assim por um bom tempo, at¨¦ que introduzi minha m?o dentro da calcinha, tendo o cuidado de obedecer o limite para n?o a magoar. Ela ainda beijava meu pesco?o e se apertava em mim, movimentando com suavidade seus quadris. Ent?o de repente ela se virou, a bundinha se apertando em mim, ro?ando suave, indo e vindo, me deixando a sonhar. Acariciei sua barriga chapadinha e desci para a linha de sua calcinha, e para a calcinha em si, tamb¨¦m tendo o cuidado para n?o avan?ar para a ¨¢rea proibida. Ela gemia gostoso, abandonada, languida, feliz. De repente, lentamente se separou de mim. Adiantou um passo e se virou, me encarando com carinho, a princ¨ªpio, e ap¨®s com seu lindo jeitinho de malandrinha. Ela olhou meu pinto, sorriu abertamente e olhou a parede. - Nossa, que bela pintada est¨¢ ficando ¨C falou rindo, saindo logo ap¨®s e voltando para o terreiro, para o seu banho de sol. SINè´¸PSE Noah e Ema eram apenas amigos de infancia quando resolveram morar juntos em uma rep¨²blica. Ema era uma garota bonita demais, loira, um corpo bonito, seios m¨¦dios e duros. Ela gostava muito de usar minissaia e andar de shorts. Ela era uma estudante de cursinho, e ele um microempres¨¢rio e universit¨¢rio, com ambos contando 21 anos, ela sendo apenas poucos meses mais nova. Os dois eram de uma fam¨ªlia do interior, e eram amigos desde crian?a, e seus pais se davam muito bem. Eram t?o amigos que at¨¦ se viam como irm?os. Unauthorized duplication: this tale has been taken without consent. Report sightings. Por¨¦m, Ema trazia em si um terr¨ªvel trauma, que Noah, com o maior carinho e respeito, tentava ajud¨¢-la a superar. Os dois s?o ainda bem jovens, e apesar da confian?a dos pais dos dois, o que poder¨¢ dar de errado? Nikolai Barbara PREFè°©CIO Amor e desejo, desejo e amor. Podem parecer correlatos, mas n?o s?o. Eles se confundem sim, mas s?o muito diferentes um do outro. Um pensa sobre o outro, o outro apenas pensa em necessidades pr¨®prias; um envolve carinho, o outro apenas satisfa??o; um diz sobre respeito enquanto o outro apenas poder sobre algu¨¦m. If you stumble upon this tale on Amazon, it''s taken without the author''s consent. Report it. Amor simples e sincero, de almas. Assim ¨¦ a rela??o entre Ema e Noah, dois grandes amigos de infancia que montaram uma rep¨²blica, sob as ben??os dos pais. O que est¨¢ escrito aqui ¨¦ sobre um momento dos dois, em que acertam uma forma em que Ema pode contar com ajuda para seu terr¨ªvel trauma e seu receio pela vida. Nikolai Uilbor e Barbara ConSUelo UM DIA NO CAMPO Os passos seguem pelas altas montanhas Passo a passo elevando e descendo, seguindo ¨¤s vezes relutantes pelo pa?o, ¨¤s vezes velozes nos caminhos livres. Mas, sou o caminhante que fa?o a trilha sob o sol, um lugar que me abregue. - E ent?o, Noah, como estamos indo? ¨C o meu pai perguntou, se ajeitando ao meu lado na mesa. - Muito bem, pai. Tem tudo para dar muito certo. Acho que podemos assinar o contrato na semana que vem. - Que bom, filho, que bom. Esse contrato com a Secretaria de Educa??o nos dar¨¢ um bom suporte. Est¨¢ bem trabalhoso, n¨¦ filho? Mas vai valer o esfor?o, tenho certeza. E quanto aos novos escritores? - Estamos conversando ainda. Eu e a Bia estamos resolvendo alguns entraves que surgiram na conversa inicial, tipo percentual dos direitos autorais, os tipos de m¨ªdia etc. Dando certo v?o ser duas novas aquisi??es, e muito boas ¨C contei. ¨C Mikael e Nikolai, s?o esses, filho? - Isso mesmo, pai. Mikael Lenyer; ele escreve mais sobre fantasia, tipo capa e espada, anjos, al¨¦m de fic??o cient¨ªfica e outras linhas. E o casal, Nikolai Uilbor e Barbara Consuelo, mais para romances sensuais. -Legal... Tomara que d¨º certo, tamb¨¦m. - Vai dar certo sim, pai. Mas, e a Ema? Ela est¨¢ onde? Eu vi que ela saiu cedo. N?o a encontrei ainda. - Ah, sabe como eles s?o ¨C sorriu. ¨C Eles foram para a cabana do lago. O Raul e ela acordaram cedo, sorrindo de orelha a orelha. Disseram que iriam pescar para o almo?o. Convidaram todos para um belo almo?o l¨¢. ¨¦ para irmos, assim que um certo pregui?oso dorminhoco acordasse ¨C sorriu. ¨C Vai l¨¢? - Claro que vou, pai. Vou terminar o caf¨¦ e vou. Vai ser muito bom passarmos uma tarde l¨¢. Pai, que tal irmos todos agora? - Por mim, claro, vamos sim. Mas, quanto ¨¤s duas, esque?a ¨C avisou. ¨C Quando sua m?e e a Margarida se encontram, a conversa n?o para. Elas se divertem muito entre elas mesmas ¨C riu. - Claro que eu sei. Bem, est¨¢ bem, ent?o. - E, filho, pensaram bem na ideia de voc¨ºs? - Pensamos sim. Eu e a Ema falamos muito disso. Tenho certeza de que vai dar certo, pai. A Ema vai ser incr¨ªvel, ainda mais com esses novos contratos. E eu amo a presen?a dela. - ¨¦, tamb¨¦m acho. Tem todo o nosso apoio, filho, e do Raul e da Margarida tamb¨¦m. - Que bom, pai. Ent?o, que tal irmos? - Claro, vamos sim. S¨® vou avisar as duas ¨C falou se levantando. - Olha a¨ª os terr¨ªveis pescadores - Noah os cumprimentou assim que entraram na cabana. Era uma cabana espa?osa e bem equipada, constru¨ªda pelas duas fam¨ªlias na divisa das propriedades, ao lado de um lago m¨¦dio, feito com as ¨¢guas que desciam das montanhas. - E ali, barrando a porta para seu pai n?o entrar, o terr¨ªvel dorminhoco ¨C Ema riu. - Pregui?oso e ¨C falou, empurrando o filho para o lado e entrando. Ap¨®s abra?ar os dois se sentaram. - Acabamos de voltar da pescaria, Ema falou, descarregando o sambur¨¢ em uma grande vasilha, mostrando o quanto ela e o Raul haviam pescado. Raul logo pegou um peixe, depositando-o sobre a t¨¢bua de carnes. Raul era um sujeito de tamanho na m¨¦dia, em torno de 1,78 mt, um pouco acima do de Ema, que media 1,76, e j¨¢ beirava os 58 anos de idade. Ele era um cara troncudo e forte. Ele estava aposentado do BB, que era uma boa aposentadoria, j¨¢ h¨¢ quase um ano. Noah sorriu, porque sempre que pensava nele logo imaginava o Papai Noel, talvez por causa do seu rosto bondoso e bonach?o, dos cabelos bastos e brancos e, principalmente, pela barba branca que cultivava. Ele contrastava bastante com seu pai. Seu pai era um sujeito alto, de porte atl¨¦tico, medindo em torno de 1,80 mts. Ele contava com quase 56 anos, apresentando apenas alguns fios brancos no meio da cabeleira negra, e ele estava a ponto de se aposentar como gerente de TI em uma multinacional instalada no parque empresarial. Mas, o que mais o marcava, era seu grande e luminoso sorriso. Stolen content warning: this content belongs on Royal Road. Report any occurrences. - N?o ¨¦ muita coisa que conseguimos pescar ¨C Raul se justificou, - mas foi uma pescaria e tanto. E isso fui eu quem pescou quase tudo isso a¨ª ¨C riu, vendo a cara de desaprova??o da Ema. - Falso... ¨C ela falou, apontando a faca para ele. ¨C Gente, ele pescou aquele al¨ª, o menorzinho. E quase o perdeu ¨C sorriu debochada. - Bem, mas houve luta. Em todo o caso, n?o ¨¦ o tamanho que importa ¨C Raul riu, se pondo a limpar o peixe. Ema riu, mais satisfeita, e voltou a preparar a frigideira e a farinha para frit¨¢-los. Noah ficou observando os dois, feliz pela presen?a deles. - E as meninas? ¨C Raul perguntou. - Devem aparecer logo. Devem estar colocando as coisas em dia ¨C meu pai falou. - Mas, elas se encontraram ontem mesmo ¨C riu. - Pois ¨¦, n?o ¨¦? ¨C meu pai riu novamente e deu de ombros. Raul e Margarida eram vizinhos e amigos desde sempre, com a sede um pouco ao norte da cabana. Al¨¦m da liga??o de cada sede com a rodovia que passava acima, havia uma outra estrada, de terra, que ligava as duas propriedades. Noah suspirou, observando Ema com discri??o. Ela era linda, de um corpo que deixava os marmanjos desesperados, apesar de todos j¨¢ terem aceitado que ela estava longe do alcance. Ela era loira, dona de um corpo estonteante. Ela tinha as pernas bem torneadas e longil¨ªneas, o corpo bem equilibrado e forte, talhado no esporte que adorava, que era o karat¨º. Os olhos eram de uma cor de mel, e quando sorria, todo mundo ficava admirado pela alegria que transmitia. Apesar de tudo... Noah enxotou os pensamentos tristes que vinham ¨¤ sua mente: gostaria que ela encontrasse algu¨¦m de bom cora??o, e que assim, completasse a felicidade que ela merecia, por tudo o que havia passado. Noah suspirou novamente, rindo por dentro quando reviu algumas cenas de quando os dois treinavam juntos, ele com seu Aikid? e ela com seu karat¨º. - Acho que vou deixar mais alguns prontos ¨C a Ema decidiu. ¨C Aposto que as duas v?o chegar com fome ¨C riu. - Ainda mais em se tratando de peixe. Pegaram s¨® til¨¢pia, ou tem pacu tamb¨¦m? - S¨® til¨¢pia, Jonas ¨C disse. - Muito bem tamb¨¦m. - E ent?o, Ema. Empolgada? - Essa menina est¨¢! ¨C Raul deu uma risadinha. ¨C Com o material que voc¨º mandou, Noah, a Ema at¨¦ j¨¢ come?ou uns esbo?os de capa. Eu me voltei para a Ema, feliz ao saber que ela estava bem com isso. Eu tinha esperado alguma resist¨ºncia dela quando ofereci a ela um emprego na ¡°O Livreiro¡±, a pequena editora da fam¨ªlia. - ¨¦??? ¨C perguntei com um largo sorriso. - Voc¨º n?o me contou. - Eu ia fazer surpresa ¨C sorriu. - Fiz alguns esbo?os para o livro do Nikolai ¨C confirmou. ¨C Depois te mostro. E quanto aos escritores, como est?o as negocia??es? - Quase l¨¢, mas tenho certeza de que vamos conseguir fechar contrato com eles. Voc¨º deu uma olhada nos livros deles, na Amazon? - Eu olhei, e at¨¦ dei uma lida em alguns deles no kindle. Muito bons. Como j¨¢ sabe, fiz alguns esbo?os para o do Nikolai, e tenho algumas ideias para os do Mikael. - Que bom, Ema. Eu gostaria de dar uma olhada, se puder. - Claro que sim. Depois eu te mostro. Ainda est¨¢ em esbo?o, mas serve como ideia. - Sem d¨²vida. Obrigado. Vai ser muito servi?o, n?o vai? ¨C ri. - Vou adorar. O Mikael tem muitos livros, o que vai dar um pouco de trabalho, ainda mais que vou ter que ler todos para poder imaginar a capa correta. J¨¢ com o Nikolai vai ser mais tranquilo... - Nem tanto, meu bem... ¨C Jonas sorriu. - Vamos precisar de voc¨º tamb¨¦m como revisora, de todos os livros. - Revisora, Jonas? ¨C ela olhou assustada para o meu pai. - Sim... Vai dar tudo certo, Ema ¨C a tranquilizei. - Voc¨º ¨¦ ¨®tima em portugu¨ºs. Ela me olhou, seus olhos s¨¦rios e pensativos. - Mas por que n?o passa isso para as outras equipes? ¨C perguntou, se voltando novamente para o meu pai. - Voc¨ºs t¨ºm as meninas e os garotos e... - N¨®s estamos querendo aumentar nossa linha oficial. Sabe, o MEC... Ent?o, at¨¦ essa equipe pode se mostrar pequena. - Entendi... ¨C ela falou, se mostrando preocupada. - Fofinha, se come?ar a parecer demais ¨C eu intervim, - pomos uma equipe para voc¨º... - Eu concordo com tudo isso, com uma observa??o, que j¨¢ disse outras vezes ¨C interveio o Raul por sua vez. ¨C S¨® n?o pode descuidar do cursinho para o vestibular... A faculdade ¨¦ priorit¨¢ria. - Eu sei, pai. Bem, temos que come?ar para ver, n?o ¨¦? ¨C sorriu. - Uma parceria e tanto... ¨C Jonas sorriu alegre. ¨C E voc¨ºs, para mim, escolheram os cursos certos. Noah em ¡®Edi??o e Produ??o Editorial¡¯ e voc¨º, minha querida, logo vai passar em ¡®tradu??o¡¯. S?o ¨®timas escolhas, e totalmente complementares. Estou empolgado com voc¨ºs na empresa. - Bem, mas tem algo que estou me co?ando para saber: e quanto a voc¨ºs montarem uma rep¨²blica para voc¨ºs dois? ¨C Raul quis saber. ¨C Est?o quietos, n?o falam nada... - Ah, j¨¢ est¨¢ mais que decidido. N¨®s vamos sim... - Que bom... ¨C Jonas sorriu satisfeito. ¨C E j¨¢ encontraram algum lugar? - Eu j¨¢ estou vendo isso, pai. Encontrei uma casinha nos fundos de uma outra casa, muito bem arrumadinha, quase no centro. Pre?o justo e de f¨¢cil acesso. Vou pegar as chaves se a Ema der o seu aval. - Ora, Noah, como voc¨º vai alugar individualmente, e eu vou s¨® de inquilina ¨C sorriu, - ent?o n?o precisa da minha opini?o e... Ai... ¨C ralhou com um sorriso quando a acertei com um gr?o de feij?o. - Temos um acordo, e ¨¦ assim que vai ser. Se voc¨º n?o gostar, arrumo outro lugar, est¨¢ certo? Pelo canto dos olhos vi meu pai e Raul sorrindo satisfeitos. - Pai... ¨C Ema reclamou, olhando para o seu pai. - Isso ¨¦ entre voc¨ºs. Se virem... ¨C riu, dando uma cotovelada em Jonas, que baixou a cabe?a, sorrindo tranquilo. - Est¨¢ bem, est¨¢ bem ¨C Ema capitulou. ¨C Vou ver... E vou pegar o quarto maior, e se tiver su¨ªte eu fico com ela ¨C riu. - N?o tem su¨ªte ¨C ri. ¨C S?o apenas dois quartos, al¨¦m de um quarto maior nos fundos, separado da casa, que podemos usar como escrit¨®rio. Mas, como sou muito bonzinho ¨C ri novamente, - vou deixar voc¨º escolher o seu. - Chato ¨C ela riu. ¨C Quando quiser ent?o, vamos ver... - Amanh?, ent?o... - O que ser¨¢ amanh?? ¨C perguntou Margarida entrando na cabana, trazendo a reboque a minha m?e. Eu sorri, antecipadamente me divertindo com as duas. A Margarida era muito afoita, agitada, alegre demais. Ela estava aposentada h¨¢ quase seis meses como contadora de uma das maiores empresas de Itajub¨¢. Ela era esbelta e de modos agitados. Por¨¦m, quase ficava s¨¦ria, era comedida e controlada. J¨¢ minha m?e era alta e esguia, os modos suaves e muito controlados. Ela era uma mulher que impunha respeito e admira??o s¨® com sua presen?a. Ela j¨¢ estava aposentada h¨¢ quase um ano como professora de f¨ªsica na UNIFEI, a Universidade Federal de Itajub¨¢. - Vamos ver a rep¨²blica amanh? ¨C contei. - Ver se a Ema aprova. Se aprovar, j¨¢ pego as chaves amanh? mesmo. - Que bom, que bom. N?o ¨¦ bom, Catarina? Viu s¨®, eu falei que ia dar certo. - ¨¦ ¨®timo mesmo ¨C minha m?e riu, indo rapidamente conferir o que estava sendo preparado para o almo?o. DESPERTAR Um mundo novo come?ou a se mostrar, t¨ªmido e receoso ¨¤ princ¨ªpio. Como estaremos no caminho que se abre? Ema e eu j¨¢ est¨¢vamos morando juntos h¨¢ quase uns dois meses. Sem que perceb¨ºssemos desenvolvemos uma rotina muito gostosa: em qualquer oportunidade aproveit¨¢vamos para conversarmos, tanto sobre assuntos da empresa quanto sobre qualquer outro. Mesmo em se tratando do O Livreiro nos divert¨ªamos bastante. E havia assuntos demais, e todos bons assuntos, que nos fazia rir, porque distorc¨ªamos as coisas e cri¨¢vamos situa??es alternativas bem divertidas. Muitas vezes deix¨¢vamos algum assunto de m¨¦dia importancia s¨® para ficarmos nos curtindo. Uma noite n¨®s est¨¢vamos conversando na cozinha, ela encostada nos arm¨¢rios perto da porta da cozinha que dava para o terreiro e eu, na mesa, pois havia acabado de lanchar. Era in¨ªcio da noite, e a temperatura estava muito agrad¨¢vel. Ela estava com uma blusa larga e um short que em nada fazia jus ¨¤s suas curvas, enquanto eu estava de short e camiseta. - Ser¨¢ amanh? a assinatura dos contratos com o Mikael e com o Nikolai? ¨C Ema quis saber. Support the creativity of authors by visiting the original site for this novel and more. - Ser¨¢ sim, ¨¤s quatorze horas e ¨¤s dezesseis. Bom, n?o ¨¦? - Sim, muito bom. E eu j¨¢ estou adiantada no livro do Nikolai, e tamb¨¦m j¨¢ estou pensando no livro Danatu¨¢s, do Mikael. - Maravilha, Ema... - Voc¨º leu algum material do Nikolai? - Li sim ... ¨¦ sensual, e de um erotismo suave. Gostei... Ent?o a conversa foi evoluindo quando, sem entender o que nos levara ao assunto, fiz uma pergunta, mais por curiosidade, talvez inspirado nos livros do Nikolai. - Ema, mata uma curiosidade minha. - Fala... - Eu sempre quis saber: voc¨ºs mulheres, quando andam, e a calcinha enfia no reguinho... Isso incomoda voc¨ºs? Ema n?o aguentou e riu. - N?o me diga que voc¨º est¨¢ pensando em usar sua cueca assim ¨C riu novamente. - Nossa, de forma alguma ¨C virei para ela uma cruz de dedos. ¨C Excomungo. ¨¦ apenas uma curiosidade... - Bem... Ela ficou pensando por algum momento, talvez avaliando a minha pergunta. - N?o, n?o incomoda n?o. Para falar a verdade, Noah, falando sobre mim, eu at¨¦ acho gostoso demais. Ela fica raspando, e ¨¦ muito bom. - Raspando? ¨C Estranhei. ¨C Ah, entendi - falei, mais pelo sorriso malicioso que ela me endere?ou. - S¨¦rio? Voc¨º gosta dele ficar sendo raspado? - Eu gosto sim ¨C sorriu. Achei bonito a mal¨ªcia que havia nele. Foi ent?o que, com surpresa, vi que seus olhos passaram rapidamente por mim. Sorri, achando estranho ter parecido que havia algo mais naquele olhar. Mas, como ¨¦ramos muito amigos, deixei para l¨¢. FOTO DO SHORT Como podemos dizer que n?o tocamos a alma de algu¨¦m, mesmo quando nos pensamos invis¨ªveis? Eu estava entretido na moto, arrumando o carburador sobre a bancada, quando ela apareceu. Ela veio depressa com a m¨¢quina de fotografar e tirou uma foto minha, especificamente do short curto e rasgado que eu usava. Ela riu, e ent?o levantou a camera e tirou algumas do meu peito. - Vai ficar legal ¨C ela disse, se retirando t?o rapidamente quanto viera. Eu fiquei parado, vendo ela ir-se, a surpresa em mim. Quando ela me chamou para o almo?o a encontrei sorridente, cantando enquanto se servia. Ela passou por mim e se sentou ¨¤ mesa, toda cheirosa e fresca. - Nossa, adoro esse seu cheirinho ¨C elogiei. - E eu o seu, Noah... - Curiosidade 2... ¨C falei, sentando-me ¨¤ mesa, um sorriso sacana rompendo em meu rosto. - Solta ¨C ela riu. - As fotos que tirou de mim... - O que tem? - Fiquei pensando... Que roupas voc¨º acha que ficam bem em mim, Ema? Isso ¨¦, se alguma ficar, n¨¦? - Hum... Continua humilde ¨C ela riu, apoiando o garfo no pratinho, como se estivesse avaliando um invent¨¢rio. ¨C Foi porque tirei foto de voc¨º de short, n?o foi? You could be reading stolen content. Head to Royal Road for the genuine story. - Foi sim... - Pois ¨¦, acho que voc¨º fica muito sensual com esse short. - Mas, ele est¨¢ bem arruinado. Todo furado... - Bruto, macho, gostoso ¨C ela falou. - Bom saber, bom saber. Armas aos inimigos ¨C falei engrossando a voz e tornando-a meio rouca. ¨C Agora voc¨º ir¨¢ sofrer torturas inomin¨¢veis ¨C ri ante a amea?a. - N?o, senhor. Por favor! Seja bondoso comigo! ¨C ela gemeu entre sorrisos. - Pensarei em seu caso, donzela. Mas, falando s¨¦rio, Ema, fora esse short... - Bem, quer saber o que te deixa sensual, ao menos para mim, como algumas pe?as que uso que te deixam bem... h?... diferente? ¨C perguntou, o rostinho com ares bem safadinho. - Sim, isso ¨C concordei. - Bem, tem aquela cal?a preta que voc¨º usa quando vai trabalhar; aquele jeans da Hering; aquela slim fit e aquela da John John, aquela de corte normal e toda rasgada. E tem esse short velho que usa que, uau, ¨¦ demais; e aquele outro que voc¨º usa quando vai treinar. Demais! Isso sem contar que voc¨º fica demais quando usa sua roupa para treinar Aikid?. Nossa... Isso sem contar as suas cuecas, n¨¦? A¨ª o neg¨®cio fica demais... - Ora, quais das minhas cuecas? ¨C ri divertido. - Todas devem ficar muito bem, e algumas vi que ficam ¨C falou. ¨C Mas, aquelas do tipo sunga s?o incr¨ªveis. Gosto das boxers, aquelas mais ajustadas ao seu corpo. Adoro... Bem, falando assim, vi que gosto de todas elas ¨C riu. ¨C Bem, melhor mudarmos de assunto, porque esse assunto est¨¢ me deixando excitada ¨C riu. - Ent?o n?o vou parar. Quero voc¨º muito excitada. N?o sou s¨® eu que devo ser torturado por aqui. Ela ent?o me olhou, e notei uma tristeza em seus olhos, um peso que eu n?o gostava de ver neles. - Voc¨º se engana, Noah. Eu gostaria de ser mais... mais leve. Sabe, n?o sabe? Eu respirei fundo, e lentamente adiantei minha m?o e tomei a sua, com imenso carinho. Ela levantou os olhos para os meus. Havia um carinho ali, uma suavidade e uma dorzinha que me tocou fundo. - Voc¨º ¨¦ linda demais, Ema, e sua alminha ¨¦ incr¨ªvel. Adoro dividir meus dias com voc¨º. Obrigado. - E eu com voc¨º, meu bem ¨C falou, n¨®s dois esquecidos do almo?o que esfriava nos pratos. ¨C E vamos fazer o seguinte, aproveitando que voc¨º est¨¢ emotivamente excitado ¨C deu um risinho: - enquanto voc¨º lava todas as vasilhas e pratos, eu vou fazer uma bela pizza para n¨®s, o que acha? - Combinado ¨C aceitei feliz, me levantando em tomando minha posi??o na pia. O TRAUMA Um anjo que ataca o outro, desejando preencher uma falta, uma necessidade sem sentido de dominar e sujeitar um outro anjo... Como isso seria incompreens¨ªvel, se n?o soub¨¦ssemos das experi¨ºncias que se buscamos. Enquanto ela se distraia na receita e na confec??o da pizza, eu me distraia na limpeza das vasilhas. Meus pensamentos escorreram para longe, rememorando o que havia acontecido com minha amiga, e como eu devia ser grato por poder ajud¨¢-la a superar tudo o que passara. Ela iria conseguir, n¨®s iriamos conseguir, eu tinha certeza. Engra?ado como pensamos muito em poucos segundos. Sempre que havia alguma coisa relacionada ao ato sexual a Ema simplesmente travava. Era assim com ela desde os ataques que ela sofrera: Tudo come?ou quando um louco surgira na cidade, rememorei. Ema ainda era uma crian?a naqueles dias, contando apenas 13 anos de idade. Ningu¨¦m deu aten??o a ele. Ao contr¨¢rio, muitos moradores, condo¨ªdos por ele, o ajudaram, dando-lhe roupas e comida. Ele era um sujeito alto e muito forte, de m?os grandes e olhar assustado, a voz baixa e receosa. Mas ele era um louco, e tinha uma pervers?o. Ema quase foi estuprada por esse mesmo louco que todos tentavam ajudar. Era j¨¢ o in¨ªcio da noite. Margarida olhou pela janela, e a Ema estava perto do port?o da casa, brincando com um gato. De repente ela n?o estava mais l¨¢. A m?e saiu e ficou chamando-a, estranhando o sil¨ºncio em que tudo estava mergulhado. Foi quando o pai chegou, e Margarida contou que n?o conseguia encontrar a Ema. Tomado de preocupa??o, enquanto a m?e procurava ao redor da casa, o pai andou para o final da rua. Foi a sorte. Raul notou algo estranho em uma esquina escura, nos sons de movimentos agressivos e brutos. Ele se aproximou apressado, para ver o que estava acontecendo. E ele viu um homem, que segurava uma menina pela garganta, enquanto com a outra m?o come?ava a baixar as cal?as. Depressa ele tomou a dire??o do casal, pronto a intervir. O louco virou o rosto, e o encarou, o ¨®dio escorrendo por ter sido interrompido. Ele parou, horrorizado quando viu quem era a menina. Seu cora??o pareceu explodir ao ver que a menina era a Ema. Sem pensar mais, apenas correu contra o homem louco. O pai e ele lutaram violentamente. O cara acabou fugindo. Vizinhos ouviram a confus?o e chamaram a pol¨ªcia, que acorreu r¨¢pido. O pai estava muito, muito ferido, e teve que ser levado para o hospital, tal como ela, que estava em estado de choque. Mas, parecia que o destino a queria for?ar ainda mais. Aos quatorze anos foi atacada sexualmente por um vizinho. Ela reagiu ent?o, quebrando um tijolo na cabe?a dele. O sujeito foi preso, mas um trauma a mais se instalara nela. Revoltado com o que havia acontecido com ela, sugeri que n¨®s entr¨¢ssemos para alguma academia de artes marciais, o que foi muito bem aceito por todos. A Ema escolheu Karat¨º, e eu escolhi o aikid?, que depois de um tempo acrescentei com a academia de kung fu. At¨¦ hoje agrade?o demais por termos tomado essa decis?o. E isso porque tudo piorou em pouco tempo. Faltava um m¨ºs para ela fazer quinze anos quando o pior aconteceu. Ela estava em um show com amigas, e o show j¨¢ terminar¨¢. Renata, uma velha amiga, quis ir embora. A Ema pediu para que ficassem mais um pouco. A amiga riu e disse que estava tranquilo, que ela iria na frente. Como as duas eram vizinhas, a Ema disse que logo a alcan?aria. N?o demorou e logo a Ema se despediu das amigas e tomou o caminho de casa. Ela passou perto de um bar e, um pouco mais ¨¤ frente, notou gemidos e urros de prazer em uma esquina mal iluminada. Quando ela se aproximou ficou em choque com o que via: sua amiga estava sendo atacada por tr¨ºs sujeitos. Eles riam baixinho, batiam nela enquanto um deles a estuprava, numa selvageria louca. This text was taken from Royal Road. Help the author by reading the original version there. - Agora sou eu ¨C gritou um outro empurrando o que abusava da Renata. - N?o, ¨¦ minha vez. Voc¨º j¨¢ foi umas duas vezes... Foi ent?o que os tr¨ºs, com as cal?as arriadas, perceberam uma presen?a na entrada do beco. Ema, se a princ¨ªpio ficar¨¢ congelada com a vis?o, logo se recuperou. Gritando de ¨®dio se lan?ou contra eles. Eles riram e ficaram felizes, acreditando que teriam mais uma com que se divertir. Mas Ema se mostrou mais louca que eles. Ela conseguiu derrubar dois deles, mas o terceiro, o mais forte e alucinado deles, tirou uma faca de cozinha da cintura e, num descuido de Ema, a esfaqueou no ventre, puxando com viol¨ºncia a faca para baixo. A faca estava muito afiada, apesar de suja e velha. O corte foi horr¨ªvel, atingindo o ¨²tero em cheio. Quando desceu em um c¨ªrculo quase atingiu a femoral esquerda, e quando saiu, rasgou parte da vagina de Ema. A sorte foi que, com o alarido e a balb¨²rdia que o beco se encheu, passantes e pessoas do bar acorreram. Os homens foram pegos e quase linchados pela popula??o, enquanto uma ambulancia acelerava para o hospital, com as duas. Mas, enquanto as pessoas se preocupavam com as duas, os tr¨ºs conseguiram fugir do local. Na noite do dia seguinte eles foram pegos, mas o mal que haviam cometido n?o podia mais ser revertido. Do estupro da nossa amiga resultou uma gravidez indesejada, que ela se recusou a abortar, no que foi apoiada pelos pais. Mas a dor estava l¨¢, e eles acabaram resolvendo se mudar para o estado do Rio Grande do Sul. E quanto ¨¤ Ema, ela teve que enfrentar v¨¢rias cirurgias. Felizmente, fisicamente tudo foi resolvido, mas s¨® fisicamente. Apenas ficara uma cicatriz, que quase n?o se percebia. Meu cora??o estava pesado demais. Silencioso de dor n?o sa¨ª de perto das duas, e depois ao lado de Ema, quando nossa amiga teve alta. Eu n?o desgrudava dela. Eu estava l¨¢ quando a trouxeram da UTI; eu estava l¨¢ quando tomava seus rem¨¦dios, quando chorava, quando precisava de uma m?o para apertar. Eu era a voz que lia para ela, e que procurava lhe dar for?as. Eu ajudava os pais na troca de seus curativos, em sua alimenta??o, e velava seu sono. Me lembro quando ela acordou, ap¨®s vir da UTI. Ela abriu os olhos pesados, perguntando sobre a amiga. Eu contei a ela, dizendo que ela se recuperava e j¨¢ tivera alta e estava em casa com seus pais. Ela sorriu. Ent?o seu rosto ficou duro. - E quanto aos bandidos? ¨C perguntou, a voz entrecortada dos rem¨¦dios. - A pol¨ªcia conseguiu peg¨¢-los, Ema ¨C contei, sob os olhos tristes dos pais, que estavam conosco naquele momento. - Que bom, que bom... Gostaria que morressem ¨C falou, uma l¨¢grima correndo de seus olhos. Eu inspirei lentamente, sabendo que a dor que sentia no corpo e na alma haviam lhe ditado o que dissera, pois sabia que n?o era isso realmente o que desejava. - Sabe quem aju... Eu segurei o bra?o da Margarida, e ela entendeu que a Ema n?o precisava daquela informa??o, nem agora nem nunca. Ela riu, a informa??o se perdendo quando Ema adormeceu. Os dias passaram, enquanto ela se recuperava lentamente. Ent?o chegou o dia em que teve alta e retomou o fio da vida. N?o demorou e logo ela estava totalmente recuperada, sem qualquer sequela f¨ªsica. Mas, por mais que n¨®s todos tent¨¢ssemos, e busc¨¢ssemos ajuda, os traumas nunca se foram. Em ambos os casos mais graves, ela se abriu comigo um dia, ela se sentia culpada. Ela se sentia culpada de que seu pai, que tanto amava, quase fora morto por culpa dela, e que tamb¨¦m fora por causa dela que sua amiga fora atacada. A dor era grande, o que e a impedia de ouvir qualquer argumento, por mais forte que fosse. Ela n?o conseguiu lidar com essas culpas e dores muito bem. Mesmo as sess?es com psic¨®logos pouco resolveram a culpa e os medos que ela embalava. Por causa disso ela desenvolveu o receio de namorar ou ficar, ou mesmo de dar uns malhinhos, pois dizia que os homens sempre iriam querer ir algo mais al¨¦m, e que se tornavam animais, por mais carinhosos e bonzinhos que aparentassem ser. Quando ela disse que aceitaria montar uma rep¨²blica comigo, eu bem sabia que os pais ficaram aliviados. Afinal, eu era o melhor, e talvez ¨²nico amigo que ela tinha, e sabiam que comigo ela estaria totalmente protegida. E eu sabia os riscos, para n¨®s dois. Mas, o respeito que t¨ªnhamos um pelo outro, e o cuidado que t¨ªnhamos nos protegia. Eu sabia que havia dias em que ela estaria mais acess¨ªvel, e dias em que qualquer aproxima??o minha poderia disparar uma resposta ruim. Eu sempre ficava avaliando seu estado, cuidando dela. Eu adorava cuidar dela. Quando eu via triste, ou extremamente reativa, eu conseguia rapidamente traz¨º-la de volta, porque ela sabia o quanto eu a respeitava e o imenso carinho que tinha por ela. Suspirei pesado, e sorri ao ouvir sua voz alegre me chamando ¨¤ realidade. - O bolo e o caf¨¦ v?o esfriar, seu distra¨ªdo ¨C ela falou toda cheia de energias, sentando-se ao meu lado e cheirando deliciada o aroma do bolo. N?O FOI POR VINGAN?A, FOI POR RAIVA A dor se revolvia no meu cora??o, toldando meus sentimentos, destruindo os cuidados que eu tinha, para comigo e para com os outros. Precisava achar uma forma de deix¨¢-la ir-se. Ela veio em sil¨ºncio e se sentou ao meu lado. Com cuidado tomou minha m?o e olhou dentro dos meus olhos. Havia pesar neles, mas havia tamb¨¦m carinho, amor. - O que voc¨º fez, meu bem? Eu a olhei, sem entender aonde ela queria chegar. > Eu soube que quase foi preso, Noah... Eu abaixei a cabe?a, pensativo. Era um assunto no qual eu n?o queria entrar. - Deixe para l¨¢, Ema. N?o deu em nada, e tudo foi esquecido. Sou um ficha-limpa, como um rec¨¦m-nascido ¨C ri baixinho, levantando meus olhos para ela. ¨C Vamos deixar quieto, est¨¢ bem? - Eu vi as fotos dos caras - ela contou. Suspirei com pesar. N?o queria que ela soubesse o que eu havia feito. Mas, como evitar? Jo?o de Deus, o delegado, era muito amigo das nossas fam¨ªlias. Apesar dos meus pedidos para que deixassem Ema for a daquilo, eu sabia que um dia ela acabaria sabendo. Bem, at¨¦ aceitei bem isso, porque n?o gosto de ocultamentos, de mentiras. Ent?o suspirei novamente e dei de ombros. - J¨¢ foi, Ema. Acabou. Agora s¨® temos que cuidar de n¨®s, e ver o passado tal como ele ¨¦: um conjunto de lembran?as, lembran?as que podemos deixar que nos machuquem, ou n?o. N¨®s escolhemos, entende? Vamos deixar. - Est¨¢ bem, meu querido, est¨¢ bem. Obrigada ¨C agradeceu, os olhos totalmente molhados, enquanto se aproximava e chorava em meu ombro, tal como eu chorava no dela. A Ema ainda continuava no hospital, sob a aten??o do seu pai. Eu estava abalado, mas tamb¨¦m estava desejando algo para aliviar minha dor. Eu seguia a pol¨ªcia discretamente que estava ¨¤ ca?a dos criminosos, me ocultando pelas vielas do bairro de Zuma, um dos lugares mais perigosos de Itajub¨¢. A noite estava bem avan?ada, e havia uma lua em crescente no c¨¦u, o que dava uma ilumina??o muito par?a ao mundo. Era um ambiente prop¨ªcio para a maldade se sentir inteira ¨C pensei, enquanto via a pol¨ªcia se aproximar e cercar uma casa. Eu estava ali n?o buscando vingan?a ou retalia??o, mas apenas para conferir que todos os envolvidos pagassem pelo que tinham feito ¨¤s minhas duas amigas. Eu estava todo vestido de preto, tal como minha alma estava quieta, oculta em sombras. Eram apenas dois policiais que haviam encontrado o endere?o ap¨®s dar um aperto em um cara num ponto de droga. Eu sabia que haviam pedido refor?os, mas eles resolveram se adiantar e tentar capturar os tr¨ºs, provavelmente com receio que desaparecessem novamente. Quando eles arrombaram a porta e entraram, um pela frente e outro pelos fundos, dois deles foram pegos, porque n?o conseguiram revidar ou fugir, machucados que foram pela Ema e pelos que acorreram para ajudar as duas. Mas o terceiro pulou uma janela e correu. Eu observei a cena. Um dos policiais, o mais velho, rendeu e ficou com os dois, enquanto o mais jovem deles saiu em persegui??o do que esfaqueara a Ema. E desse eu tamb¨¦m fui atr¨¢s, decidido a que, se o policial o alcan?asse e rendesse, eu deixaria assim, e iria embora sem que ningu¨¦m percebesse que eu estivera por perto. Mas, se ele conseguisse escapar... Ele era r¨¢pido e ¨¢gil. Apesar de estar bem machucado, ele parecia ser mais resistente. Ele se esgueirava por vielas e porque, sempre atento ao seu entorno. Parava e continuava a correr, em muitos momentos pulando terreiros de casas e passando por cima de telhados. The story has been taken without consent; if you see it on Amazon, report the incident. Ele j¨¢ havia dado uma grande distancia da casa que ocupara quando, silenciosamente, sentou-se para descansar num beco sujo e malcheiroso, onde o esgoto corria a c¨¦u aberto. Para azar dele, ele n?o percebera que esse beco era um beco sem sa¨ªda, e cercado por muros altos. Vendo que o policial perder¨¢ o rastro dele eu me revelei, bloqueando a sa¨ªda do beco. A lua estava atr¨¢s de mim, e eu podia ver seu rosto sem muita dificuldade. Assim que me viu ele se levantou rapidamente, ficando de frente para mim, a postura de confronto. Em seu rosto havia um sorriso maldoso. Ele era forte e ¨¢gil, e ele confiava demais em si mesmo. - O que ¨¦ que ¨¦, seu? Que ¨¦ que voc¨º quer, mano? - Vim fazer voc¨º pagar ¨C falei quase em um sussurro. - Ora, mano... Sei bem o que voc¨º quer. Quer ser minha mulherzinha, ¨¦ isso, seu. Pois v¨¢ embora. N?o quero agora... ¨C riu. Eu apenas avancei. Ele levantou o punho e tentou me acertar. Eu segurei seu pulso e o puxei com viol¨ºncia, neste golpe deslocando seu ombro, enquanto lan?ava sua cabe?a contra a parede. Ele urrou de dor e ¨®dio, sacando a faca com a outra m?o, tentando me atingir, a mesma faca com que atingira a Ema Peguei sua m?o e a fechei com for?a em torno do cabo, usando o Sankyo do aikid?, quebrando o seu pulso com a aplica??o de uma pequena for?a. Ainda, segurei com mais for?a o seu punho com a faca e a girei, descrevendo um arco com toda a for?a que eu tinha, cravando a faca em sua virilha. Ent?o, sem lhe dar tempo, puxei sua m?o e a cravei com viol¨ºncia em seu f¨ºmur. Sorri quando um medo vestiu seu rosto. Ele olhou o sangue vertendo de sua virilha e de sua perna. Os olhos dele agora estavam como eu queria, mas eu queria um pouco mais. Com os dedos acertei seu peito, e quando ele se curvou dei um golpe violento em suas costelas, quebrando a ponta de duas delas. Eu o faria pagar por cada segundo de dor que causara ¨¤s duas. Como uma m¨¢quina desconsiderei seus gritos e quebrei sua clav¨ªcula esquerda, o que fez seu bra?o desabar. Ent?o, insens¨ªvel como nunca pensara que poderia ser, apliquei uma sequ¨ºncia r¨¢pida e poderosa de golpes, em cada um deles quebrando alguns ossos, da perna, joelho e a ponta do f¨ºmur. Me afastei, para dar tempo a ele de observar e sentir sua pr¨®pria destrui??o. Ele agora estava de joelhos no ch?o, suas costas apoiadas no muro, seus olhos molhados de dor, o horror em seu rosto, a respira??o apressada, forte e falhando. Me aproximei bem lentamente, meus olhos mirando sua garganta. Eu antevi meu golpe; eu o veria morrer bem lentamente, afogando-se em seu pr¨®prio sangue. Quando o peguei pelos cabelos e deixei sua garganta ¨¤ mostra, pousei meus olhos em sua traqueia. - Parado, paradinho a¨ª ¨C ouvi a voz atr¨¢s de mim. Fiquei quieto, identificando que hav¨ªamos sido alcan?ados pelo policial mais jovem. Por alguns segundos falei para mim mesmo que ningu¨¦m poderia me impedir de aplicar um golpe nele, que n?o teria como ser salvo. Mas havia uma outra voz, que agradecia a interven??o do policial porque, em meu ¨ªntimo, n?o era aquilo que eu desejava. Ent?o baixei minha m?o. Soltei o bandido e me afastei dele. - Nossa! ¨C sussurrou o policial vendo o estrago que eu fizera. - Vai, se afaste. Fique ali, encostado no muro, de joelhos e com as m?os sobre a cabe?a ¨C ordenou, o que obedeci. Logo chegaram refor?os, que nos algemaram, levando-o para o hospital e, a mim, para a delegacia. Quando entramos Jo?o de Deus, o delegado, me olhou com repreens?o. - Entendo, mas n?o aceito, n?o de voc¨º, Noah. V¨¢ para a sala, que eu vou chamar seus pais ¨C falou, a voz seca e dura. Demorou quase uma hora, quando entraram os meus pais e os pais de Ema. Eles me abra?aram chorando, todos bem grudadinhos em mim. N?o falamos nada, apenas ficamos ali, quietos, deixando as l¨¢grimas descerem. O delegado entrou e se sentou conosco. - Eu conversei com o promotor e o juiz. Esse rapaz que voc¨º quase... que voc¨º prendeu ¨C falou ap¨®s uma leve tossida, - tem uma ficha corrida muito grande de maldades. Ainda bem, seu louco, que n?o o matou. Voc¨º tem que ser muito grato ao soldado Virg¨ªlio. Ele te salvou de muitos problemas. Mas resolvemos que voc¨º pode ir para casa sob pagamento de fian?a... - Que eu vou pagar ¨C Raul falou com firmeza, que ningu¨¦m ousou contestar. - Certo... Bem, acho que voc¨º vai ter que pagar algumas semanas em trabalho volunt¨¢rio, e tudo ser¨¢ apaziguado. Nada constar¨¢ de sua ficha, filho. Agora, Raul, aqui est¨¢ o boleto para pagamento da fian?a. Providencie depois, e tudo estar¨¢ certo. Agora, v?o para casa, e cuidem desse menino. Cuidem voc¨ºs todos de suas almas, de suas dores. Agora ¨¦ conosco, est¨¢ bem? Ap¨®s os agradecimentos pela ajuda de Jo?o de Deus, da porta me virei e sorri em agradecimento, no que ele retribuiu. - V¨¢ com Deus, filho. E se cuide... - Obrigado, e agrade?a ao V¨ªrgilio por mim ¨C murmurei baixinho. - Claro. Agora v¨¢... ¨C falou, abanando a m?o lentamente. Meu pai, com suavidade me puxou, e fomos embora, todos aliviados por tudo ter acabado da melhor forma que poderia. - Ah, Noah ¨C Ema chorou, levantando rosto que prendeu em mim, os olhos doloridos presos nos meus. ¨C Se tivesse acontecido algo com voc¨º, qualquer coisa, eu me sentiria ainda mais culpada, mais destru¨ªda ¨C lamuriou. - Me desculpe, Ema. Me desculpe ¨C foi s¨® o que consegui dizer, sentindo o peso de um sil¨ºncio dolorido que envolvia o meu cora??o. Ent?o puxei seu rosto, e ficamos assim, por um bom tempo, as testas encostadas, apenas um vendo as l¨¢grimas do outro que ca¨ªam no tampo da mesa. OS PRIMOS Eu tenho um compromisso com a leveza, com a falta de culpa. Por que deveria me sentir culpado? Como sempre, a Ema estava linda demais. Eu sorri. Gostava muito de ficar perto dela. Ela vestia uma camiseta longa e folgada, e em alguns momentos eu via que ela estava com um short jeans. Ela era muito fofinha. Era o in¨ªcio da noite. Como sempre est¨¢vamos na cozinha, conversando sobre muita coisa, principalmente sobre planos para o futuro, e sobre as cosias que j¨¢ hav¨ªamos feito. L¨®gico que n¨®s sab¨ªamos o que cada um tinha feito, os trabalhos e empregos que j¨¢ t¨ªnhamos feito. Mas, era a vis?o do outro que quer¨ªamos. Ela contou o que sentira quando ficara como menor aprendiz no BB e na CEF, quando for a vendedora nas Casas Bahia, e outros mais. Rimos muito de algumas passagens dela. Ent?o falei sobre a minha vis?o, tal como a Ema. Eu cheguei a trabalhar como entregador em uma padaria, vendedor de feira de frutas e verduras de final de semana e entregador de livros e revistas, s¨® come?ando a trabalhar na editora do meu pai quando entrei para a universidade para cursar produ??o editorial. Tamb¨¦m rimos muito pelo que eu havia passado. - Bem, voc¨º esqueceu de quando trabalhou numa ONG. - Ah, ¨¦ mesmo... Mas, ¨¦ que foram s¨® seis meses... Unauthorized reproduction: this story has been taken without approval. Report sightings. - Mas foi a primeira vez que assinaram a sua carteira, n?o foi? - Foi sim... - Vem c¨¢. Quando voc¨º trabalhava nessa ONG de ajuda a carentes, quando ainda estava no cursinho, voc¨º ficou chateado quando eles te mandaram embora? Eu inspirei fundo, me lembrando daqueles dias. - Sabe que n?o, Ema? ¨C disse por fim. - Estava tudo meio estranho. Quer dizer, foram muitas situa??es estranhas, meio complicadas. Mas, tudo foi bom, no final das contas. - O que tinha de estranho? ¨C perguntou, se apoiando de vez no armarinho. Ent?o contei para ela algumas passagens, e terminei com a passagem em que encontrara um casal de primos vivendo juntos. A garota me dissera que, um dia, passou a se interessar pelo primo. E contei como ela disse que o seduzira, e como ela acabou fazendo amor com ele. - S¨¦rio? ¨C ela pareceu surpresa com a minha est¨®ria. - S¨¦rio. Ela disse que era s¨® ele chegar do trabalho e ficavam por horas fazendo amor. - Nossaaa... ¨C ela pareceu suspirar. ¨C Mas, assim sem mais nem menos? - N?o... Ela disse que um dia ela estava na pia, lavando as vasilhas. Ele passou por tr¨¢s dela para pegar ¨¢gua na talha. Ela disse que se afastou um pouquinho, e sua bundinha tocou nele. Ela o sentiu. Ela viu que ele demorou um pouco para se afastar, como ela tamb¨¦m notou que demorou um pouco para se descolar dele. A partir da¨ª, ela sempre dava um jeitinho de ficar de costas para ele e dar umas apertadinhas nele como se fosse por acaso. S¨® que essas apertadinhas estavam ficando cada vez mais demoradas, mais demoradas, at¨¦ que... - ¨¦¨¦¨¦¨¦¨¦¨¦¨¦... ¨C ela suspirou demoradamente, como se os pensamentos estivessem longe. Ent?o deu um galeio suave com as costas, se despregando do armarinho. ¨C Acho que vou dormir. Estou cansada. A gente se v¨º amanh? ¨C se despediu. - At¨¦ amanh?, Eminha ¨C me despedi, vendo que ela novamente passava os olhos por mim, que desconsiderei frente a nossa longa est¨®ria. Terminei meu caf¨¦ e fui para o meu quarto. J¨¢ meio sonolento me troquei para dormir. SE MASTURBANDO NO QUARTO Ainda n?o sei bem o que ¨¦ o desejo, essa onda avassaladora que nos torna escravos. Como deixamos tanto poder ser aplicado sobre n¨®s? Ent?o me levantei e voltei ¨¤ cozinha para pegar ¨¢gua. Por¨¦m, quando passei pela sala vi que seu quarto estava com a luz acesa, e que a porta do quarto dela estava aberta. Eu ia pedir para ela passar parte do boneco que ia enviar para o Nikolai para eu ter uma no??o de como estava ficando. Deixei o copo sobre a borda da estante e entrei no seu quarto sem avisar. Ela estava deitada no beliche de baixo sob o len?ol, s¨® o rostinho para fora a. Assim que a vi ela congelou, e eu usei todo meu ser para me manter tranquilo e normal. Fiz o pedido para ela me passar o que tinha at¨¦ o momento, agindo como se tudo estivesse normal, mesmo vendo que ela ainda permanecia congelada. Temendo que ela ficasse muito constrangida, tratei do assunto como se fosse a coisa mais normal e bonito poss¨ªvel. - Sabe, Eminha, por que n?o continua? Estou para ver algo mais bonito que uma mulher se masturbando. Ent?o, n?o se preocupe comigo, e pode continuar, se quiser ¨C falei com naturalidade, voltando ao assunto do boneco para o Nikolai. Me forcei a n?o demonstrar qualquer excita??o quando percebi que os dedos dela voltavam a se movimentarem sob o len?ol, mesmo que de forma t¨ªmida, enquanto seus olhos, ap¨®s passearem rapidamente por mim, se fixaram com interesse em meus olhos. A noite foi um pouco dura para mim, com a vis?o dela se masturbando t?o gostoso na cama. Foi dif¨ªcil, mas, por fim adormeci. Quando acordei na manh? seguinte ela estava sentada na beira da estante, as pernas abertas, parecendo me aguardar. Nem tive tempo para cumpriment¨¢-la. Os olhos dela se fixaram nos meus enquanto sua m?o entrava dentro da roupa. Eu parei. Suavemente seus dedos come?aram a se mexer, se masturbando maravilhosamente. Support the creativity of authors by visiting Royal Road for this novel and more. Ela estava com uma blusa branca bem fina, um pouco transparente, onde dava para ver que ela estava usando um suti? rosa. E ela estava usando um short preto, de material leve. Ela estava fenomenal Fiquei excitado na hora, e vi que ela observou isso, um sorriso surgindo no rosto. Saindo do meu choque inicial, caminhei em sua dire??o. Notei que seus olhos lentamente iam se tornando receosos, quanto mais eu me aproximava. Desconsiderei. Com suavidade segurei suas coxas pelo lado de fora e entrei no meio das suas pernas, mas at¨¦ o n¨ªvel dos joelhos. Tirei meus olhos dos dela e me fixei em seu pompom, onde os dedos trabalhavam lentamente, com vol¨²pia. - Que coisa maravilhosa ¨¦ voc¨º se masturbando. Adorei. Acordar assim ¨¦ maravilhoso. Ent?o passei a m?o em mim, o que fez seus olhos abrirem um pouco mais, e sorri. > Obrigado ¨C agradeci, deixando meus olhos um pouco mais em seu pompom. - Que del¨ªcia - sorri. Ent?o sai do meio de suas pernas e fui para a cozinha, onde tentei me concentrar em fazer um caf¨¦. N?o demorou e logo ela surgiu, os modos naturais e normais. - Veja se melhora esse caf¨¦ ¨C recomendou. ¨C Vou buscar p?o e j¨¢ volto. Tentei falar algo, mas acabei desistindo. Apenas balbuciei algo, e dei de ombros, quando ele se virou. Foi meio a um sil¨ºncio gostoso, com risinhos dela, que tomamos o caf¨¦. - Ent?o, Noah, qual seu plano hoje? ¨C me perguntou, enquanto termin¨¢vamos o caf¨¦ da manh?. - Bem, como hoje ¨¦ sexta, meu plano ¨¦ dar uma olhada na diagrama??o daqueles dois livros da secretaria de que te falei, e estudar os contratos e um pouco mais do material do Mikael e do Nikolai. Vou ver se consigo marcar uma reuni?o com eles, para ver se conseguimos fechar o contrato. Ah, Ema, por favor, n?o esque?a do boneco. Assim que der, mande para mim e para a Pat, est¨¢ bem? ¨CPedicure. - Fique tranquilo, Noah. A Pat ¨¦ fera, e voc¨ºs dois trabalham muito bem juntos. Vai dar tudo certo, voc¨º vai ver. E quanto ao boneco, pode deixar. Daqui a pouco envio para voc¨ºs. - Bom ... - Vai chegar tarde hoje? - N?o... Devo chegar mais cedo, l¨¢ pelas 18:00 hs. Ent?o, talvez comece com a moto, para adiantar para amanh?. E voc¨º? ¨C perguntei j¨¢ da porta da cozinha. - Nossa, tenho muita coisa para estudar. Mas, pode ficar tranquilo, primeiro vou dar um acabamento na parte do boneco que j¨¢ fiz, e enviar para voc¨ºs ¨C falou, enquanto eu, rapidamente, lavava meu copo e meus talheres. - Acho que o meu plano ¨¦ melhor que o seu ¨C ri, secando as m?os no pano de prato. - Isso depende, meu bem... Eu estudo e trabalho, e me masturbo ¨¤s vezes ¨C riu satisfeita, logo indo para o seu quarto, onde montara seu escrit¨®rio. TREINO Os movimentos eram quase mecanicos; quase, porque eu sempre te via. Sorri ao ver os nossos pais se ajeitarem na varanda, na casa do Raul, na ro?a. Eles pareciam felizes, um casal amea?ando o outro. Iam jogar cartas, sorri ao ver meu pai colocar um pacote sobre a mesa da varanda. Abri mais o sorriso e levantei o bra?o para eles, enquanto se serviam na mesa arrumada com bolos, ch¨¢s, caf¨¦, sucos e p?es. N¨®s est¨¢vamos no gramado bem cuidado, na frente da casa. Ema sorria divertida, vendo-os com cara de moleques l¨¢ na varanda. - Agora, meu amigo, esque?a eles ¨C ela falou se virando para mim, seu rosto agora s¨¦rio e compenetrado. ¨C Iyu Kumite? ¨C sugeriu. - S¨¦rio? Combate livre? ¨C me preocupei, arrumando meu quimono. - Sim... Medo de se machucar, meu bem? ¨C riu debochada, tamb¨¦m ajeitando sua vestimenta. - Medo de machucar voc¨º, Ema ¨C falei s¨¦rio. - Pois fique tranquilo. N?o vai conseguir. E, caso consiga, ent?o bem me far¨¢, por saber que preciso ser ainda melhor. Vamos, d¨º o seu melhor, N¨®ia... ¨C ent?o ela riu abertamente. ¨C Legal, gostei de chamar voc¨º de N¨®ia... ¨C Riu ainda mais. - Ent?o est¨¢ bem. Sem clem¨ºncia ¨C falei, agora s¨¦rio, prestando aten??o nela. Eu a observei, satisfeito que seus olhos se mostravam diferentes. Sorri e acenei que aceitava o Iyu Kumite. Ela sorriu confiante em resposta. Eu fiquei ereto e relaxado, a respira??o leve e suave, observando cada movimento que ela preparava, tentando antecipar suas inten??es. E ela veio com fintas e uma sequ¨ºncia violenta e r¨¢pida de golpes. Havia poder em seus golpes, e uma inclem¨ºncia que me deixou um pouco assombrado. J¨¢ trein¨¢vamos quase duas vezes por semana, mas neste dia ela estava com for?a total. Desconfiei que hoje ela estava rememorando o que lhe acontecera. Avaliei com bastante cuidado e resolvi que assim estaria muito bem. Ela precisava deixar a raiva fluir para, assim, passar a encarar o ocorrido mais livremente. No entanto, eu estava bem ciente de tomar todo o cuidado para n?o me machucar, como ter o cuidado de n?o dar uma resposta de impulso que poderia feri-la. A sequ¨ºncia inicial foi uma sequ¨ºncia absurda de Tsukis potentes e bem direcionados, tentando me acertar do est?mago at¨¦ a cabe?a. Mas eu sabia que ela estava me dirigindo, me distraindo. E eu estava certo. De repente come?aram golpes diversos, de Hiji at¨¦ uma sequ¨ºncia terr¨ªvel de Keris. No come?o ela me acertou dois golpes dolorosos, mas n?o muito. Ela estava me avisando que era para valer, e que eu deveria estar em prontid?o. E assim eu fiz, me esquivando e desviando alguns de seus golpes, boa parte deles usando-os contra ela mesma. Com um grito ela avan?ou, a sua perna dirigida para o meu queixo. Me afastei cent¨ªmetros e, segurando sua perna, a puxei e a derrubei, for?ando que ela batesse com for?a no ch?o. Num salto ela se levantou, o ¨®dio em seu rosto, que subitamente aliviou, deixando apenas a concentra??o do combate. The genuine version of this novel can be found on another site. Support the author by reading it there. Foi quando nossos pais gritaram de alegria que aliviamos o combate. Paramos e olhamos onde eles estavam, e n?o pudemos deixar de rir. Eles agora jogavam paci¨ºncia, mantendo um olho no jogo e outro em n¨®s. Como se fosse acordado, eles levantaram as m?os em cumprimento, como se dissessem que estava tudo bem. Rimos mais ainda. Nos viramos um para o outro, nos cumprimentamos e nos abra?amos, tomando o rumo da casa. - Voc¨º me acertou algumas vezes. Doeu. Anotou? Doeu ¨C reclamei. - E voc¨º que quase quebrou minha perna e quase deslocou o meu ombro? Acho que vou mancar e sentir dor quando levantar o bra?o por v¨¢rios dias ¨C reclamou por sua vez. - Ara, s¨® uns dois dias. Eu, olha s¨®: vou ficar com o rosto inchado por v¨¢rios dias, al¨¦m do roxo que j¨¢ come?ou a aparecer aqui do lado ¨C falei, mostrando o meu lado direito. - Pois mostre com orgulho, meu bem. Marcas de guerra ¨C riu, se apertando em minha cintura. - Ent?o, Ema, resolveu se vai participar do campeonato de Karat¨º? ¨C perguntei, fingindo dor no corpo, do que ela riu satisfeita. - Estou esperando voc¨º se decidir, se vai participar do campeonato de kung fu ¨C espetou. ¨C E voc¨º at¨¦ poderia entrar na de aikid?, n?o poderia? - ¨¦, eu poderia. Mas, o aikid? vai apenas como demonstra??o ¨C lembrei. - ¨¦, est¨¢ certo. Noah, at¨¦ que faixa voc¨º chegou no aikid?? - Bem, eu estou no 1o KYU, a faixa marrom ¨C expliquei. - Est¨¢? ¨C ela pareceu surpresa. ¨C Achei que voc¨º tivesse deixado o aikid?. N?o te vejo treinando mais ele, mas s¨® o kung fu. - N?o, fofinha, n?o parei n?o. S¨® diminui. ¨¦ que eu estou dando mais ¨ºnfase ao kung fu ¨C expliquei. - Ent?o est¨¢ bem... Ent?o, voc¨º vai se inscrever, n?o vai? Ou vai se registrar para participar da demonstra??o de aikid?? - Ah, Ema, n?o sei n?o. Treino e luto n?o para campeonatos, nem para me exibir. S¨® quero saber e poder me defender, e defender os que amo. - Por isso est¨¢ fazendo kung fu tamb¨¦m? ¨C perguntou sentando-se no gramado. - O aikid? tem uma doutrina diferente, voc¨º sabe. Ele foca mais na harmonia, no chi, e n?o em competitividade e viol¨ºncia. - Mas voc¨º, quando treina aikid? comigo, se pudesse me machucaria para valer. Ele tamb¨¦m pode ser violento, eu bem sei. - Pode, pode sim. Mas n?o ¨¦ por isso que eu gosto de aikid?. ¨¦ uma arte que flui. ¨¦ como um vento que tem a for?a de um vendaval, ¨¦ uma dan?a, ¨¦ um controle de energia. Apesar das outras artes marciais terem em si uma competi??o impl¨ªcita, mas todas declararem uma filosofia de equil¨ªbrio, nesse ponto o aikid? ¨¦ mais consistente. - Ent?o, pelo que entendi, nada de participar da demonstra??o de aikid?, n¨¦? - Sem demonstra??o ¨C sorri. - E competi??o de king fu? ¨C insistiu. - Estou em d¨²vida. Na verdade, Ema, n?o tenho muito interesse. - Espero que repense isso, meu querido. Que mal h¨¢ em se divertir enquanto isso? Veja o campeonato por outra perspectiva, como um super treino. Voc¨º j¨¢ est¨¢ faixa roxa de kung fu, e at¨¦ hoje n?o foi em nenhum. Ser¨¢ legal, Noah. Eu sorri e baixei a cabe?a, enquanto caminh¨¢vamos. A Ema era bem combativa, e adorava essas disputas. Apesar de ela ainda estar na faixa laranja, j¨¢ impunha respeito em muitos faixas marrom. Que sabe, suspirei. - Ah, est¨¢ bem. Vou pensar, est¨¢ certo? Ainda tem bastante tempo at¨¦ encerrar as inscri??es. Mas, n?o tenha muita esperan?a ¨C brinquei. - Espero que v¨¢. Tem muita gente que adoraria se bater com voc¨º ¨C ela falou. Inspirei com discri??o, sabendo o que os motivava a desejarem se testar comigo. A surra que havia dado no cara que ferira a Ema virara como que uma marca. - S¨¦rio, Ema, vou pensar com bastante carinho, ainda mais sabendo que voc¨º est¨¢ doidinha para me ver apanhando em um dojo - ri baixinho. - Dando um pau neles, dando um pau neles. Adoro ver voc¨º lutando. Voc¨º parece dan?ar, leve, perigoso. At¨¦ parece o Ip Man ¨C sorriu. - ¨¦ muito bom. Mas, ent?o est¨¢ bem, vou esperar sua decis?o... ¨C aceitou, me dando um belisc?o e se apertando novamente em mim, enquanto sub¨ªamos a escada para a varanda. Ent?o ela me deu um beijo e ficou agarrada no pesco?o do pai, sentado e tentando passar uma carta para a Margarida, o que fez a Ema rir e tossir, escondendo o rosto no ombro do pai. - Perdedores inocentes ¨C ri quando passei perto dos meus pais, indo para tomar um banho. - Eles roubaram - ouvi minha m?e falando, enquanto o Raul e a Margarida riam da cara deles. ¨C Est?o levando um banho aqui ¨C ouvi a Margarida satisfeita, debochando dos dois. ¨C Igual voc¨º para a Ema ¨C ouvi novas risadas, dessa vez apoiada pela Ema. - Isso ¨¦ verdade... Estou todo machucado. Vou querer rem¨¦dio para dor ¨C ameacei, sumindo dentro da casa.